Quando desconfiar – Procura de trabalho

Sempre ouvi dizer, desde miúda que quem não confia, não é de confiança. Os últimos anos levaram-me, com uma série de chapadas em cheio na honestidade, a desenvolver outra teoria… “Quem não abre o jogo, não é de confiança.”

Muitas vezes ouvimos “aquela voz” no fundo das nossas cabeças e ignoramos. A vontade de trabalhar e de ser activo é tão grande, que ignoramos… Eis algumas experiências que me levam a acreditar que temos de facto de ouvir a nossa consciência e abrir os olhos para o óbvio.

1 – O anúncio espectacular de emprego continua a ser renovado no site de empregos (manda currículo, mas desconfia). Se é assim tão bom porque é que ainda está lá, a ser renovado com datas diferentes, ao longo de uma, duas, três semanas… Qualquer técnico de recursos humanos sabe que publicar um anúncio é sinónimo de ter o email cheio de cvs em horas.

2- Durante a entrevista recusam a responder a perguntas básicas sobre as condições laborais. Perguntas como “que tipo de contrato de trabalho irei assinar”, “qual o vencimento”, “quais as regalias com a posição”, “horário fixo ou rotativo”.

3- Começaste a trabalhar, já estás a fazer uma semana de casa e contrato, nem vê-lo. Desconfia.

4- Os teus colegas fazem piadas do género “mais uma”. “Será que esta aguenta?” Não é bom sinal.

5- As referências online sobre a empresa não são as mais positivas. Lês coisas sobre o espaço, sobre os colaboradores, sobre situações específicas e constatas que afinal…

6- Entre o acordado na entrevista e o dia em que te oferecem o emprego, as regras do jogo mudam. Por exemplo, o vencimento é X, limpo… (Ah mas afinal esse X inclui todos os subsídios possíveis e imaginários. E só ouviste falar disso agora. )

7 – Pergunta referências. Pergunta aos teus amigos. Pergunta aos vizinhos. Pergunta a quem conhece o negócio. Pede feedback a clientes. Eles sabem mais do que tu e podes surpreender-te com revelações muito boas… ou das outras.

8- O anúncio de emprego tem mais erros do que um ditado escrito por um miúdo de 6 anos. Falta de brio também não é a melhor carta de apresentação.

Sinto-me confortável porque sei que aí fora existem muitas, imensas, a maioria, felizmente, de entidades patronais que RESPEITAM e sabem que as pessoas não são números. “Números infelizes” não são produtivos, não dão lucro, não se sentem confiantes para dar o litro e mais cedo ou mais tarde acabam por ficar doentes. Nunca antes se viu uma tão grande taxa de doença relacionada com actividade laboral em Portugal. E ninguém pára para pensar.

Um patrão a sério discute números, reconhece o valor do colaborador e agarra com unhas e dentes os bons! Estima, incentiva, reconhece as horas a mais, reconhece um trabalho bem feito, agradece… Muitas vezes este tipo de energia não é perceptível numa entrevista, mas saber onde queremos ir é meio caminho andado para achar o “tal” trabalho. E convínhamos, trabalhar feliz é bom para ambos os lados!

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Conceito de Entropia no local de trabalho

Segundo Richard Barrett, no seu site Barrett Value Center: “A principal fonte de entropia cultural numa organização são as acções baseadas em comportamentos de medo provocados pelos lideres, gerentes e supervisores.”

Culturalmente tinha algum interesse em perceber o impacto desta realidade na cultura laboral Portuguesa. Não existe actualmente uma preocupação com o desenvolvimento do potencial humano no sentido de aproveitar as melhores qualidades de cada colaborador em benefício do crescimento positivo da empresa. É deste e de outros assuntos que Barrett trata.

Não deixe de passar pelo site e verificar com a realização de um breve teste, quais são de facto os valores mais importantes para si no seu ambiente de trabalho.

Mais Aqui

Originalmente publicado no Linkedin

Mais Linkedin, menos Facebook

Eu ando com uma estranha mania de dar 5 motivos para tudo. Se pensarmos bem, qualquer boa posição, qualquer posição coerente consegue ser defendida com 5 pontos. Se não conseguir defender a sua perspectiva de vista com 5 pontos, se não tem 5 pontos de força, o mais provável é estar errado(a).

Vamos ao que interessa… muitos dos meus contactos a trabalhar ou desempregados, perdem o seu tempo no facebook (o tempo e o ar é de todos), mas fico sempre com a sensação de que no caso daqueles que procuram novas oportunidades, estão “fazendo isso errado”.

O Facebook é uma ferramenta curiosa e interessante, mas o seu objectivo de fundo não é a procura de trabalho e não é de longe a ferramenta mais talhada para a procura de emprego.

“Perca/Ganhe o seu tempo no Linkedin”

  1. O Linkedin é aquela rede social que há dois anos todos davam como moribunda por terras lusas. Facto: O numero de ofertas de trabalho em Portugal publicadas por empresas nacionais aumentou, e o numero de portas que se abre para a contratação de portugueses no estrangeiro é incomparável ao que acontecia por exemplo há 5 anos atrás. Experimente, navegue e procure!
  2. O Linkedin ao contrario do facebook ainda não foi atacado pelas partilhas virais, muitas delas mentiras absolutamente inúteis (a propósito, existe um site que discute e refuta isso mesmo – esquemas e mentiras partilhados de forma viral http://www.e-farsas.com/ )
  3. O Facebook é um “aglomerante” – tudo junto, de todo o lado, sem critério, (muitas vezes) sem limites e sem noção. É engraçado se o contexto for o contexto familiar. Quando passamos para o contexto profissional e para a quantidade medonha de estereótipos que podem ser “espremidos” no Facebook, deixa de ter assim tanto interesse. O Linkedin é uma rede social que tem como objectivo o crescimento profissional e a troca de conhecimentos (ambiente laboral).
  4. O feed de notícias do facebook está cheio de fotos de férias, gatinhos fofos, pessoas mais e menos divertidas, publicações polémicas. O feed de notícias do linkedin oferece textos sobre as áreas de interesse do utilizador, novas propostas de trabalho das empresas adicionadas, artigos interessantes sobre por exemplo: marketing, emprego, tecnologia, inovação (estas opções vão variar consoante a sua área de formação e empresas adicionadas como favoritas).
  5. Ninguém usa as listas do Facebook – Listas – uma das opções inteligentes oferecidas pela rede social que poderiam de alguma forma proteger o utilizador para que este não partilhe mais do que deseja com quem não deseja.

LinkedIn é uma rede de negócios fundada em Dezembro de 2002 e lançada em 5 de Maio de 2003. É comparável a redes de relacionamentos, e é principalmente utilizada por profissionais. Em Novembro de 2007, tinha mais de 16 milhões de usuários registrados, abrangendo 150 indústrias e mais de 400 regiões econômicas (como classificado pelo serviço). Em 3 de Novembro de 2011, Linkedin possuía mais de 135 milhões de usuários registrados em mais de 200 países e territórios. O site está disponível em inglês, francês, alemão, italiano, português, espanhol, romano, russo, turco e japonês. A Quantcast relatou que Linkedin possua, mensalmente, 21,4 milhões de visitantes únicos nos Estados Unidos e 47,6 milhões pelo mundo. Em Junho de 2011, Linkedin tinha 33,9 milhões de visitantes únicos, e cresceu 63% em comparação ao ano anterior.” WIKI

Facebook é um site e serviço de rede social que foi lançada em 4 de fevereiro de 2004, operado e de propriedade privada da Facebook Inc.  Em 4 de outubro de 2012 o Facebook atingiu a marca de 1 bilhão de usuários ativos. Em média 316.455 pessoas se cadastram, por dia, no Facebook, desde sua criação em 4 de fevereiro de 2004. Os usuários devem se registrar antes de utilizar o site, após isso, podem criar um perfil pessoal, adicionar outros usuários como amigos e trocar mensagens, incluindo notificações automáticas quando atualizarem o seu perfil. Além disso, os usuários podem participar de grupos de interesse comum de outros utilizadores, organizados por escola, trabalho ou faculdade, ou outras características, e categorizar seus amigos em listas como “as pessoas do trabalho” ou “amigos íntimos”.”

[ Segunda opinião ]

SITOGRAFIA:

http://www.linkedin.com | http://pt.wikipedia.org/wiki/Linkedin | http://pt.wikipedia.org/wiki/Facebook | http://www.youtube.com/watch?v=qMefWXCjJtY | http://charlesrezende.net/quais-as-diferencas-entre-o-linkedin-e-o-facebook/

Talento e Oportunidades

Não será certamente a primeira nem a ultima vez que falo deste tema, mas fica aqui mais uma nota sobre a “Cidade do Talento” – http://pt.thetalentcity.com – Talent City

A Talent city consiste num espaço onde se reúnem várias empresas que oferecem e procuram oportunidades. Oportunidade de se promover junto de um publico jovem e com formação académica de nível médio-superior, oportunidade de encontrar “aquele” colaborador, oportunidade de fazer parte de um projeto fresco, que apesar de já ter alguns aniversários, continua a inovar. Imagem

Aqui podemos encontrar bancos, empresas de design e TI, Telecomunicações, Oportunidades, formas de nos apresentar ao mundo, jogos, e todo uma perspetiva sobre a utilidade da internet. 

Saúde Mental no Algarve

A Associação de Saúde Mental do Algarve – ASMAL é uma Instituição Particular de Solidariedade Social (I.P.S.S.), sem fins lucrativo, pessoa colectiva reconhecida de utilidade pública, instituída em 1991, interessada fundamentalmente na realização de acções de apoio ao doente mental e promoção da saúde mental na comunidade.

Durante as últimas duas décadas a ASMAL tem desenvolvido um amplo programa de reabilitação social e profissional dirigido a doentes mentais de evolução prolongada nas suas diversas valências, entre elas:

Centro de Reabilitação Sócio-Profissional, Fóruns Sócio-Ocupacionais de Faro e Almancil, Unidade de Vida Apoiada (Lar Residencial), Gabinete de Apoio às Famílias, Gabinete de Informação e Divulgação e Gabinete de Avaliação e Encaminhamento. Estas estruturas são de extrema importância para uma população-alvo que carece de qualquer outro tipo de apoio que não o de cariz hospitalar.

A ASMAL comemora durante o ano de 2011 o seu 20º aniversário. São 20 anos de trabalho que contam com o apoio e parceria de várias entidades públicas e privadas.

Por exemplo, o novo Centro de Educação, Formação e Integração Profissional do Algarve da ASMAL foi edificado graças ao co-financiamento do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional do IEFP e de várias autarquias do Algarve, no terreno cedido pela Câmara Municipal de Loulé.

Este centro permite acolher um total de 120 formandos, oriundos de todos os concelhos do Algarve, tendo em conta o âmbito regional da instituição.

 

V.Inácio