Ser Feliz…

Ser Feliz…

Ora ser feliz é uma ambição constante de todo o ser humano. Já repararam como os animais vivem? É por isso que eu gosto de gatos. Neles está o segredo da felicidade. O gato aproveita cada momento a fazer aquilo de que mais gosta, seja a comer, a caçar, a dormir, a suprimir as suas necessidades básicas assim como as necessidades de afecto, carinho. O gato escolheu viver com as pessoas. Neste momento olho para o lado e vejo dois dos meus fieis escudeiros a disfrutar de uma breve soneca e penso:” Ora a seguir ao almoço, uma bela soneca! Eles é que estão cheios de razão!”

Obviamente o ser humano está condicionado aos horários de trabalho, a toda uma rotina, não é fácil enrolarmo-nos no sofá e dormir sempre que nos apetece. O problema é que passamos de um extremo para o outro. Vivemos sob stress constante, quando o stress deveria servir nos primordios da humanidade para nos alertar para os perigos, então tomamos medicamentos para acalmar. Depois precisamos de café para acordar e antes de adormecer voltamos a tomar medicação para adormecer de vez. Andamos dopados em substãncias para controlar o stress e a ansiedade de conseguir um trabalho perfeito, uma vida feliz, ter a casa perfeita e ser feliz. Pensem comigo. Apesar de sermos os bipedes mais inteligentes da terra, devemos um bocado ao bom senso. Mais cedo ou mais tarde vamos ser obrigados a recuar e pausar o stress para conseguir pensar e agir.

Ser Feliz… sou a última pessoa a ter a solução para a felicidade. Cada um deve olhar para dentro de si e procurar a luz que lhe indica o caminho (soa a banha da cobra, mas algures está a resposta, e não é em nenhum blog).

Eu agora vou fazer uma receição decente e colorida e talvez consiga dormir uns minutinhos a seguir ou meditar… Depois de uma manhã a procurar trabalho, também mereço.

Acreditar todos os dias, orar e fazer uma boa higiene mental.

Não esqueçam: Ser feliz não é uma meta, é um caminho! 😉

Have a Nice Day

Imagem roubada do face, sem créditos, mas acredito que tenha dono. Por isso, acuse-se que eu terei todo o gosto em atribuir os créditos. :*

a dívida do Sonho

a-divida-do-sonho

A construção do sonho é infundada, crua, por isso chamar-lhe sonho. Os outros chamam-lhe romantismo.

A procura do sonho, da autodeterminação, da vontade de vencer, sem estrangeirismos e sem marketing de bolso. Hoje não existe uma pessoa que não seja nutricionista para criticar os gordos e os magros, não existe uma pessoa que não seja pediatra para criticar as mães ou apontar o dedo a quem não quer ter filhos e estranhamente não existe quem não defenda os sonhos… e aqui estou eu a defender os sonhos, do alto do meu sofá.

Os sonhos são coisas antigas como cicatrizes de infância, e não me recordo de em algum ponto da minha vida ter desistido de ser quem sou, porque a par de todas as capacidades e formações, de tudo o que sou capaz de fazer (estranhamente e sem modéstia, de tudo um pouco), o sonho acabou por ser o único escondido pelo nevoeiro. Poético mas, tens de ir à escola, escolher um curso a em que te encaixem (não interessa se se adequa ao teu coração, à tua pessoa, à tua alma, ele tem de se adequar à tua média). Poucos eram os que realmente gostavam de informática quando ingressei o curso profissional de Informática Fundamental, no entanto quando escolhi lutar pelo acesso ao ensino superior, estava apaixonada pelo lado romântico do jornalismo. Queria falar de pessoas para pessoas. Queria como sempre quis, ajudar. Sem arrependimentos, devia ter ido na altura para bombeira ou enfermeira. Supria esta necessidade de forma muito mais prática.

Ser mãe, escrever (ilustrar um livro), plantar uma árvore (ou uma dezena), tudo isso são marcos, são pontos de felicidade. Ser mãe é parte da essência, é um luxo nos dias que correm. Fazer filhos é fácil, ser mãe e ser pai é cansativo, leva-nos o tempo e a energia, mas deixa-nos a pensar no que queremos fazer por este mundo. Todo o Pai e toda a Mãe se sente ridiculamente pequeno. Deixamos de ser filhos, agora somos Pais, e temos de fazer o mundo girar de forma a que o legado seja útil, rico, proteja os sonhos, o trabalho e os objectivos daquele pequeno ser, que o pior de tudo é não te pertencer. Ser Pai/Mãe é o maior acto de abnegação

Ainda não fez um ano desde que a decisão de mudar de área e guardar o canudo numa gaveta foi tomada. Claro que não tomei essa decisão sozinha. Claro que qualquer caminho agora é feito a uma velocidade mais contida, ainda assim, como diz o ditado:” Sozinho vais mais depressa, acompanhado vais mais longe”.

O renascimento do sonho é a promessa de que no dia em que a minha filha me pedir para acreditar que ela é capaz, nós vamos ser moralmente capazes de responder sem fantasmas, sem desculpas e sem mentiras.

A dívida do sonho.

O Elefante na sala

Um certo dia chegas a casa e tens lá alguém.

Conversas com essa “pessoa” e ela diz que só vai ficar uns momentos.

Os teus amigos dizem para ter paciência e calma. Tu pensas que realmente eles devem ter razão.

A “pessoa” vai embora. Assunto resolvido.

Semanas depois a situação repete-se. Sempre por breves momentos. Aprendes a aceitar. Afinal a vida é assim, as vezes mais vale relaxar e levar.

Com o passar do tempo essa “pessoa” começa a ficar mais tempo. Há dias em que quer conversar e apesar das conversas serem um pouco repetitivas, por vezes fica até amanhecer a falar do mesmo assunto.  E tu pensas… como é que eu vou sair amanhã para a escola, trabalho, estágio… mas não fazes nada porque correr com essa “pessoa” era maluquice. Vamos ser normais e ter calma. Já nem falas disso aos teus amigos. Não os queres saturar e compensas em casa nas folgas. Tentas por o sono em dia.

Passam meses…

O trabalho é cansativo, pensas em mudar de trabalho. Mais cedo ou mais tarde consegues, mas pouca-sorte, não foi tão bom como esperavas. Pelo contrário, foi ainda mais desgastante. Chegas a casa e lá está “ela”. Fala e fala e fala e tu tens de resolver o bolo de problemas mas não sabes como. Tens uma casa para cuidar, tens uma família que precisa da tua atenção, mas esta “amiga” está sempre contigo.

Agora acorda contigo, vai contigo para o trabalho e sem grande decoro fala alto, toca bateria e chama toda uma equipa de amigos para a ajudar. Podia ser divertido se fosse dia de festa, mas não é. Queres trabalhar e o barulho é imenso. Não consegues manter o fóco e quando chegas a casa estás com a energia abaixo de zero…

Existe uma amiga chamada depressão e Portugal é o segundo país no mundo com maior taxa de depressivos, só ultrapassado pelos estados unidos. Isto deve-se muitas vezes à falta de acesso a cuidados básicos da doença, assim como a um tratamento sério que encare a depressão como uma doença do cérebro.

Sabia que na maioria das pessoas o primeiro sintoma que surge é físico? Sabia que quase sempre o suicídio está contextualizado em episódios de depressão? Sabia que a DEPRESSÂO TÊM CURA?

É possível ser feliz e é possível voltar a ter energia, a trabalhar com um sorriso, a ter paciência, alegria, a viver bem! Se sente que um familiar ou amigo pode não estar bem, se você próprio se sente “diferente” e não percebe porquê, procure ajuda. A depressão não é um bicho, mas precisa de ser tratado (e existem várias formas de tratamento).  Não tenha medo de procurar o seu médico de família, de falar com um psiquiatra, com um psicologo, de iniciar um plano de exercício físico, de fazer meditação.. o que resultar é válido! Seja feliz! Fique atento!

Vamos combater o Elefante (ou o cão) na sala?

O Dr. Olegário tem aqui um par de palavras que é muito feliz e que explica a depressão. 🙂