Animais: Seres pensantes ou decisores por instinto

INSIDE THE MINDS OF ANIMALS – O que pensam os animais e nós sobre eles? Eis um TedEx curioso que fala sobre as diferenças de perspectiva entre as espécies e serve como mote para pararmos e meditarmos sobre a forma como encaramos o “outro” em particular, espécies diferentes. Sabemos assim tanto? Estaremos assim tão distantes destes?

Cães de raca: Como escolher e o que pesquisar

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Regra geral costumo insistir com a conversa de vos mandar ir ao canil e adoptar um rafeiro.

Insisto com a conversa de olharem para as casas onde vão buscar os cães (normalmente criadores não certificados, ou que não apresentam documentos, registos dos pais da ninhada ou quando não podemos ver a mãe e o pai) existe uma lista de coisas a que devemos estar a tentos quando queremos “comprar” um cão.

Um criador decente não terá problema em mostrar o registo dos seus cães, a mãe, onde estes nasceram, o que comem, como vivem. Não terá problemas em aconselhar a família que compra o são porque sabe que uma casa para um caniche não é a mesma casa necessária a um rafeiro do Alentejo… um cão é um cão, mas não são todos cães iguais. Isto para não falar das particularidades de cada um mesmo dentro da ninhada. Só o criador os conhece o suficiente para aconselhar melhor. Escolher cães pela cor e porque são fofinhos, meus caros, estão no sítio errado e a vossa solução, o vosso cão está no jumbo, na prateleira de peluches.

Mas como dizia a Veterinária Mistério no deu blog, as pessoas sabem que existem cães a serem abatidos nos canis, e sabem que estes acabam ali pelas mais diversas razões, mas não querem saber mais e querem comprar um cão “novo”. (E isto dói-me de cortar à faca o conceito de cão novo e cão de canil ou cão velho, mas hoje não é essa a minha luta).

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Antes de escolher o seu cão, investigue a raça. O temperamento, o tipo de doenças a que está propenso, a longevidade, a interacção em família, as necessidades de espaço… (1)

São assuntos sérios se não quer estar a devolver o cão ao criador daqui a 5 meses ou a um canil, onde vai acumular com os NEGLIGENCIADOS e infelizes que já lá vivem à espera de casa. Seja responsável, pesquise antes de comprar.

AQUI Podemos encontrar (em Inglês) uma lista de raças de cães reconhecida, onde são enumeradas as doenças mais frequentes de cada raça.

Fale com o Clube Português de Canicultura, eles podem dar-lhe pistas e ajudas a escolher o seu novo melhor amigo. Conheça a lista de criadores oficiais e registados.

Não compre cães no olx… a sério, o olx serve para vender cadeiras e não animais. Comprar um cão às cegas no olx ou no custo justo, não tem qualificação. Depois não diga que não avisei.

Passe uma vista de olhos por este artigo escrito por uma profissional (Médica Veterinária) que toca essencialmente nos pontos fortes da adopção de cães em portugal. Aconselho vivamente a leitura atenta, e se ainda assim tiver dúvidas, pode também falar com o seu veterinário que será certamente uma pessoa que o poderá informar sobre algumas experiências com animais. Em clínica vê-se de tudo e as equipas médias são por isso uma fonte de conhecimento prático sobre os animais que vão passando por lá.

Boa Sorte. 49

O Coelho – Actividade CPPADERNE

No seguimento de uma actividade realizada a 02 de Novembro, para os meninos da Creche Gente Miúda (Algarve), fui lá conversar sobre o coelhinho de estimação e sobre algumas das suas necessidades básicas. Falamos sobre o peso, alimentação, escovagem, cuidado ao manusear, caricias, a personalidade dos coelhos, corte das unhas e dentes. Foi muito divertido e fica aqui o documento que criei para a actividade em questão.

coelho Cebolinha/Cebolada

Obrigada a toda a equipa da Sala dos Sonhos (2-3 anos) e à Sra.Directora Patrícia Beira Grande, por esta manhã tão divertida, ao "sr" Google, dono de algumas das imagens e a todos os autores das outras que não sendo minhas, não consigo atribuir autoria. Por favor se souberem, terei todo o gosto em atribuir autorias.

Bicharada de A-Z (Parte 5) Flebótomos & Giardia

— F —

Flebótomo (“Espécie de mosquito” vector de várias doenças, inclusive algumas zoonoses) 

A Leishmaniose canina é uma zoonose de grande importância e de impacto na saúde pública. Todos os anos registam-se em Portugal entre 10 a 15 casos de Leishmaniose em Humanos, especialmente nas pessoas imunocomprometidas e crianças. A doença atinge todas as raças de cães, em todas as idades, e com uma elevada taxa de morbilidade e mortalidade. [1]

Os flebótomos são insectos vectores de vários agentes patogénicos, dos quais se destacam os protozoários do Género Leishmania. Em Portugal, as leishmanioses, canina e humana, são causadas por L. infantum, sendo o cão o principal reservatório e Phlebotomus perniciosus e P. ariasi os vectores comprovados do parasita. São conhecidos três focos de doença, mas casos de leishmaniose canina têm sido reportados em outras regiões nas quais se desconhecem as espécies flebotomínicas presentes e respectivas taxas de infecção.[2]

Origem: Bayer

Origem: Bayer

Mais informações AQUI, AQUI, AQUI e AQUI.

Referências: [1] Zoonoses transmitidas por insectos vectores

[2] Estudo dos flebótomos (Diptera, Phlebotominae), vectores de Leishmania sp, por Sofia Isabel Martins Branco.

— G —

Giardia /Giardiase / Giardiose

Giárdia (Giardia lamblia) causa diarreia e dificuldades na absorção intestinal, por aderir e diminuir as microvilosidades do intestino, dificultando a absorção de nutrientes; e por possuir proteases que agem em glicoproteína, levando lesões à mucosa, desencadeando também uma resposta inflamatória.

A giardiose é uma doença que pode surgir no humano ou nos mamiferos e que é contraída através do consumo de alimentos ou água contaminados. A melhor atitude a ter para com este tipo de parasitas é a prevenção e desparasitação tanto de humanos como de animais de estimação. Cuide da sua alimentação de forma cuidada e higiénica, o mesmo para os seus animais. Caso desconfie de alguma contaminação do seu animal, fale com o seu veterinário, e caso exista a possibilidade de também ter sido contaminado, fale com o seu médico.

Mais informação sobre a Giadiose AQUIAQUI e AQUI. 😉

Obesidade (Gatos e Cães)

Como saber se o seu gato é ou não obeso? Existem várias escalas que ajudam a perceber a evolução da quantidade de gordura no corpo do animal e que variam desde o estado caquéctico até ao estado obeso.

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Escala de 5 pontos: vai desde o “caquético”, Magro, Normal, Excesso de peso até Obeso.

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Tal como nos humanos, os cães e os gatos necessitam de alguns cuidados nutricionais. Devemos recordar que os seus ancestrais eram animais que não tinham ao seu dispor alimentos com a mesma concentração calórica como os nossos canideos e felinos domesticados. Assim sendo se o desgaste de calorias é inferior, o consumo também o deve ser. A solução passa sempre por uma alimentação controlada e dependendo do tipo de vida do animal, este ou aquele alimento, idade e estado de saúde.

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Outra escala também interessante e mais detalhada, é a escala de 9 tópicos. Com variações entre o muito magro ou obeso. Sugiro a consulta da imagem que é muito interessante.

Fica também o twitcam do canal webvetveterinaria sobre o assunto. Aqui.

 

Crazy pet lady

Há algo de muito intimo e comum em todas as pessoas que partilham a vida com animais. Umas mais loucas, mais pragmáticas, mais ou menos felizes, mas todas as que os realmente amam partilham aquela aura.

Um amante de cães muda muitas vezes de passeio para conseguir cumprimentar “aquele” cão diferente. Um dono com uma matilha em casa tem necessidade de falar e mostrar orgulho nos seus animais. Uma dona de gato fala do seu menino ou menina e conta todas as histórias que todos os gatos fazem (alguns mais inteligentes que outros)… Mas todos estes donos partilham aquela aura de quem se senta ao lado do seu amigo e volta a alinhar os chakras, a descansar a alma …

Todos temos uma história feliz, ou várias. Todos temos uma que nos faz doer a alma.

Deus fez os animais e deixou que o ser humano domesticasse alguns, num longo e talvez insano momento de inspiração. Ligou espécies totalmente diferentes que aprenderam a amar-se e a cuidar-se.

Quando o teu gato te mia, não te esqueças que para ela tu não és um grande gato, obviamente não o alfa porque és tu quem o alimenta, mas provavelmente és alguém por quem ele sente afecto… por isso é que ele vai e volta e por vezes enche-te o tapete de casa com cadáveres de pequenos animais. Aceita… vocês amam-se, são mais parecidos do que parecem.

O cão é mais fácil. Um cão estimado, amado, irá idolatrar-te, dividir contigo os seus dias será para ele um privilégio. Sorte a dos que podem crescer com um cão por perto.

 

Castre e esterilize os seus animais… Não os medique se consultar um especialista. Trate-os bem, o abandono não é solução.

Existe

Ao meu “Eu” de 15 anos.

Lembram-se? Foi a 18/09/2007

The brick walls are not there to keep us out; the brick walls are there to give us a chance to show how badly we want something.

Randy Pausch

 

Se eu pudesse escrever uma carta ao meu “Eu” de 15 anos…

Olá! Ora viva, dona das certezas!

O que quer que te leve a optar por um determinado caminho, é escolha tua. O dinheiro, o potencial, a paixão, a opinião de terceiros, não os leves tão a sério… num futuro próximo nada disto te vai interessar.

A escolha de um caminho nunca é fácil e ninguém disse que o seria, mas no início das nossas vidas quando nos perguntam o que queremos ser, ou damos uma resposta genérica que pode ser igual amanhã ou não, ou realmente já descobrimos o que nos faz bater o coração mais depressa.

Optei quase sempre por áreas nas quais um eventual fracasso me deixasse confortável. Tive ofertas de trabalho em ambas, mas não o bater do coração e a vontade de mudar tudo.

Um dia vais acordar e perceber que viver com um amor de infância, sobre o qual realizamos em pequenas coisas do quotidiano, só para abafar o sonho, só para acalmar a consciência, mas que assumimos que nunca conseguiremos ter para profissão, chega a ser corrosivo. E vai por mim, é chato!

Hoje que sou mãe (sim vais ser mãe), daria todos os passos da mesma forma para chegar a onde estou, a aprendizagem foi importante. Foi a única forma de conhecer e chegar às pessoas maravilhosas que conheço e à família que é a minha!

Mas… e tinha de vir um “mas”!

Mas não voltes a permitir que te digam que não és capaz, que não é possível, que é difícil demais. Não voltes a evitar um caminho por medo. O medo cresce com o tempo e alimenta-se da ignorância e da dúvida.

Um dia vais precisar de saber como é percorrer para poder dizer que se correr mal, pelo menos tentaste, mas porque haveria de correr mal!?

Um dia vais precisar de percorrer o caminho para poder mostrar à pessoa mais importante da tua vida que os sonhos são importantes e que devemos “Sim” ouvir o coração.

Vais precisar de percorrer o caminho para poder dizer que nada é gratuito e até o sonho mais recente pode exigir muito trabalho, e as “paredes só estão lá para aqueles que não o querem tanto como tu”! É para isso que servem os obstáculos, não são para ti, são para aqueles que não o querem tanto como tu.

Um dia vais perceber que as tuas primeiras memórias felizes são com cães, gatos, galinhas e que foste uma criança muito feliz aí! Permite-te ser criança de novo! Não te leves demasiado a sério!

Ao meu Eu de 15 anos: Um dia todos os teus medos irão resumir-se ao que és para os que amas e à mensagem que deixas no mundo se hoje for o teu último dia.

Ao meu EU de 15 anos: Aos 31 não vais ter uma empresa (até porque não te interessas grandemente por negócios, apesar das aulas e mais aulas de empreendedorismo), passarás mais tempo a trabalhar de graça do que a ganhar para viver (sim, está na lista de coisas a corrigir), terás uma família grande, étnica, de duas e quatro patas. Não vais ser presidente de coisa alguma até porque tiveste a tua parte de associativismo na faculdade.  Aos 31 vais ser uma pessoa em crescimento e vais ter mais dúvidas e medos do que tinhas com 15 anos, porque agora o mundo não és só tu, e o verdadeiro sentido da responsabilidade é seres o mundo de alguém… mas por isso mesmo o teu eu de 31 anos será feliz.

Ter ou não ter um Pet Exótico

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Chinchila – wikipedia

Como escolher o pet ideal, ou até mesmo, decidir se devemos ter um animal de estimação costuma ser um dilema para os potenciais donos responsáveis. Digo isto porque fácil é comprar um animal e leva-lo para casa. A complicação vem depois quando nos apercebemos dos custos associados, das necessidades de espaço, higiene, alimentação, iteração e até convívio com semelhantes.

É importante estudar o animal antes de o adquirir. Saber se este é afável e cria uma relação empática com crianças e com outros animais, se é diurno ou noturno, se precisa de passear, se gosta de roer coisas, se necessita de um sistema de aquecimento em terrário, assim como os custos associados a uma alimentação adequada à espécie. Descubra um bom veterinário de exóticos perto da sua área de residência e questione-o sobre a melhor escolha para o seu tipo de vida e agregado familiar. Não compre um animal de forma irreflectida.

Pequenos Mamiferos (ex: Ratos, chinchilas, coelhos, ratazana…) – São normalmente escolhidos por serem pequenos e adoráveis. No entanto há que ter em atenção questões como a reprodução e a energia do animal. No primeiro tópico, pode correr o risco de acabar com a casa repleta de pequenos roedores. No segundo ponto, alguns destes animais gostam de correr, escalar, saltar, e sem esse tipo de activiades não são felizes. Será necessário providenciar o espaço adequado à actividade física de cada espécie. Pode não ser um cão ou um gato, no entanto continua a necessitar de atenção e cuidados.

Repteis (cobras, lagartos, osgas…) – Não são os meus favoritos e exigem um investimento e  manutenção relativamente cara. São bons pets porque como todos os animais de estimação, também têm sentimentos e criam uma relação com o dono. Geralmente ficam confinados em terrários e são alimentados com ração de compra, ratos desidratados e insectos, dependendo da espécie. Não é um tema sobre o qual possa aprofundar grandemente o meu conhecimento, mas devo admitir alguma preocupação referente à adopção destes animais e em muitos casos o abandono dos mesmos. O abandono de uma cobra por exemplo pode ser extremamente prejudicial para um ecossistema, principalmente se não for nativa. É uma grande responsabilidade.

Invertebrados (aranhas) – São tarântulas, a regra do terrário e de não libertar o animal levianamente em qualquer lado, continua a aplicar-se. De resto é um a regra que deveria ser aplicada a todos os animais.

 

Por hoje ficamos por aqui de splinters e de tartarugas ninja… vagamente a falar de bicharada… Até ao final da próxima  semana pretendo aprofundar o tema com mais detalhe… me aguardem.

Amor com bigodes

Num subtil ronronar prendemos os olhos nela. Faz-nos recordar o porquê de seremos tantos. Nos e eles. Tantos aqueles a quem damos amor diariamente.

O que começou por uma siamesa louca, transformou-se no amor incondicional por uma espécie. A Nina foi a última. É doce, endiabrada e surpreendentemente inteligente. Capta as nossas acções e muitas vezes é apanhada em momentos de tentativa de repetição do que nos viu fazer. É doce, observadora e ganha a família toda entre ronrons e curtos miados agudos. É a mais doce. Roça, brinca, conversa quando lhe convém. Beija muito os irmãos. Por vezes beija tanto que parece querer remover todo o pêlo numa lambidela.

É um doce, e angustia-me a quantidade de gatas, Ninas, abandonadas, doces como ela, nas ruas, nos gatís de abate, entregues à sua sorte. É um amor, esteve em fat durante quase um ano, ninguém a quis. É preta, tartaruga, é vulgar. O que as pessoas não sabem é que ela usa rocas, bolas e brinquedos de corda como uma criança de dois anos. Adormece ao nosso lado ou conversa como se discutisse a crise no médio oriente. A Nina e o Jorginho são hoje família.

Nina- gata preta

 

 

O Gata Preta fez ontem 5 anos. Obrigada ❤

Eles só querem uma coisa… um lar!

Em Braga existe uma casa muito especial.

Nós chamamos-lhe família de acolhimento temporário…  para cães e gatos.

Histórias mais ou menos felizes de quem procura uma segunda oportunidade de mostrar o encanto de um quatro patas.

Estes meninos e meninas vão perder o seu lar em setembro e os seus amigos humanos procuram agora novas formas de evitar um destino incerto que passa pelo canil municipal.

SEJA FAT ou ADOPTE e ajude a salvar uma vida!

Para adoptar o Festa, Callin Sofia, Bino, Giullieta, Fenix, Gata Anita, Kafka, Jolie ou Lusitano, contacte a ABRA pelo formulário no site  www.abra.org.pt

Gatos

Festa – http://www.abra.org.pt/site/index.php?option=com_k2&view=item&id=325:festa&Itemid=79

Callin – http://www.abra.org.pt/site/index.php?option=com_k2&view=item&id=328:callin&Itemid=79

Sofia – http://www.abra.org.pt/site/index.php?option=com_k2&view=item&id=368:sofia&Itemid=115

Bino – http://www.abra.org.pt/site/index.php?option=com_k2&view=item&id=588:bino&Itemid=115

Giullieta – http://www.abra.org.pt/site/index.php?option=com_k2&view=item&id=566:giulietta&Itemid=115

Fenix – http://www.abra.org.pt/site/index.php?option=com_k2&view=item&id=756:f%C3%A9nix&Itemid=115

Anita – http://www.abra.org.pt/site/index.php?option=com_k2&view=item&id=874:anita&Itemid=115

Cães

Kafka – http://www.abra.org.pt/site/index.php?option=com_k2&view=item&id=853:kafka&Itemid=115

Jolie – http://www.abra.org.pt/site/index.php?option=com_k2&view=item&id=130:jolie&Itemid=79

Lusitano – http://www.abra.org.pt/site/index.php?option=com_k2&view=item&id=196:lusitano&Itemid=164