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A Raposa de Peluxe

Tenho uma série de rituais para seguir o meu caminho bem disposta. Apaixono-me todos os dias. É só olhar a volta… seja como for, este tipo de pensamento faz-me percorrer 40km de carro a cantar com a música em altos berros e com um sorriso parvo. Aprendi a fazer isto.

Agora sentas-se perto de mim ou sorri mal encontra o meu olhar. Já tive para lhe perguntar se consegue esconder os dentes, mas da última vez que lhe disse para deixar de fazer algo, corou. Corou! Corou e eu calei-me e sussurrei para mim própria: “coitadinho”. Com a mesma ternura de quem apanha aquele peluxe de estimação. Depois fiquei a pensar se serias mais uma rosa igual as outras ou se surgiste do nada como a raposa do princepezinho.

” Eu não tenho necessidade de ti. E tu não tens necessidade de mim. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. E serei para ti única no mundo. “

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Frase do dia:

“Camarão que dorme na praia, o mar leva”

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Porquê? realidade vs ilusão

Que porcaria, os conceitos de sociologia ainda vagueiam algures por aqui. Fiquei a pensar no conceito de hiper-realidade de Baudrillard e a pensar se no final de contas não fomos educados numa ilusão (claro que isto aplica-se mais as gerações de oitenta para a frente- gerações diferentes, duvidas existenciais e realidades diferentes).

Construímos sonhos e criamos objectivos com base num conhecimento de uma realidade que não existe, numa fasquia que possivelmente rebenta a escala no mundo real. Ok. Grande parte de nós nunca vai ser podre de rico. Dificilmente será alcançada a tal meta de realização profissional/reconhecimento/internacionalização da carreira(a excepção dos casos claros de talento natural e muito trabalho). Poucos são os que aprendem a viver de modo são na realidade dos relacionamentos e quando falamos do bicho-casamento quase que imagino um tijolo de C4 em cima das estatísticas de casais que viveram “felizes para sempre”.

Pessimista? Não.

Só que ninguém me avisou de que era difícil a tal história do livro, do filho, da arvore. Quando era miúda, ligava a televisão e na rua Sésamo as pessoas falavam com animais gigantes e as diferenças não significavam nada. Havia uma família que vivia com um extra-terrestre chamado Alf, que era uma mistura de papa formigas com macaco que vivia fazendo asneiras e no final ficava tudo bem porque ele tinha bom coração. Nos marretas, a porquinha namorava com o sapinho, e apesar do gajo ter pouquíssima personalidade, nunca ouvi falar na separação dos ditos. Do mesmo modo que ninguém ensina os pormenores mais mundanos sobre o viveram “felizes para sempre”.

Sinto que tenho 12 anos e tenho noção de que não vivo tão envolta nesta realidade quanto isso. Só continuo com dúvidas sobre o que fazer quando desligo a televisão, fecho a revista, acabo filme e saio á rua.

 

continua…

Pode ser que quando acabar isto esteja com as ideias mais arrumadas.