Pessoas lá atrás

Não gosto de muitas pessoas, a verdade é essa. Não gosto em parte porque me atormenta aquele espírito do “amo o mundo, amo todagente, mas como é que se chama mesmo?”… Gosto das pessoas que gosto e elas sabem disso, as outras conheço, brinco e é isso.

Há no entanto um grupo de pessoas que vou ao longo dos anos guardando na memória e que algumas nem devem saber como me chamo, mas de quem gosto e por quem nutro um carinho especial. A professora E., directora da escola primária onde estudei é uma dessas pessoas. Não a via desde miuda e que me recorde ela também não me via faz tempo. Sempre a achei uma pessoa especial. Aquelas mulheres que sem serem espampanantes, quando entram numa sala iluminam com um sorriso discreto. Reparou e viu que era eu. Nunca me deu aulas e não se atreveu a fazer conversa, estava no meu local de trabalho, mas gostei de a ver.

Tem sido uma semana assim, com o ressurgimento de pessoas mais ou menos importantes do meu passado. Umas mais agradáveis que outras, talvez para mostrar que a sua importância relactiva (ou negativa) já nem isso é. Ficou lá atrás.

Aos meus companheiros de escalada que me acompanham ao longo desta vida. Um beijo e um café para daqui a uns dias. 😉

Melhores amigos

É por estas e por outras que eu continuo a defender que:

– Se tem espaço no seu coração para mais um;

– Se tem condições económicas para sustentar idas ao veterinário, desparasitações, rações comuns ou para animais com algum problema de saúde;

– Se para si um quatro patas é mais do que um amigo;

– Se é incapaz de abandonar os seus…

Adopte um amigo de quatro patas e seja muito feliz com ele!

Sugestão: http://www.abra.org.pt

Gostava de estar aí… gostava de vos ver aqui

Esta semana senti-me assim…

Gostava de estar aí
A ver o que se passa aqui, no palco
P’ra não fazer juízo errado
Pois isto de cantar,

É muito mais difícil
Cá deste lado
Às vezes vocês daí
Nem sonham o que vai pra’qui, no palco
Nem pensam que na vossa frente
Quem canta, quem vos diz as coisas
Também é gente

[Refrão]:
Gente que trabalha,
Como um Carpinteiro
Como um Camponês
Ou como um Mineiro
Gente que faz o trabalho
Como faz amor,
Amor verdadeiro
Gente que vos diz,
Que a canção sou eu,
A canção és tu,
Por isso cresceu
A canção é p’ra vocês,
E só p’ra vocês,
A canção nasceu

Às vezes ficar aí
É fácil, é melhor que estar aqui
É fácil estar aí sentado
Por isto ou por aquilo
Julgar quem canta
Cá deste lado
Gostava de vos ver aqui
Aqui ao pé de mim e não aí
E assim seria bem diferente

Fazia da canção um palco
p’ra toda a gente

[refrão] x2

Interpretada originalmente  por Paulo Carvalho

Anos mais tarde pela TTT

Good Night, and Good Luck (Promoção)

Programa: http://goodnightruc.blogspot.com/

Cassius was right, the fault, dear Brutus, is not in our stars, but in ourselves. Good night, and good luck!

Uma hora de sons
mais ou menos alinhados.

Locução/Realização:
Hugo Ferreira
Ricardo Carvalho

Horário:
5as\Thursdays, 21-22h (GMT)

Blog:
goodnightruc.blogspot.com

Podcast:
goodnightruc.podomatic.com

 

músicas

As bandas sonoras de uma vida, os momentos construídos sob o véu de uma música que toca em loop nas nossas recordações. Algumas músicas têm esse poder. O de nos fazer viajar para a outra ponta do mundo, para outra data, para outro momento, aquele momento.

 

A fazer descobertas

Um dos meus contactos do FB postou um audio/video deste senhor, e não é que isto tem mesmo piada! É agradavel!

Com vocês Cornelius, que segundo a madre-Wikipedia é nipónico, nascido nos sessentas e muitos, e olhem, o seu trabalho tem piada!

Enjoy it! Hasta mañana!

A declaração

Se tiver de escolher entre o cinema e a rádio/música, escolho o melhor dos dois mundos: Os musicais. Dizer sentir do mesmo modo em ambas as situações seria disparate, tão disparate como estar apaixonado e amar serem sinónimos.

Sim, escolhia os musicais.

Maria clementina

Como se colhe uma mulher?
Nem sempre é touro p’ra colher
E o matador que há em mim
Não bandarilha num jardim.
Ser pegador tão floreado
Não faz que eu seja bom forcado.
Se da plateia vêm flores
A cada “Olé” eu sinto dores.
Foi-se esta veia assassina
Veio a Maria Clementina.

Como se apanha um coração
Sem dar o nosso por caução?
O caçador que há em mim
Não se deixa abater assim
Mas p’lo disparo sem certeza
Ricocheteia a Natureza.
Se da culatra vêm flores
Eu digo ais mas não de dores.
Um tiro errado não se ensina;
Veio a Maria Clementina.

Como se cala uma cantiga
Sem trautear quanto isso obriga?
O surdo-mudo que há em mim
Já ouve o anunciado fim.
De tão cinzenta previsão
Alaranjou-se-me a intenção.
Se te amordaço e dás-me flores
Que me castiguem justas dores.
Foi-se esta predatória sina;
Veio a Maria Clementina.

É pra verem como ando! Não estou nada bem. Nada, nada, nada bem… Acho que levei uma sticada na moleirinha… pior é que este tipo de pancada até tem o seu “q” de agradável… muito agradável.