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Homenagem a António Aleixo

Homenagem ao Poeta, no dia mundial da poesia – Pelos meninos e meninas da Unidade de Vida Apoiada da ASMAL – Orientados pelo Animador Sócio-Cultural Carlos Alexandre Costa

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Se tudo o resto um dia deixar de fazer sentido. Se por um momento me esquecer de quem sou. Se não tiver tempo de dizer a quem é devido o quão forte é o poder dos vossos  sorrisos, o impacto  e o valor daqueles que me enchem a alma… Se isso nunca for dito por mim, cara a cara, que o saibam de antemão, os meus amigos, o meu amor, a minha família. Que vos amo e que os dias que me restam são poucos para repetir vezes sem conta que vos amo. Que são os responsaveis pelos meus sorrisos, pela força nos momentos duros, pela alegria nos pontos altos e que com vocês, tudo vale apena. Obrigada pelos últimos dias. A última semana foi priceless* Esta é para vocês*  Obrigada.

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o antónimo emocional

aquela enervava-me mais. Era morena, cabelo ondulado, bem feita. Simpática? Comigo nem por isso, mas diziam que sim. Trazia-me aliás a ficar intrigado com o facto do seu feitio se deteriorar exactamente quando eu aparecia.
Começava a dar-me bem com toda a gente, já dizia uns disparates bem recebidos e logo a “miúda” que me começava a desregular os triglicéridos é que parecia não simpatizar de todo com a minha pessoa, sem razão aparente ou pelo menos por mim compreendida...”

“Viria mais tarde a explicar-me o motivo da evidente embirração: reagia assim precisamente porque lhe agradava. E depois dizem que nós somos cegos aos sinais…”

“Com uma mulher todas as explicações são possíveis.”

em “cuidado ao abrir”

As vezes o porquê não interessa. A consciencia da realidade também pouco dirá. A soma das partes talvez… Se isto ajudar a explicar a expressão “bulias-me com os nervos”, então parte do objectivo foi cumprido.

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Post sem título porque não sei que título lhe dar!

Este pode ser o post mais intimista que escrevo nos últimos anos, por isso aproveitem.

Invariavelmente as últimas conversas entre amigas vão bater a um assunto mais sério, que acusa o peso dos anos. O assunto da “tia fixe”.

Tia fixe! Nunca pensei em mim como tia de alguém! Não que não tenha irmãos, porque os tenho. De sangue, emprestados, do coração, verdade seja dita o que não me faltam são irmãos. Divago algumas vezes sobre o assunto, à laia de brincadeira, de resto, como faço com tudo. Digo que daqui a uns anos, vou ser eu a ir buscar os filhos delas e deles para ir dar uma volta a rua dos bares ou que vou ser eu a tia doida do Algarve onde eles podem vir passar umas férias com os amigos.

Verdade seja dita, nunca tirei tempo para pensar em mim e nas minhas companheiras de batalha, nos meus amigos mais antigos, como pais e mães de alguém. Verdade seja dita, com alguns que os anos foram afastando, essa é já uma realidade, daí que pare e pense nisso. Verdade seja dita, os anos estão a passar demasiado depressa. É assustador!

Voltando ao assunto do post.

A grande problemática da tia fixe remete á questão do grupo mais próximo estar a adiar o inevitável. Uma ínfima parte de nós não encontrou aquela parte concreta da fórmula, o resto da equação, a variável masculina, para completar mais um ciclo. Talvez o buço que encaracola, a sobrancelha junta, o ter nascido com escamas por todo o corpo, usarmos placa aos vinte e poucos, dificulte a situação! Ou isso ou tornamo-nos exigentes o suficiente para não descer do salto por “tuta e meia”.

A minha geração anda sem tempo para ter filhos. A minha geração anda sem paciência para namorar, para conhecer, para viver o outro, quanto mais para ter filhos. Pessoalmente, não deitei cartas.

Sobre homens não falo, seria bater no ceguinho, mas no que diz respeito a crianças, o assunto muda de figura.

Primariamente assumi que era mesmo a falta de instinto que me afastaria destas lides, contudo os últimos dias mudaram a perspectiva de uma forma assombrosa. A facilidade com que me descobri a assumir a responsabilidade de tomar conta de uma criança ou de um grupo de adultos “especiais”, leva-me a crer que afinal de contas ainda há esperança.

Dei por mim a olhar para crianças e a desenhar-se-me um sorriso na cara. Fiquei ofendida quando alguém ousou comentar que fulana tinha mais instinto do que eu, e beltana seria mãe mais coisa menos coisa.

(riso) Os anos passam e quer queiramos, quer não, as mudanças afectam-nos no mais profundo do ser.

Ridículo comentar isto num blog, mas de facto, alguns dos melhores momentos que passei neste verão, foram com o peso da responsabilidade de tomar conta de uma(s) criança(s). A condução mais responsável. A atenção constante. O ensinar de algo e explicar ao pormenor as pequenas coisas. A alegria de constatar que a explicação surtia algum efeito.

Irónico? Há muito tempo que não era tão feliz. Só, assim, sem pensar nisso. Apenas Feliz.

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Será Ele/Ela?

E é neste momento que temos a certeza.

Um dos grandes mistérios da humanidade reside na escolha ou na química que une os indivíduos como casal. Após estudos, documentários, livros, posts, texto e mais texto, teoria e mais teoria, apenas uma certeza persiste… E essa é a de que está tudo lixado  no momento em que nos sentimos dissolver e os joelhos ganham a consistência de pastilha elástica mastigada no verão.

Não é quando pensamos que queremos ter algo. Não é quando é feita uma birra porque o jantar não correu bem e as flores não eram aquelas e os chocolates deviam ser suiços e não belgas. Não é quando olhamos para algo e pensamos: Tem de ser e vai ser meu! Isso sente-se em relação a sapatos!

O Amor, esse desgraçado pedante que nos rouba a concentração, seca a boca, faz transpirar as mãos e transforma a criatura mais coordenada deste mundo numa corrida de pés atados enquanto a mesma gela tipo estátua a olhar para o horizonte, com um fio de baba viscoso a correr plo canto da boca (ou o que restava de baba)… Tira-nos as certezas, as noites de sono e estupidifica sem igual!

O Amor leva-nos a insultar quando queremos elogiar, por simples pavor de mostrar ao outro que é ilegítimo proprietário daquilo que mais alegrias e tristezas nos pode proporcionar.

No final de contas, pode levar o mais são aos píncaros ou fazê-lo esbardalhar-se no chão como um tomate e mesmo assim continuar a enclausurar reféns.

O amor esconde-se e é matreiro como uma raposa, esquivo como uma enguia! Quando menos esperamos é ele que nos apanha e morde, amassa e faz as entranhas da vítima em papinhas de merda!

O Amor justifica isto tudo com alguns minutos deitados na relva a falar de tudo ou só a gozar a posição de conchinha, que cá para nós, deve ser a par da muralha da china uma das maiores protecções alguma vez  desenvolvidas e citadas em qualquer suporte digno de ser apelidado de literatura.

O Amor defende-se com os olhos dela, com a gargalhada dele, com os momentos em que a multidão desaparece…

O Amor é um grande filha da mãe e eu pergunto-me onde andará esse desgraçado escondido? Desde que me lembro há quem o procure sem cessar…

Boa sorte a quem o procurar.

______________________

…“Pela estrada da Vida vai andando,
E, aos que vires passar, interrogando
Acerca do Amor, que hás-de encontrar.”

Fui pela estrada a rir e a cantar,
As contas do meu sonho desfilando …
E noite e dia, à chuva e ao luar,
Fui sempre caminhando e perguntando …

Mesmo a um velho eu perguntei: “Velhinho,
Viste o Amor acaso em teu caminho?”
E o velho estremeceu … olhou … e riu …

Agora pela estrada, já cansados,
Voltam todos pra trás desanimados …
E eu paro a murmurar: “Ninguém o viu! …”

Florbela Espanca, in “Livro de Mágoas”

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Cambiar blog…

A sério pessoal, venham dar uma espreitadela aqui, que parece-me que o bicho vai pegar.  Diz que ele e ela decidiram “cambiar” de blog por um dia e dado que nenhum dos dois joga com o baralho todo, a coisa promete! 😉

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conversas

Diz a K.:

Um gajo a falar com uma gaja sobre o namorado dela:

“não te preocupes..eu também não o percebo! Quando ele fala parece-me um saco cheio de gatos lá dentro”— in “SCRUBS”

Lembrei-me de ti, e o quanto adoras frases metafóricas.

O meu forte: metáforas e falhas de dicção.