Publicado em As Causas, Opinião, OUTROS

“Deixa lá, não faz mal!”. Faz pois!

“Gravidez não é doença”, da mesma forma que não ir votar é normal, trabalhar a mais sem receber mais e não reclamar é normal ou esperar um serviço público ineficiente, seja algo corriqueiro. Gravidez não é doença, e muitas vezes com a desculpa de não ser doença as grávidas abrem mão dos seus direitos, tentam fazer mais do que os outros só para mostrar que “gravidez não é doença”, ignorando, com o típico “deixa lá, não faz mal!”. Faz sim! Claro que faz!

Existem lugares prioritários, existem direitos laborais, existem regalias ao nível da saúde e do bem estar materno e da criança que não deviam ser ignorados. De facto gravidez não é doença, não é motivo para “frescura” como dizem os irmãos da terra do sol. E há muita frescura, todos conhecemos situações de “frescura”, nas mais diversas situações (mas de fora é sempre mais fácil julgar). Gravidez não é doença, no entanto, “parvo” é quem não luta pelos seus direitos e deixa que estes sejam ignorados, fechando assim a porta a quem o segue, contribuindo para que esses mesmos direitos desapareçam. Todos temos deveres, cada vez mais, o que nos diz respeito e o que não diz, isso e mais qualquer coisinha, em prol quase sempre de um argumento abstracto. É delicioso na sua ironia. Nem para os nossos somos bons, e que raio de exemplo maravilhoso estamos a dar?

Tens direitos e não os usas? “Deixa lá, não faz mal!”. Faz pois!

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Este artigo tem 2 anos e estava “escondido” nos rascunhos do blog… vejam só!

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Publicado em As Causas

“Chegou e foi-se!”

Os temas relacionados com a maternidade são-me especialmente caros nesta altura da minha vida. O blog tem acompanhado da sua forma muito especial esse amadurecimento com mais ou menos peso emotivo. Nos últimos meses comunguei da alegria e da tristeza de quem tem filhos. Senti na pele os sucessos de amigas e anónimas, assim como as suas lutas e algumas guerras perdidas..

“Llegó y se fué” é um texto partilhado num desses espaços.  Relata pela voz de quem viveu o processo de construção e preparação de uma maternidade, infelizmente roubada.

Para todas as mães que fazem e fizeram o seu luto, da sua forma, nas mais variadas circunstâncias… Nenhuma mãe e nenhum pai deveriam assistir à partida de um filho.

Partilho aqui este texto, parte do post “Llegó y se fué”, escrito para contar a história de luto da mamã de Mai, que ao publicar no facebook as suas palavras e a imagem de um dos seus seios, viu a imagem ser censurada e todo o post apagado. Assim sendo em cadeia e de forma solidária partilho

Cuando la leche no es blanca

El pasado 3 de marzo mi hija Mai nació muerta. Nadie te prepara para eso. Nadie está preparado. Dentro de la nebulosa del momento, burrocracia, gestiones, decisiones y recuerdos, alguien te ofrece pastillas para cortar la leche. Alguien te dice que puedes esperar. Y en ese momento caes en que tu cuerpo, tu cuerpo de madre, parida la placenta, producirá leche en unos días. Y te cagas en la Naturaleza. Mi elección fue esperar, quizás para aferrarme a lo que de Mai me quedaba. No me arrepiento, fue una despedida suave y paulatina, pero cada mujer debe tener libertad para escoger la suya. Los profesionales deben informar. No juzgar. Tras la cesárea de urgencia y la muerte, el shock y el dolor físico dejaron paso a una fuerza increíble que me impulsaba a levantarme, a lamerme mi propia herida. Los pechos se me llenaron de leche, tremendos y calientes. Fui mamífera en estado de alerta, buscando a mi cría, esperándola. Por la cesárea tomaba antiinflamatorios, quizás por eso no sentí dolor, solo malestar, no tuve necesidad de extraerme leche ni de aplicarme frío ni hojas de col. Dejé fluir la leche, simplemente, dejé que me mojase despidiendo a mi bebé, dejé que se perdiese. Dejé a mi cuerpo hacer su duelo, llorar su luto, hasta que la leche se marchó. Y con ella la fuerza. La mamífera que por fin tomó conciencia de que su bebé no iba a volver. Mamífera vacía de vientre y pechos muertos. El cuerpo de madre, creador, nutricio, lleno de vida y alimento pasó suavemente a convertirse en silencio, en cementerio. 

In Otro blog de mamis, a autora (25.03.2015)

Pêsames à família de Mai.

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Amamentação

Depois de ler um artigo sobre a amamentação, fiquei a pensar no tema do ponto de vista da minha própria vivencia.  Há uns anos, ainda miúda cheguei a olhar para a amamentação como algo que roçava a invasão do meu foro íntimo. Não estava preparada para ser mãe, era uma criança e a minha cabeça não concebia tal acto.

Quando fiquei grávida algo mudou. Algo no instinto, cá dentro na fonte animal da maternidade. Esquecemo-nos que somos bichos. Quando a I nasceu, todo o meu amor, atenção, desejo e vontades se voltaram para o querer ser eu a ajudar aquela criança a crescer, acarinhar e proteger. Fui eu quem a gerou e queria alimenta-la. É instintivo.

Se alguém disser que é natural, que é fácil, que isto e que aquilo… provavelmente irei acenar e sorrir. O que parecia fácil não foi e senti-me muitas vezes sozinha, como ainda me sinto, perante aqueles e principalmente aquelas que me deviam dar a mão e dizer que estão ao meu lado.
A amamentação é um acto de amor que se multiplica. A amamentação pode ser difícil, mas será sempre mais difícil não amamentar (pelo menos pra mim). Será mais difícil se ao invés de termos o apoio dos nossos pares, formos brindadas com desmotivação e constantes incentivos a desistir. Causa uma profunda magoa a arrogância de não ser pensar no que de facto é melhor para mim e para a I. Causa mais magoa ainda o maior apoio e voto de confiança vir de desconhecidos e dos profissionais de saúde.
Escrevo isto não para me queixar, mas porque sei que não estou sozinha e muitas mães podem desistir sem saber disso.
Mamã que queres amamentar:” Nada substitui o teu leite e um biberão nunca será uma maminha”.

Como li há uns dias:” Muitas mulheres gostariam de ter amamentado. Muito poucas mães que amamentam gostariam de ter dado leite artificial.
Procura uma CAM e não desistas que cada dia é uma vitória e um dia vais olhar para trás e ver um longo caminho percorrido. 😉
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O site do cancro da mama

mama

” http://www.thebreastcancersite.com 

O Instituto do Cancro da Mama está com uma importante campanha.
Cabe a nós atendermos sua solicitação e ampará-lo, pois se depender do Governo será o seu fim!!!
Vamos manter o site do cancro da mama? Não custa nada.
O site do cancro da mama está com problemas pois não tem o número de acessos e cliques necessários para alcançar a quota que lhes permite oferecer UMA mamografia gratuita diariamente a mulheres de baixa rendimento.
Demora menos de um segundo ir ao site e clicar na tecla cor-de-rosa que diz ‘Campanha da Mamografia Digital Gratuita’.
Não custa nada e é por meio do número diário de pessoas que clicam, que os patrocinadores oferecem a mamografia em troca de publicidade. “

Enviado por Ana Lú