ABERTO CURSO CED – FARO

DIVULGAÇÃO: FORMAÇÕES

“FORMAÇÃO TEÓRICO-PRÁTICA – MÉTODO CED (CAPTURAR-ESTERILIZAR-DEVOLVER) EM COLÓNIAS DE GATOS SILVESTRES | FARO

No próximo dia 12 de Março (Domingo), entre as 10 e as 18 horas, a Animais de Rua, em parceria com a Change For Animals Foundation, vai promover uma nova formação sobre o método CED (Capturar-Esterilizar-Devolver), o único método verdadeiramente eficaz e humano de controlo da população felina silvestre.

A formação terá lugar em Faro e será composta por um módulo teórico, durante o qual serão pormenorizadas as diversas etapas do programa CED incluindo a utilização dos materiais de captura, e um módulo prático onde os formandos poderão aplicar os conhecimentos adquiridos numa captura a decorrer numa colónia sinalizada pela Animais de Rua.

As inscrições devem ser feitas até ao dia 9 de Março através do e-mail dora.algarvio@animaisderua.org e têm o valor simbólico de 5€. A transferência deve ser efectuada para o IBAN PT50 0065 0921 0020 1240009 31 e o respectivo comprovativo enviado para o e-mail faro@animaisderua.org.

No final da formação será entregue um Certificado de Formação Profissional, emitido na plataforma SIGO, nos termos da Portaria 474/2010 de 8 de julho. A emissão deste certificado credita as competências adquiridas na Caderneta Individual de Competências (CIC).
Contamos com a sua presença e o seu apoio na construção de uma sociedade mais consciente!”

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Cães e gatos vivem mais…

Cães e gatos vivem mais dois anos do que há uma década, dia o artigo de 17 de Fevereiro de 2017, do Observador.
Os cães e gatos que recebem os devidos cuidados vivem mais dois anos do que há uma década, segundo a perceção de Luís Montenegro, diretor clínico do Hospital Veterinário Montenegro.

Está tudo relacionado com os cuidados que temos com os nossos animais, relacionados com saúde e bem-estar. Visitas mais frequentes ao veterinário, melhor alimentação, maiores cuidados no sentido de evitar que estes se exponham a perigos desnecessários. Pode saber mais aqui, no artigo original

Ele há dias...

O que é a Parvovirose?

Sabe quando tem o seu cachorrinho pequeno e só quer dar uma volta com ele pelo bairro e pelo jardim e mostrar aos amigos como o seu “novo” quatro patas vai bem pela trela? Sabe o “chato” do veterinário que passa a vida a dizer para não sair com o cão para sítios onde possam andar outros cães? Sabe quando o seu veterinário insiste em que mantenha o protocolo vacinal do seu cão a tempo e horas? Não é só para ganhar dinheiro e não é só para ser chato.

Infelizmente existem várias doenças e vírus que podem facilmente atingir os pequenos cães, se estes não forem cuidados devidamente. Um cachorro após o desmame, na altura em que deve levar as primeiras vacinas, começa a perder a força imunitária que a mãe lhe transmitiu. Assim sendo as vacinas servem para que o organismo deste pequeno ser, tenha mais estímulo e se saiba defender. Se deixar o seu cãozinho andar na rua, o mais provável é que este cheire, lamba, pise os dejectos de outro animal e apanhe alguma doença… e nem todos os finais desta história são felizes.

O parvovirus é um dos maus da fita desta história. Aparece subitamente, causa vómitos e diarreia, debilitando o animal em poucos dias e pode ainda mais depressa levar à morte.

Diz o Site Arca de Noé que ” os vómitos e a diarreia, podem ser bastante severos, embora os cães também possam exibir anorexia, letargia e febre. Geralmente os vómitos são o primeiro sinal e a diarreia pode não estar presente no quadro clínico inicial. A parvovirose pode afectar cães de todas as idades, embora seja mais comum em cães com menos de um ano de idade. Os cachorros com menos de cinco meses são os mais severamente afectados e os mais difíceis de tratar.”

Não há tratamento para matar o vírus após a infecção. A acção do vírus no organismo do animal não é causar directamente a morte. Em vez disso, ele provoca uma destruição do epitélio intestinal resultando numa desidratação severa, desequilíbrios electrolíticos e infecção da corrente sanguínea por bactérias intestinais. Assim, o tratamento de um cachorro com parvovirose passa por um tratamento de suporte, em que se tenta corrigir a desidratação e desequilíbrios electrolíticos, mediante a administração de fluidos intravenosos. A este tratamento de suporte adicionam-se os antibióticos, para tentar evitar a septicémia (infecção do sangue), e os anti-eméticos para controlar os vómitos.”

In Arca de Noé

A doença não é contagiosa para humanos, mas é altamente contagiosa entre cães com o sistema imunitário frágil, por isso, poupe o seu cachorrinho e enquanto o veterinário não der o “OK”, transporte-o ao colo quando o quiser levar a apanhar ar ou deixe-o em casa, se não tiver quintal próprio.

Para quem já passou pelo infeliz episódio de ter um cão com parvovirose, sabe que o ideal é utilizar lixívia ou um detergente que elimine virus, para higienizar taças, espaços, sapatos, camas …tudo o que entrou em contacto com o animal, visto que o virus é altamente resistente e  contagioso.

Espero com isto ter ajudado de alguma forma… Já sabe, vacine e coloque o chip no seu cão. Ele só é seu depois de chipado, até lá, pode ser vítima do amigo do alheio e ficar sem o seu amigo de quatro patas.

Pense nisso. Saúde e identificação. Os patudos agradecem.

 

 

Obesidade (Gatos e Cães)

Como saber se o seu gato é ou não obeso? Existem várias escalas que ajudam a perceber a evolução da quantidade de gordura no corpo do animal e que variam desde o estado caquéctico até ao estado obeso.

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Escala de 5 pontos: vai desde o “caquético”, Magro, Normal, Excesso de peso até Obeso.

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Tal como nos humanos, os cães e os gatos necessitam de alguns cuidados nutricionais. Devemos recordar que os seus ancestrais eram animais que não tinham ao seu dispor alimentos com a mesma concentração calórica como os nossos canideos e felinos domesticados. Assim sendo se o desgaste de calorias é inferior, o consumo também o deve ser. A solução passa sempre por uma alimentação controlada e dependendo do tipo de vida do animal, este ou aquele alimento, idade e estado de saúde.

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Outra escala também interessante e mais detalhada, é a escala de 9 tópicos. Com variações entre o muito magro ou obeso. Sugiro a consulta da imagem que é muito interessante.

Fica também o twitcam do canal webvetveterinaria sobre o assunto. Aqui.

 

Crazy pet lady

Há algo de muito intimo e comum em todas as pessoas que partilham a vida com animais. Umas mais loucas, mais pragmáticas, mais ou menos felizes, mas todas as que os realmente amam partilham aquela aura.

Um amante de cães muda muitas vezes de passeio para conseguir cumprimentar “aquele” cão diferente. Um dono com uma matilha em casa tem necessidade de falar e mostrar orgulho nos seus animais. Uma dona de gato fala do seu menino ou menina e conta todas as histórias que todos os gatos fazem (alguns mais inteligentes que outros)… Mas todos estes donos partilham aquela aura de quem se senta ao lado do seu amigo e volta a alinhar os chakras, a descansar a alma …

Todos temos uma história feliz, ou várias. Todos temos uma que nos faz doer a alma.

Deus fez os animais e deixou que o ser humano domesticasse alguns, num longo e talvez insano momento de inspiração. Ligou espécies totalmente diferentes que aprenderam a amar-se e a cuidar-se.

Quando o teu gato te mia, não te esqueças que para ela tu não és um grande gato, obviamente não o alfa porque és tu quem o alimenta, mas provavelmente és alguém por quem ele sente afecto… por isso é que ele vai e volta e por vezes enche-te o tapete de casa com cadáveres de pequenos animais. Aceita… vocês amam-se, são mais parecidos do que parecem.

O cão é mais fácil. Um cão estimado, amado, irá idolatrar-te, dividir contigo os seus dias será para ele um privilégio. Sorte a dos que podem crescer com um cão por perto.

 

Castre e esterilize os seus animais… Não os medique se consultar um especialista. Trate-os bem, o abandono não é solução.

Existe

Bicharada de A-Z (Parte 4 – Erliquiose)

 — E —

Erliquiose é ums doença parasitária que afecta maioritariamente os canídeos. O prozoário microscópico, a Ehrlichia, transmitido pela carraça do cão, afecta os glóbulos brancos. Esta doença pode também ser transmitida aos humanos, através da picada da carraça. Daí ser grande a necessidade de controlar estes parasitas em animais domésticos.

A mais comum é a Erliquiose monocítica canina – causada pela Ehrlichia canis .

 

Literatura online:

Bicharada de A-Z (Parte 3 – Demodex)

— D —

Demodex ou demodecose – É um tipo de ácaro que provoca a sarna em cães e gatos. Também conhecida por sarna demodécica, pode surgir no animal a qualquer idade ou quando apresenta fragilidades no sistema imunitário. Este ácaro pode instalar-se numa larga região do corpo do animal (sendo esta versão mais grave) ou em pequenas zonas sintomáticas. A pele fica áspera, os pelos caiem e a pele ganha uma espécie de escamação com espessamento e inflamação. No caso dos cães é mais visível nas extremidades do corpo.

Não é transmissível ao ser humano.

Bicharada de A-Z (Parte 2 – Babesiose e Carraças)

— B —

Babesiose – É uma doença transmitida durante a picada da carraça, onde esta liberta no hospedeiro um parasita chamado Babesia Canis. Este parasita afecta principalmente o cão, destruindo os glóbulos vermelhos (com as esperadas consequências que essa destruição deve adivinhar). Pode suspeitar de babesiose se o seu cão aparentar um cansaço injustificado, tristreza, prostração, mucosas esbranquiçadas (como que anémicas).

Como já referi anteriormente, na dúvida, fale com o seu médico veterinário e usar sempre um desparasitante se costuma passear no campo com o seu cão. As carraças podem ficar agarradas ao cão durante horas/ dias e são um vector muito perigoso de transmissão de doenças.

A Babesiose pode contagiar pessoas e outros animais. No entanto a contaminação nunca acontece através do cão, mas sim da picada da carraça contaminada. O seu cão não é culpado, a carraça sim! Cuide do seu animal de estimação.

Parece divertido? Fonte

 

— C —

Carraça – É uma conhecida da generalidade dos donos de cães e gatos, no entanto nem todos sabem a quantidade de doenças que estas podem transmitir entre animais e humanos. No entanto deixo aqui um filme sobre a vida desta nossa amiga ectoparasita.

…existem em quase todas as regiões zoogeográficas, parasitando uma ampla gama de hospedeiros como mamíferos, aves, répteis, anfíbios e ocasionalmente podem parasitar o Homem. A crescente importância médica atribuída às carraças advém da aptidão que têm para se fixarem ao Homem e serem vetores de agentes de doença com importância em saúde pública.

Dra. Maria Margarida Santos Silva, Aqui

Outra perspectiva mais realista sobre o ciclo de vida das Carraças:

Literatura online:

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Conversas de gatos

 

“Conversas de gatos…
Bernardo, o que queres ser quando fores grande?
Quero ser um gatinho mimado e feliz como tu Lydia 🙂

Partilhem, o Bernardo continua à espera de uma família para a vida ❤A Lydia já a encontrou.”

 

Texto: Mariana Lopes (FAT; FAD; Voluntária e activista pelos direitos dos animais. )

Bicharada de A-Z (Parte 1 – Ácaros)

— A —

Ácaros ou Sarna – Estes em particular causam-me alguma urticaria de pensar neles, no entanto há que saber que existem vários tipos de sarna e nem todos são contagiosos entre pessoas e animais. Interessa-nos saber que a sarna é causada por ÁCAROS, que são pequenos parasitas da pele, que ao encontrarem o seu hospedeiro (normalmente cães ou gatos) instalam-se em diversas regiões – Consoante o tipo  e espécie de ácaro. Os mais comuns são o Demodex, Octodectes, Sarcoptes e Notoedres. Destes só o Sarcoptes e o Notoedres é que são Zoonose.

Um Exemplo de um destes tipos de ácaros em acção – Neste caso o Sarcoptes, que é um ácaro escavador e também uma zoonose (o que quer dizer que se não for tratado, pode passar para seres humanos).

Se o seu cão/gato se coça, perdeu pêlo,  tem lesões na pele e mostra óbvio desconforto, o primeiro passo é dirigir-se a um veterinário.

Esqueça as farmácias. Apesar da boa vontade, só um médico veterinário poderá confirmar o diagnóstico – e o medicamento errado para além de não resolver o problema, pode piorar a situação do seu animal de estimação.

Com os ácaros o melhor a fazer é investir na prevenção e evitar o contacto com animais doentes. Este é um problema tratável com a medicação certa e de fácil prevenção com um anti-parasitário como uma pipeta por exemplo.

Literatura online: