Publicado em animais de estimação, Animais de Quinta, Saúde Animal, Texto

Porquê Capturar – Esterilizar – Devolver Gatos?

O programa CED é defendido principalmente por associações que promovem o bem-estar animal e se deparam com problemas como colónias de gatos  de populações descontroladas em meio urbano ou limítrofe.

Este é um problema real.

                     COMO É POSSÍVEL???

É possível sim, se uma colónia não for controlada! Os animais não sofrem, são capturados e tratados com os maiores cuidados possíveis e imaginários, tanto para minimizar o stress, como para em pós-operatório recuperarem perfeitamente para poderem voltar ao seu habitat regular.

Capturar-Esterilizar-Devolver é um método humano e eficaz de controlo de colónias de gatos e de redução da população felina silvestre. O processo envolve a captura dos gatos de uma colónia, a sua esterilização, um pequeno corte na orelha esquerda para fins de identificação, desparasitação e, por fim, a devolução do animal de volta ao seu território de origem. Sempre que possível, os animais adultos meigos e e as crias que ainda estejam em idade de sociabilização são retirados das colónias e encaminhados para adopção. Um prestador de cuidados fornece comida e abrigo aos gatos devolvidos, monitoriza a colónia à procura de elementos novos e faz a mediação dos conflitos que possam surgir entre os gatos e a comunidade envolvente.

Mais em Animais de Rua

 

Anúncios
Publicado em A Gata Preta, As Causas

Cães e Gatos de Canis ou Abrigos

Retrato da minha mitzy
Os animais residentes permanentes ou provisórios em canil, gatil, abrigo ou sistema misto, vivem uma situação complicada. Para estes animais a vida é uma eterna espera em que não são satisfeitas as suas necessidades comportamentais, de liberdade e vontade própria, como acontece com os animais de rua, nem auferem dos cuidados alimentares, de saúde, segurança e de afecto como acontece com os animais domesticados que vivem integrados em casas ou ambiente familiar.
A problemática dos canis-gatis é muito mais complexa do que parece, principalmente para quem não conhece a realidade na primeira pessoa. As adoções não ocorrem à mesma velocidade a que são abandonados os animais, e em Portugal ainda existe a mentalidade de que “vamos ver se dá certo”, se não der, voltamos a devolver.
Para alguns os abrigos são um sítio onde podem descansar durante dias, semanas, meses e até anos, até surgir uma família que os deseje acolher. Para outros os canil e gatis de abate são uma realidade em que o relógio, o stress da convivência confinada, da falta de cuidados médicos, da falta de estímulo, podem ditar um final menos feliz.
Aparência, problemas comportamentais (uma vez mais, culpa nossa que os enclausuramos em pequenas boxes semanas a fio), problemas de saúde, são barreiras a novas adopções. O adoptante de um animal de canil deve estar preparado para um momento de adaptação em que o animal vai passar de uma realidade muito agressiva e desgastante, para um ambiente familiar. O que surge após esta realidade é quase sempre um sentimento de gratidão que é relatado por inúmeros donos de cães e gatos resgatados (entre eles os nossos gatos pretos, tartaruga e siamesa).

Em alguns canis – gatis, principalmente municipais, pratica-se a eutanásia. Os animais deixados no canil têm um período em que se espera que surjam os donos à sua procura, e findo essa data e caso exista a necessidade de espaço para acolher novos animais, estes são colocados a dormir e levados posteriormente para cremação.

É por isso de extrema importância que os animais estejam identificados com chip, para que ao entrar no canil seja feita a procura do número de identificação do animal e se possível o contacto imediato com o dono, a fim de evitar um final menos feliz.

Os abrigos em Portugal são poucos e vivem dos donativos públicos de ração, dinheiro para medicação e tratamentos, produtos de higiene, camas, mantas, taças e tudo o que pode ser necessário e ajudar a que se trate as dezenas se não centenas de animais. São sítios muitas vezes geridos por voluntários que tentam dar o seu melhor para manter um bom ambiente e qualidade de vida para os animais, no entanto é inevitável que num sitio sobre-populado aconteçam episódios de lutas, lesões e em alguns casos os animais mais fracos tenham dificuldade em alimentar-se perante os limitados recursos. É de facto um ambiente stressante para os animais, apesar dos melhores esforços da parte dos cuidadores.

Os gatos e cães em abrigo ou canil e gatil, têm os mais variados tamanhos, cores, formas e muitas vezes raças.

Seja qual for a razão, os canis não deviam ser uma solução de longo termo. Pense bem antes de adoptar  ou comprar um animal. Considere se tem espaço (abrigo e condições para se mover e ser um cão ou gato feliz) para que este possa ser feliz, condições de o alimentar, ir ao veterinário para consultas regulares (Saúde), dar atenção e afecto e esterilizar (muito importante, se todos os donos esterilizassem animais, em 15 anos deixaríamos de ter animais errantes – Atenção, as pílulas não são solução. Provocam situações de tumores e cancros que levam a uma morte lenta e dolorosa em idade prematura).

Outros temas o podem interessar: Assinar a #Pat-ição contra os testes em animais.

Fontes académicas e inspiração para o artigo: 
Hayley Walters, 
Enfermeira Animal e especialista em cuidados dos animais.
Veja em Coursera - Animal Welfare mais informação sobre este tema e sobre cuidados de animais.
Animal Welfare - The Jeanne Marchig International centre for animal welfare - The Royal School of veterinary studies.