Mooc’s – Estudar na internet

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A quantidade de informação que podemos encontrar online sobre determinado tema, é infinita, tanto como o espaço sideral que até hoje se considera em expansão. A grande questão aqui é, saber onde procurar e como ser auto-didata nos assuntos que são do nosso interesse pessoal e/ou profissional.

Uma grande ajuda são sítios que em parceria com Universidades por todo o mundo, compilam cursos que podem ir desde a comunicação e marketing, passando por física, nutrição , línguas, ciências de dados e informática… A oferta é vasta! Este é o pró, o contra é que apesar do acesso aos cursos ser livre, existe um elevado nível de desistências por falta de comprometimento dos alunos. Sem julgamento de valores. Estes cursos apesar de serem muitas vezes observados com olhares duvidosos, obrigam a um forte comprometimento por parte do estudante, principalmente se forem realizados numa língua estrangeira. São realizados testes após a matéria ministrada, existe a avaliação de textos (agora experimentem escrever sobre um tipo de cancro de pele sobre o qual nunca ouviram falar, em inglês, mantendo um raciocínio lógico entre o que foi dito num contexto absolutamente novo). Pessoalmente já experimentei o Coursera e o EDX e gosto de ambos. Apesar dos valores para a certificação, deixarem um pouco a desejar, mas se o fruto é retirado da formação, esse está ao acesso de todos.

Por outro lado existe o Duolinguo que também me agrada bastante por ser uma ferramenta que nos desafia à aprendizagem de línguas, recorrendo a um jogo. É divertido. Não sendo académico, começa a ser reconhecido pelas comunidades de alunos online, como uma ferramenta séria (com algumas falhas, mais recorrentes do que o esperado), mas ainda assim uma ferramenta útil e inovadora.

Meus caros, aceito sugestões para sites de aprendizagem online, principalmente associados a Universidades ou a aprendizagem inovadora.

Tenho o blog de “portas abertas a comentários e sugestões”.

Cães e Gatos de Canis ou Abrigos

Retrato da minha mitzy
Os animais residentes permanentes ou provisórios em canil, gatil, abrigo ou sistema misto, vivem uma situação complicada. Para estes animais a vida é uma eterna espera em que não são satisfeitas as suas necessidades comportamentais, de liberdade e vontade própria, como acontece com os animais de rua, nem auferem dos cuidados alimentares, de saúde, segurança e de afecto como acontece com os animais domesticados que vivem integrados em casas ou ambiente familiar.
A problemática dos canis-gatis é muito mais complexa do que parece, principalmente para quem não conhece a realidade na primeira pessoa. As adoções não ocorrem à mesma velocidade a que são abandonados os animais, e em Portugal ainda existe a mentalidade de que “vamos ver se dá certo”, se não der, voltamos a devolver.
Para alguns os abrigos são um sítio onde podem descansar durante dias, semanas, meses e até anos, até surgir uma família que os deseje acolher. Para outros os canil e gatis de abate são uma realidade em que o relógio, o stress da convivência confinada, da falta de cuidados médicos, da falta de estímulo, podem ditar um final menos feliz.
Aparência, problemas comportamentais (uma vez mais, culpa nossa que os enclausuramos em pequenas boxes semanas a fio), problemas de saúde, são barreiras a novas adopções. O adoptante de um animal de canil deve estar preparado para um momento de adaptação em que o animal vai passar de uma realidade muito agressiva e desgastante, para um ambiente familiar. O que surge após esta realidade é quase sempre um sentimento de gratidão que é relatado por inúmeros donos de cães e gatos resgatados (entre eles os nossos gatos pretos, tartaruga e siamesa).

Em alguns canis – gatis, principalmente municipais, pratica-se a eutanásia. Os animais deixados no canil têm um período em que se espera que surjam os donos à sua procura, e findo essa data e caso exista a necessidade de espaço para acolher novos animais, estes são colocados a dormir e levados posteriormente para cremação.

É por isso de extrema importância que os animais estejam identificados com chip, para que ao entrar no canil seja feita a procura do número de identificação do animal e se possível o contacto imediato com o dono, a fim de evitar um final menos feliz.

Os abrigos em Portugal são poucos e vivem dos donativos públicos de ração, dinheiro para medicação e tratamentos, produtos de higiene, camas, mantas, taças e tudo o que pode ser necessário e ajudar a que se trate as dezenas se não centenas de animais. São sítios muitas vezes geridos por voluntários que tentam dar o seu melhor para manter um bom ambiente e qualidade de vida para os animais, no entanto é inevitável que num sitio sobre-populado aconteçam episódios de lutas, lesões e em alguns casos os animais mais fracos tenham dificuldade em alimentar-se perante os limitados recursos. É de facto um ambiente stressante para os animais, apesar dos melhores esforços da parte dos cuidadores.

Os gatos e cães em abrigo ou canil e gatil, têm os mais variados tamanhos, cores, formas e muitas vezes raças.

Seja qual for a razão, os canis não deviam ser uma solução de longo termo. Pense bem antes de adoptar  ou comprar um animal. Considere se tem espaço (abrigo e condições para se mover e ser um cão ou gato feliz) para que este possa ser feliz, condições de o alimentar, ir ao veterinário para consultas regulares (Saúde), dar atenção e afecto e esterilizar (muito importante, se todos os donos esterilizassem animais, em 15 anos deixaríamos de ter animais errantes – Atenção, as pílulas não são solução. Provocam situações de tumores e cancros que levam a uma morte lenta e dolorosa em idade prematura).

Outros temas o podem interessar: Assinar a #Pat-ição contra os testes em animais.

Fontes académicas e inspiração para o artigo: 
Hayley Walters, 
Enfermeira Animal e especialista em cuidados dos animais.
Veja em Coursera - Animal Welfare mais informação sobre este tema e sobre cuidados de animais.
Animal Welfare - The Jeanne Marchig International centre for animal welfare - The Royal School of veterinary studies.