Animais: Seres pensantes ou decisores por instinto

INSIDE THE MINDS OF ANIMALS – O que pensam os animais e nós sobre eles? Eis um TedEx curioso que fala sobre as diferenças de perspectiva entre as espécies e serve como mote para pararmos e meditarmos sobre a forma como encaramos o “outro” em particular, espécies diferentes. Sabemos assim tanto? Estaremos assim tão distantes destes?

Bicharada de A-Z (Parte 5) Flebótomos & Giardia

— F —

Flebótomo (“Espécie de mosquito” vector de várias doenças, inclusive algumas zoonoses) 

A Leishmaniose canina é uma zoonose de grande importância e de impacto na saúde pública. Todos os anos registam-se em Portugal entre 10 a 15 casos de Leishmaniose em Humanos, especialmente nas pessoas imunocomprometidas e crianças. A doença atinge todas as raças de cães, em todas as idades, e com uma elevada taxa de morbilidade e mortalidade. [1]

Os flebótomos são insectos vectores de vários agentes patogénicos, dos quais se destacam os protozoários do Género Leishmania. Em Portugal, as leishmanioses, canina e humana, são causadas por L. infantum, sendo o cão o principal reservatório e Phlebotomus perniciosus e P. ariasi os vectores comprovados do parasita. São conhecidos três focos de doença, mas casos de leishmaniose canina têm sido reportados em outras regiões nas quais se desconhecem as espécies flebotomínicas presentes e respectivas taxas de infecção.[2]

Origem: Bayer

Origem: Bayer

Mais informações AQUI, AQUI, AQUI e AQUI.

Referências: [1] Zoonoses transmitidas por insectos vectores

[2] Estudo dos flebótomos (Diptera, Phlebotominae), vectores de Leishmania sp, por Sofia Isabel Martins Branco.

— G —

Giardia /Giardiase / Giardiose

Giárdia (Giardia lamblia) causa diarreia e dificuldades na absorção intestinal, por aderir e diminuir as microvilosidades do intestino, dificultando a absorção de nutrientes; e por possuir proteases que agem em glicoproteína, levando lesões à mucosa, desencadeando também uma resposta inflamatória.

A giardiose é uma doença que pode surgir no humano ou nos mamiferos e que é contraída através do consumo de alimentos ou água contaminados. A melhor atitude a ter para com este tipo de parasitas é a prevenção e desparasitação tanto de humanos como de animais de estimação. Cuide da sua alimentação de forma cuidada e higiénica, o mesmo para os seus animais. Caso desconfie de alguma contaminação do seu animal, fale com o seu veterinário, e caso exista a possibilidade de também ter sido contaminado, fale com o seu médico.

Mais informação sobre a Giadiose AQUIAQUI e AQUI. 😉

(Causa) Animais VS Activismo de sofá (redes sociais)

Os “donos da verdade”, as “pessoas com coração”, aqueles que pensam que por olhar para a imagem de um cachorro e fazer “like” os seus problemas se resolvem como que por magia…Ahhh, as pessoas boas do facebook e da internet.

Ainda existem, algumas, mas essas de certeza que não se incomodam com as minhas palavras porque a consciência não as vai incomodar. São muitas taças de água na rua, cães com pulgas, sarna e outras doenças, dentadas de gato, idas ao vet, brincadeiras, abraços e beijinhos…

Àqueles que comentam nas fotos de outros coisas como: “tão fofo, mas não posso”, “adoptem-no pessoal!”, “não o deixe ser abatido”, “coitadinho tão inocente”, “bestas sem coração, não fazem nada”, “Assassinos”… Para os donos da verdade, tenho algumas palavras…

Não percebem, e se não percebem, deixem-se estar no silêncio, porque quem faz alguma coisa não suporta as críticas, os maus tratos, a falta de consideração e a falta de apoio. É uma vergonha que os ativistas de sofá se queixem do bem ou mau estar dos animais, que insultem voluntários de associações, e quando são convidados a participar, desaparecem… São piores do que os que passam na rua e ignoram os animais.

São piores do que quem não faz nada, porque de facto não fazem nada e ainda criticam quem deixa a família em casa, os amigos, atraza os estudos, adia trabalhos importantes, para dar de si pelo bem estar dos animais.

Não percebem e criticam porque no facebook, nos sites, atrás do computador é tudo mais fácil. Não sentem as dores nas costas, as lágrimas nos momentos dificeis ou a sensação de ficar sempre algo por fazer… São tantos! Quem lhes dá a mão sabe disso… sabe que são muitos e a ajuda nunca é suficiente… mas é sempre mais e melhor do que a crítica.

O mesmo que vos digo agora, direi cara a cara. O meu blogue tem um nome, tem um rosto e eu não tenho problemas em me sentar frente a frente com quem queira discutir os direitos dos animais ou soluções práticas.

Menos insultos, menos ataques, menos mal estar… saiam da sombra e venham ajudar! Venham dar de comer, procurar lares, procurar amor e quem ajude quem precisa (isto é válido para os animais como é para as pessoas). 

Como dizia hoje uma grande amiga dos animais… pra muitos a única coisa que interessa é que o coração bata. E eu acrescento… para outros basta saberem que alguém fez alguma coisa, e isso garante-lhes a consciência tranquila. Navegam qual parasitas de perfil em perfil, a sugar indiscriminadamente tudo o que vão lendo sem sequer ponderar se será ou não verdade, seguem de foto em foto, a comentar com frases úteis como “que lindo”, “ai se eu pudesse”, “pobrezinho, ninguém o ajuda”… sem terem a noção de que muitas das vezes os comentários que interessam ficam perdidos no meio dessa palha! Sim palha! O cão e o gato não vão ler isso.

Quem  partilha essas imagens pede ajuda, mãos, braços, meios de pagar tratamentos, comida para os animais, famílias de acolhimento ou adoptantes… Compaixão em forma de actos! 

Pobres dos animais e pobre de quem lhes olha no focinho e apenas pode dar higiene, comida e amor.

No final do dia, quem lhes deu esses cuidados, deu mais do que qualquer “activista de sofá”.

Os direitos dos animais não se fazem de facebook, comentários ordinários ou cartas insultuosas.

Fazem-se de sair de casa, perder o fim-de-semana, perder a tarde livre, perder o fim do dia para agir. Os direitos dos animais fazem-se de barriguinhas cheias, de esterilizações, de apanhar cócós (no facebook não cheira mas eles fazem cocó… aos baldes). Os direitos dos animais fazem-se de ideias para tentar garantir o bem-estar e a qualidade de vida de mais um. Os direitos dos animais fazem-se de noites em claro a olhar para uma pequena vida e de lutar para que este um dia possa alimentar-se sozinho e andar por si.

A cada frase que escrevo, a cada linha, recordo uma pessoa que deu de si, da sua vida, do seu ordenado, do seu tempo livre, das idas ao cinema, da tarde no café, da sua família para poder ajudar.

Cada comentário ordinário de quem nunca ofereceu um par de mãos para ajudar, é um comentário que atinge quem perde de facto horas, dias e meses a cuidar de animais doentes, abandonados, deixados a sua sorte.

Percebe-se? Eu não percebo.

Com que direito? Com que direito? Crise vivemos todos… em todos os meses que passei em casa, nunca faltou nada aos patudos. Ninguém é obrigado a dar mais do que aquilo que tem, mas todos temos um par de mãos e apenas uma boca.

Se utilizarem as mãos para ajudar e a boca para dar beijocas aos que precisam, estarão a fazer muito mais do que fazem até a data a encher as redes sociais de lixo.

Um dia vou deixar de ver ofensas e ataques gratuitos… espero ter resistência e saúde suficiente para viver até esse dia. Até ao dia em que as pessoas parem para pensar nos próprios actos, ganhem vergonha na cara, e troquem a crítica por trabalho e soluções úteis.

“Um gesto vale mais que mil palavras”… e infelizmente muitos desaparecem quando são convidados a um gesto.

Adopte um preto, um zarolho, um feio… adopte um animal de estimação especial…

OS CÃES DO IPL

E diz que circula esta mensagem:

Instituto Politécnico de Lisboa chama canil para capturar cães que vivem há anos no campus

A direcção do IPL chamou o canil de Lisboa para capturar 5 cães ( 4 machos e uma fêmea ) que vivem há anos no campus do Instituto.
Trata-se de uma decisão de extrema violência uma vez que o canil de Lisboa foi alvo de uma providência cautelar por não oferecer aos animais detidos condições conforme à lei.
Embora o canil possa capturar animais em certas circunstâncias  ( ver alinea p) da sentença do Tribunal administrativo de Circulo de Lisboa em  http://www.campanha-esterilizacao.com/documentos/Sentenca.pdf   ) não se percebe como só depois de anos de existência dos animais no local a direcção chegou à conclusão que os mesmos põem em perigo a ” saúde, higiene, salubridade e segurança públicas”.
Um dos cães já foi capturado pois o canil instalou uma jaula de captura no campus  com comida para atrair os animais que apesar do protesto dos alunos ali continua.
É de facto um espectáculo bárbaro, pouco habitual em estabelecimentos de ensino, pois a maioria  legaliza a situação dos animais , procedendo à sua esterilização e vacinação, indo ao encontro da resolução da AR nº 69 /2011 que refere o “conceito de cão comunitário, como um animal que é cuidado num espaço ou numa via pública limitada cuja guarda, alimentaçaõ e cuidados médico- veterinários são assegurados por uma parte da comunidade local de moradores”. Ver  o cartaz ” Este animal é nosso” em http://www.campanha-esterilizacao.com/fotos/CãoComunitário.jpeg

Era este o exemplo de cidadania responsável que a direcção do IPL devia transmitir aos alunos que aí estão em formação e não a barbárie de capturar os animais com uma jaula onde ficam a debater-se em pânico, para os enviar para o canil de Lisboa onde serão certamente  abatidos.
Se a escola cancelar  a captura dos animais e garantir a sua permanência  no campus, o Grupo de Lisboa disponibiliza-se  para assegurar a sua esterilização e vacinação.”

Informação retirada daqui  e partilhada pela ANIMAL

E o que acham vocês disto?

Latidos, lambidelas e os outros…


ADOPTAR

Ainda há uns dias falava com uma colega de trabalho sobre o respeito que tenho àquelas pessoas que não têm animais porque sabem que os bichos precisam de atenção, alimentação, cuidados e carinho.

Quem gosta de animais e tem condições para os adoptar deve manter presente a responsabilidade que é ser o “tutor” de mais uma vida. Deixamos de ter o direito de sair de casa durante dias sem qualquer preocupação, deixamos de poder dormir até meio da tarde e comer qualquer porcaria que apareça no frigorífico, porque para além de nós, existe mais um animal que precisa de cuidados e não pode ser descartado.

Ah… mas nada paga a festa que eles fazem ao chegar a casa, os miados traquinhas, as corridas, as surpresas no roupeiro, os latidos, as lambidelas…

 

SER ACTIVISTA

O activista dos direitos dos animais informa-se, zela pela saúde e bem-estar dos mesmos e da comunidade. O Activista procura no dia-a-dia ter uma atitude consistente com os seus valores, e entre outros, não usa produtos que possam ter provocado dor ou sofrimento em animais (e a lista é vasta).

Não é por soltar um animal, não é por resgatar 2, 3, 4, 90 animais de um canil que vamos ser mais activistas. Se os animais não ficam em segurança, protegidos, ao cuidado de alguém RESPONSÁVEL, continuarão a correr riscos de contrair doenças, de sofrer, de mais cedo ou mais tarde voltar para uma cela fria.

Um cão na rua é um cão condenado a uma vida miserável. Pode ser atropelado, adoecer, ser mal tratado por transeuntes, magoar-se quando procura comida no lixo e nessas situações, são poucas as pessoas que se movem para o ajudar…

 

SER VOLUNTÁRIO

O voluntário compromete-se a ter um trabalho ao qual irá comparecer. O voluntariado abdica de vontade própria “de tardes no café, saidas com os amigos e outras festarolas, por comprometimento com a causa que defende. Ser voluntário é sempre uma atitude de enriquecimento pessoal e no meu caso, ajuda-me a ficar de consciência mais tranquila. Dei o que tinha e um pouquinho mais para os fazer felizes.

 

SER FAT (Família de Acolhimento Temporário)

É de longe das tarefas mais dificeis que existem. Ajudamos um e logo a seguir queremos ajudar outro e outro e mais um, e sabemos que em casa só cabe esse primeiro… pelo menos até encontrar um lar definitivo. A FAT acarinha, alimenta e tenta dar ao pequeno a casa que muitas vezes nunca teve. É um trabalho fantástico, muito bonito, e só lamento não o ter começado a fazer antes. É um TRABALHO, com letras grandes. Tira-nos horas de sono, obriga-nos a uma atenção constante porque nem todos os animais são iguais. No final, aquele miado vale tudo. No final, sabemos que vai abandonar-nos e temos toda a responsabilidade em assegurar que seja para melhor.

 

AS REDES SOCIAIS

E há os que divulgam, passam a palavra, apelam a novos adoptantes, tentam salvar animais… Depois há os outros…

Por mais do que uma vez assisti nas redes sociais a actividades a aglomerados de pessoas que mais não fazem do que semear a confusão ou lamentar-se e questionar realidades que não conhecem pessoalmente.

É fácil ser uma geração à rasca depois de enviar 4 cvs e continuar desempregado (eu cheguei a enviar 50 por mês). É fácil ser militante e activista e não perder a paciência a ser FAT de um cão/gato perturbado por maus tratos, por ter vivido demasiado tempo em ambiente inóspito.  É tão fácil ter um cãozinho de raça com pedigree e mais não sei o quê, que faz chichi na rua, que é educado e mimoso… o difícil é tirar carraças de um animal que foi apanhado na rua e cujos olhos desaparecem entre os bichos. É difícil agarrar e acarinhar um gato assustado depois deste nos enterrar as unhas nos braços (e de as marcas serem visíveis a olho nu uma semana depois). Difícil é limpar os olhos a um cão doente e saber que nós próprios podemos apanhar essa doença, e ainda assim ajudar o bicho… difícil é chegar a casa a cheirar a fezes. Difícil é ver questionado o trabalho de colegas que dedicam horas, dias, anos das suas vidas a ajudar quem não se pode ajudar sozinho …

As vezes o difícil é continuar a andar neste mundo de cabeça erguida enquanto uns destroem o que outros com tanto esforço e dedicação constroem. Se realmente se preocupam, se realmente querem bem, ajudem! Larguem o facebook e as redes sociais e metam a mão na massa! Existem muitos animais abandonados, muitas associações a precisar de mais um par de mãos, muita fome neste país (de animais, de pessoas e de valores)…

Bem haja a todos os que tiram os glúteos do sofá.

Apaixonada

Amiguinhos e amiguinhas, perdi-me de amores. Os amigos e amigas da associação Animais de rua, para além dos esforços realizados para estrelizar os animais que vão amparando, reslizam algumas vendas online de artigos que são um amor de tão perfeitos e bem pensados.

Só vos digo que uma daquelas t-shirts tem de ser minha… vejam e já percebem porquê.

Os meus parabéns.

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Nota: Fonte do MAR shopping, que é especial porque todas a  moedas que esta fonte recebe vão ser remetidas para ajudar os amiguinhos de quatro patas. 🙂 Excelente Ideia!

Luto Contra o Abandono

Luto Contra o abandono

Sou total e incondicionalmente pelos cães!

Pelos pequenos, barbudos, grandes e pachorrentos, de olhos esbugalhados ou muito energéticos, de pelo arame curto ou pelo liso até ao chão!

Sou pelos farejadores e pelos caçadores de chinelas!

Sou pelos cães que se sentam no colo do dono quando este está triste ou saltam para celebrar alegria.

Sou pelos cães que acompanham música com uivos, que amuam, que brincam, que correm nadam e ladram como se cada latido fosse o último fôlego e a última oportunidade de farejar mais um rabo ou umas virilhas.

Altos, baixinhos, amarelos, chocolate, brancos e pretos, malhados, rafeiros, com pedigree ou arraçados de algo que não se percebe bem…

Sou pelos cães adoptados de forma consciente.

Sou pelos cães que são mordidos pelos garotos e continuam no infinito da sua paciência a abanar a cauda…

sou pelos cães que correm pelas praias com alegria ao lado dos donos…

sou pelos cães trapalhões…

sou pelos cães do Pavlov ( que a propósito, deviam ser antepassados dos meus cães )…

Sou pela Carochinha, Lucky, Cristal, Alex, Eddie, Miki, Andorinha, Borboleta, Canidja, Estrelinha, Perdido, Fofinha I, Fofinha II, Mimi, Paty, Boby, Santana, Nina, Traquina… e todos os cães que passaram ontem, passam hoje e vão passar os seus focinhos pela minha vida.

Sou pelos cães e gosto tanto!

V.I.

Mais informações sobre a campanha em www.petnet.iol.pt/lutocontraoabandono

Dogs

« Se houver, como dizem que há, um Céu dos Cães,
é lá que quero ter assento, a ver a luz a minguar no horizonte,
com a sua palidez de crepúsculo num retrato da infância.
Hei-de então bater à porta e pedir para entrar,
e sei que eles virão, contentes e leves, receber-me como se o tempo tivesse ficado quieto nos relógios e houvesse apenas lugar para a ternura, carícia lenta a afagar o pêlo molhado pela chuva.
Então poderemos voltar a falar de felicidade e de mim não me importarei que digam: teve vida de cão, por amor aos cães. »
in “Amados Cães”