Publicado em Música, OUTROS

Dia 21/365 – I Dreamed a dream, Les Misérables

Les Misérables”, versão de 2012, dirigido por Tom Hooper. No elenco constam nomes como Hugh JackmanRussell Crowe e Anne Hathaway

 

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Publicado em As Causas, Educação e Formação, Opinião

Mooc’s – Estudar na internet

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A quantidade de informação que podemos encontrar online sobre determinado tema, é infinita, tanto como o espaço sideral que até hoje se considera em expansão. A grande questão aqui é, saber onde procurar e como ser auto-didata nos assuntos que são do nosso interesse pessoal e/ou profissional.

Uma grande ajuda são sítios que em parceria com Universidades por todo o mundo, compilam cursos que podem ir desde a comunicação e marketing, passando por física, nutrição , línguas, ciências de dados e informática… A oferta é vasta! Este é o pró, o contra é que apesar do acesso aos cursos ser livre, existe um elevado nível de desistências por falta de comprometimento dos alunos. Sem julgamento de valores. Estes cursos apesar de serem muitas vezes observados com olhares duvidosos, obrigam a um forte comprometimento por parte do estudante, principalmente se forem realizados numa língua estrangeira. São realizados testes após a matéria ministrada, existe a avaliação de textos (agora experimentem escrever sobre um tipo de cancro de pele sobre o qual nunca ouviram falar, em inglês, mantendo um raciocínio lógico entre o que foi dito num contexto absolutamente novo). Pessoalmente já experimentei o Coursera e o EDX e gosto de ambos. Apesar dos valores para a certificação, deixarem um pouco a desejar, mas se o fruto é retirado da formação, esse está ao acesso de todos.

Por outro lado existe o Duolinguo que também me agrada bastante por ser uma ferramenta que nos desafia à aprendizagem de línguas, recorrendo a um jogo. É divertido. Não sendo académico, começa a ser reconhecido pelas comunidades de alunos online, como uma ferramenta séria (com algumas falhas, mais recorrentes do que o esperado), mas ainda assim uma ferramenta útil e inovadora.

Meus caros, aceito sugestões para sites de aprendizagem online, principalmente associados a Universidades ou a aprendizagem inovadora.

Tenho o blog de “portas abertas a comentários e sugestões”.

Publicado em animais de estimação

Cães e gatos vivem mais…

Cães e gatos vivem mais dois anos do que há uma década, dia o artigo de 17 de Fevereiro de 2017, do Observador.
Os cães e gatos que recebem os devidos cuidados vivem mais dois anos do que há uma década, segundo a perceção de Luís Montenegro, diretor clínico do Hospital Veterinário Montenegro.

Está tudo relacionado com os cuidados que temos com os nossos animais, relacionados com saúde e bem-estar. Visitas mais frequentes ao veterinário, melhor alimentação, maiores cuidados no sentido de evitar que estes se exponham a perigos desnecessários. Pode saber mais aqui, no artigo original

Ele há dias...

Publicado em As Causas, OUTROS

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Imagem Pinterest – Black cat on a rainy day

Quando acordei, chovia. Chovia como se o céu se estivesse a abater sobre terras do Infante. A enviesada rua em declive que mais se assemelhava a um rio, estava emoldurada por um azul escuro a pender para o cinzento, do qual não consigo distinguir o céu e as nuvens.

O tempo acordou comigo. Foi simpático. Ao final de algumas semanas sem sentir companhia, ei-lo, e um silêncio diferente, quando a cabeça não quer recuperar a rotina dos seres normais. Estou acostumada à falta de normalidade e ao excesso de barulho interno. Talvez por isso seja mais pragmática. Talvez por isso me obrigue a sair quando tudo me diz e faz sentir que não o quero fazer.

De fora olham para mim e dizem: “Tem calma.”, “Com tempo”, “Vai correr tudo bem”…

E eu não falo, não quero falar, não quero discutir, não consigo. O tempo veio hoje sentar-se a meu lado com o seu silêncio barulhento. Não me pergunta. Não me obriga. Não me pressiona nem acusa. Não grita comigo nem me faz sentir a culpa do ser e não ser. Não quer que me sinta mal só por respirar.

Limitou-se a ficar. Sentado. Ao meu lado.

Quanto tempo, quanta calma, quantos “botõezinhos” pela manhã para empurrar a realidade, quantos ao anoitecer para calar as ideias.

Hoje o tempo acordou comigo e ajudou-me a subir mais um degrau.

Obrigada.

 

Publicado em As Causas

“Chegou e foi-se!”

Os temas relacionados com a maternidade são-me especialmente caros nesta altura da minha vida. O blog tem acompanhado da sua forma muito especial esse amadurecimento com mais ou menos peso emotivo. Nos últimos meses comunguei da alegria e da tristeza de quem tem filhos. Senti na pele os sucessos de amigas e anónimas, assim como as suas lutas e algumas guerras perdidas..

“Llegó y se fué” é um texto partilhado num desses espaços.  Relata pela voz de quem viveu o processo de construção e preparação de uma maternidade, infelizmente roubada.

Para todas as mães que fazem e fizeram o seu luto, da sua forma, nas mais variadas circunstâncias… Nenhuma mãe e nenhum pai deveriam assistir à partida de um filho.

Partilho aqui este texto, parte do post “Llegó y se fué”, escrito para contar a história de luto da mamã de Mai, que ao publicar no facebook as suas palavras e a imagem de um dos seus seios, viu a imagem ser censurada e todo o post apagado. Assim sendo em cadeia e de forma solidária partilho

Cuando la leche no es blanca

El pasado 3 de marzo mi hija Mai nació muerta. Nadie te prepara para eso. Nadie está preparado. Dentro de la nebulosa del momento, burrocracia, gestiones, decisiones y recuerdos, alguien te ofrece pastillas para cortar la leche. Alguien te dice que puedes esperar. Y en ese momento caes en que tu cuerpo, tu cuerpo de madre, parida la placenta, producirá leche en unos días. Y te cagas en la Naturaleza. Mi elección fue esperar, quizás para aferrarme a lo que de Mai me quedaba. No me arrepiento, fue una despedida suave y paulatina, pero cada mujer debe tener libertad para escoger la suya. Los profesionales deben informar. No juzgar. Tras la cesárea de urgencia y la muerte, el shock y el dolor físico dejaron paso a una fuerza increíble que me impulsaba a levantarme, a lamerme mi propia herida. Los pechos se me llenaron de leche, tremendos y calientes. Fui mamífera en estado de alerta, buscando a mi cría, esperándola. Por la cesárea tomaba antiinflamatorios, quizás por eso no sentí dolor, solo malestar, no tuve necesidad de extraerme leche ni de aplicarme frío ni hojas de col. Dejé fluir la leche, simplemente, dejé que me mojase despidiendo a mi bebé, dejé que se perdiese. Dejé a mi cuerpo hacer su duelo, llorar su luto, hasta que la leche se marchó. Y con ella la fuerza. La mamífera que por fin tomó conciencia de que su bebé no iba a volver. Mamífera vacía de vientre y pechos muertos. El cuerpo de madre, creador, nutricio, lleno de vida y alimento pasó suavemente a convertirse en silencio, en cementerio. 

In Otro blog de mamis, a autora (25.03.2015)

Pêsames à família de Mai.