Gata 199X-2017

Bem do ladinho do céu tem um lugar chamado Ponte do Arco Íris.
Quando morre um animal que foi especial para alguém daqui, esse animal vai para Ponte do Arco Íris.
Lá existem riachos e colinas para que todos os nossos amigos possam correr e brincar juntos .
Tem muita comida, água e sol, e nossos amigos estão quentinhos e confortáveis. .

Todos os animais que estavam velhos e doentes voltaram a ter vigor e saúde; aqueles que estavam machucados ou aleijados estão inteiros e fortes novamente, exatamente como nas nossas lembranças dos tempos que já se foram.
Os animais estão felizes e contentes, exceto por uma coisinha: cada um deles sente falta de alguém muito especial , que teve que ficar para trás.

Todos correm e brincam juntos, mas chega o dia quando um subitamente para e olha para longe. Seus olhos brilhantes estão atentos; seu corpo treme de ansiedade. De repente ele começa a correr para longe do grupo, voando sobre o gramado verde, suas pernas indo mais e mais rápido.
Você foi avistado, e quando você e o seu amigo finalmente se encontrarem, vocês se abraçam numa reunião feliz, para nunca serem separados novamente. Os beijos alegres chovem sobre o seu rosto; suas mãos afagam de novo a cabeça amada, e você pode olhar mais uma vez nos olhos confiantes do seu amigo, ausentes há tanto tempo da sua vida mas nunca longe do seu coração.
Aí vocês cruzam juntos a Ponte do Arco Íris…

Autor desconhecido

ABERTO CURSO CED – FARO

DIVULGAÇÃO: FORMAÇÕES

“FORMAÇÃO TEÓRICO-PRÁTICA – MÉTODO CED (CAPTURAR-ESTERILIZAR-DEVOLVER) EM COLÓNIAS DE GATOS SILVESTRES | FARO

No próximo dia 12 de Março (Domingo), entre as 10 e as 18 horas, a Animais de Rua, em parceria com a Change For Animals Foundation, vai promover uma nova formação sobre o método CED (Capturar-Esterilizar-Devolver), o único método verdadeiramente eficaz e humano de controlo da população felina silvestre.

A formação terá lugar em Faro e será composta por um módulo teórico, durante o qual serão pormenorizadas as diversas etapas do programa CED incluindo a utilização dos materiais de captura, e um módulo prático onde os formandos poderão aplicar os conhecimentos adquiridos numa captura a decorrer numa colónia sinalizada pela Animais de Rua.

As inscrições devem ser feitas até ao dia 9 de Março através do e-mail dora.algarvio@animaisderua.org e têm o valor simbólico de 5€. A transferência deve ser efectuada para o IBAN PT50 0065 0921 0020 1240009 31 e o respectivo comprovativo enviado para o e-mail faro@animaisderua.org.

No final da formação será entregue um Certificado de Formação Profissional, emitido na plataforma SIGO, nos termos da Portaria 474/2010 de 8 de julho. A emissão deste certificado credita as competências adquiridas na Caderneta Individual de Competências (CIC).
Contamos com a sua presença e o seu apoio na construção de uma sociedade mais consciente!”

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Cães e gatos vivem mais…

Cães e gatos vivem mais dois anos do que há uma década, dia o artigo de 17 de Fevereiro de 2017, do Observador.
Os cães e gatos que recebem os devidos cuidados vivem mais dois anos do que há uma década, segundo a perceção de Luís Montenegro, diretor clínico do Hospital Veterinário Montenegro.

Está tudo relacionado com os cuidados que temos com os nossos animais, relacionados com saúde e bem-estar. Visitas mais frequentes ao veterinário, melhor alimentação, maiores cuidados no sentido de evitar que estes se exponham a perigos desnecessários. Pode saber mais aqui, no artigo original

Ele há dias...

“Deixa lá, não faz mal!”. Faz pois!

“Gravidez não é doença”, da mesma forma que não ir votar é normal, trabalhar a mais sem receber mais e não reclamar é normal ou esperar um serviço público ineficiente, seja algo corriqueiro. Gravidez não é doença, e muitas vezes com a desculpa de não ser doença as grávidas abrem mão dos seus direitos, tentam fazer mais do que os outros só para mostrar que “gravidez não é doença”, ignorando, com o típico “deixa lá, não faz mal!”. Faz sim! Claro que faz!

Existem lugares prioritários, existem direitos laborais, existem regalias ao nível da saúde e do bem estar materno e da criança que não deviam ser ignorados. De facto gravidez não é doença, não é motivo para “frescura” como dizem os irmãos da terra do sol. E há muita frescura, todos conhecemos situações de “frescura”, nas mais diversas situações (mas de fora é sempre mais fácil julgar). Gravidez não é doença, no entanto, “parvo” é quem não luta pelos seus direitos e deixa que estes sejam ignorados, fechando assim a porta a quem o segue, contribuindo para que esses mesmos direitos desapareçam. Todos temos deveres, cada vez mais, o que nos diz respeito e o que não diz, isso e mais qualquer coisinha, em prol quase sempre de um argumento abstracto. É delicioso na sua ironia. Nem para os nossos somos bons, e que raio de exemplo maravilhoso estamos a dar?

Tens direitos e não os usas? “Deixa lá, não faz mal!”. Faz pois!

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Este artigo tem 2 anos e estava “escondido” nos rascunhos do blog… vejam só!

Quando desconfiar – Procura de trabalho

Sempre ouvi dizer, desde miúda que quem não confia, não é de confiança. Os últimos anos levaram-me, com uma série de chapadas em cheio na honestidade, a desenvolver outra teoria… “Quem não abre o jogo, não é de confiança.”

Muitas vezes ouvimos “aquela voz” no fundo das nossas cabeças e ignoramos. A vontade de trabalhar e de ser activo é tão grande, que ignoramos… Eis algumas experiências que me levam a acreditar que temos de facto de ouvir a nossa consciência e abrir os olhos para o óbvio.

1 – O anúncio espectacular de emprego continua a ser renovado no site de empregos (manda currículo, mas desconfia). Se é assim tão bom porque é que ainda está lá, a ser renovado com datas diferentes, ao longo de uma, duas, três semanas… Qualquer técnico de recursos humanos sabe que publicar um anúncio é sinónimo de ter o email cheio de cvs em horas.

2- Durante a entrevista recusam a responder a perguntas básicas sobre as condições laborais. Perguntas como “que tipo de contrato de trabalho irei assinar”, “qual o vencimento”, “quais as regalias com a posição”, “horário fixo ou rotativo”.

3- Começaste a trabalhar, já estás a fazer uma semana de casa e contrato, nem vê-lo. Desconfia.

4- Os teus colegas fazem piadas do género “mais uma”. “Será que esta aguenta?” Não é bom sinal.

5- As referências online sobre a empresa não são as mais positivas. Lês coisas sobre o espaço, sobre os colaboradores, sobre situações específicas e constatas que afinal…

6- Entre o acordado na entrevista e o dia em que te oferecem o emprego, as regras do jogo mudam. Por exemplo, o vencimento é X, limpo… (Ah mas afinal esse X inclui todos os subsídios possíveis e imaginários. E só ouviste falar disso agora. )

7 – Pergunta referências. Pergunta aos teus amigos. Pergunta aos vizinhos. Pergunta a quem conhece o negócio. Pede feedback a clientes. Eles sabem mais do que tu e podes surpreender-te com revelações muito boas… ou das outras.

8- O anúncio de emprego tem mais erros do que um ditado escrito por um miúdo de 6 anos. Falta de brio também não é a melhor carta de apresentação.

Sinto-me confortável porque sei que aí fora existem muitas, imensas, a maioria, felizmente, de entidades patronais que RESPEITAM e sabem que as pessoas não são números. “Números infelizes” não são produtivos, não dão lucro, não se sentem confiantes para dar o litro e mais cedo ou mais tarde acabam por ficar doentes. Nunca antes se viu uma tão grande taxa de doença relacionada com actividade laboral em Portugal. E ninguém pára para pensar.

Um patrão a sério discute números, reconhece o valor do colaborador e agarra com unhas e dentes os bons! Estima, incentiva, reconhece as horas a mais, reconhece um trabalho bem feito, agradece… Muitas vezes este tipo de energia não é perceptível numa entrevista, mas saber onde queremos ir é meio caminho andado para achar o “tal” trabalho. E convínhamos, trabalhar feliz é bom para ambos os lados!

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Imagem Pinterest – Black cat on a rainy day

Quando acordei, chovia. Chovia como se o céu se estivesse a abater sobre terras do Infante. A enviesada rua em declive que mais se assemelhava a um rio, estava emoldurada por um azul escuro a pender para o cinzento, do qual não consigo distinguir o céu e as nuvens.

O tempo acordou comigo. Foi simpático. Ao final de algumas semanas sem sentir companhia, ei-lo, e um silêncio diferente, quando a cabeça não quer recuperar a rotina dos seres normais. Estou acostumada à falta de normalidade e ao excesso de barulho interno. Talvez por isso seja mais pragmática. Talvez por isso me obrigue a sair quando tudo me diz e faz sentir que não o quero fazer.

De fora olham para mim e dizem: “Tem calma.”, “Com tempo”, “Vai correr tudo bem”…

E eu não falo, não quero falar, não quero discutir, não consigo. O tempo veio hoje sentar-se a meu lado com o seu silêncio barulhento. Não me pergunta. Não me obriga. Não me pressiona nem acusa. Não grita comigo nem me faz sentir a culpa do ser e não ser. Não quer que me sinta mal só por respirar.

Limitou-se a ficar. Sentado. Ao meu lado.

Quanto tempo, quanta calma, quantos “botõezinhos” pela manhã para empurrar a realidade, quantos ao anoitecer para calar as ideias.

Hoje o tempo acordou comigo e ajudou-me a subir mais um degrau.

Obrigada.

 

Pessoas lá atrás

Não gosto de muitas pessoas, a verdade é essa. Não gosto em parte porque me atormenta aquele espírito do “amo o mundo, amo todagente, mas como é que se chama mesmo?”… Gosto das pessoas que gosto e elas sabem disso, as outras conheço, brinco e é isso.

Há no entanto um grupo de pessoas que vou ao longo dos anos guardando na memória e que algumas nem devem saber como me chamo, mas de quem gosto e por quem nutro um carinho especial. A professora E., directora da escola primária onde estudei é uma dessas pessoas. Não a via desde miuda e que me recorde ela também não me via faz tempo. Sempre a achei uma pessoa especial. Aquelas mulheres que sem serem espampanantes, quando entram numa sala iluminam com um sorriso discreto. Reparou e viu que era eu. Nunca me deu aulas e não se atreveu a fazer conversa, estava no meu local de trabalho, mas gostei de a ver.

Tem sido uma semana assim, com o ressurgimento de pessoas mais ou menos importantes do meu passado. Umas mais agradáveis que outras, talvez para mostrar que a sua importância relactiva (ou negativa) já nem isso é. Ficou lá atrás.

Aos meus companheiros de escalada que me acompanham ao longo desta vida. Um beijo e um café para daqui a uns dias. 😉

Feliz aniversário WP

Já viajava faz tempo por outras bandas mas um diz fez-se um click… Um click com um amigo que de quem não sei faz tempo… Faz hoje 4 anos! Já anda sozinho, para o ano vai para a escola. Feliz aniversário ao blog, aos surreais mas existentes seguidores, a todos os que nos ultimos 4 anos fizeram parte de alguma forma.

Obrigada

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Ah, hoje é também dia de S. Valentim (Quinta-feira para os azedos).

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A livreira Anarquista…

… faz-me lembrar aquele par de meses em que fiz parte da equipa de estágio da Worten e daquela outra vez em que trabalhei no Pingo Doce, e daquela em que trabalhei como promotora… Infinitos os desígnios da vontade e esquesitice do ser humano.

Tenho de contar uma só (vá, pode ser da Worten e a seguir vai uma do Pingo Doce para ninguém se rir):

Na Worten

A cliente entra e pergunta: -“Tem daquelas sanitas aquecidas que deitam água?”

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No Pingo Doce

A cliente a ensacar com ajuda da filha, olha pra ela e diz: – “Vês filha! Tens de estudar! Estuda, se não vens praqui trabalhar!”

Tive para lhe dizer: Boa tarde, chamo-me Vera e licenciada em Comunicação… mas vai daí estragava o sonho de pespectivar o futuro da criancinha pelos olhos da mãe, e que fazer… sou um coração mole e calei-me. Não nasci para estragar sonhos.

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Esta Mulher, a Livreira, é inspiradora. Quem trabalha ou trabalhou com o grande público, sabe que pérolas aparecem todos os dias… O segredo não está nos cromos, está no modo como os colamos na caderneta… e esta jove, é muito boa a falar dos seus cromos. 🙂

Passem por lá… é de ir as lágrimas. No bom sentido, claro está! A Livreira Anarquista ao vosso dispor : http://livreiranarquista.tumblr.com/

Estagiários da geração LOL

“Estágios levam corte de 20%. Quem ganhava 838 euros passa a receber 581”

As novas medidas “inspiradoras” do estado para com os estagiários, deixam-me pouco surpresa mas bastante indignada (apesar de achar que para mim que estou a acabar o meu estágio, vai ser, como diz o povo, igual ao litro).

É um luxo ser licenciado e receber pouco mais de 500€ e ainda falam no fantástico que é termos direito a subsídio de almoço. A parte boa é que nenhum destes meninos ou meninas vai ter frio, visto que quem trabalha para aquecer, é o esquentador. Deve ser uma política híbrida, entre o corte orçamental, o apoio aos estagiários/desempregados e poupança do ambiente.

Um luxo! Vejam aqui.

Cá para mim, os supermercados vão começar finalmente a ter um staff também de luxo! Já que uma operadora de pescado do pingo doce, por exemplo, ganha mais do que um licenciado a estagiar neste novo formato.