Publicado em Música, Opinião

Dia 13/365 – See You Again ft. Charlie Puth, Fast & Furious

“See You Again” é uma das faixas do 7º Fast & furious.

A música de Wiz Khalifa, com a participação de Charlie Puth, foi lançada em Março de 2015, em tributo ao actor Paul Walker que faleceu em novembro de 2013 no seguimento de um acidente de carro.

Life is a bi%$# de tão irónica.

Anúncios
Publicado em Crónica de Um dia, Opinião

Futebol

Debaixo de um título com a palavra futebol permite-se tudo. Desejar a morte, insultar a mãe, insultar o pai, o primo o avô e o cão até à quinta geração.

O Futebol incomoda-me como qualquer outro fanatismo doentio. Incomoda-me porque entra no meu espaço pessoal, no meu sentimento de segurança física, no agradável do meu espaço online. Incomoda-me como ver imagens de animais mal tratados, mas até para esses há esperança. Não visito “sites da bola”. Detesto. Sinto que me é sugada a energia positiva da mesma forma que me é sugada quando recebo uma carta das finanças. Não preciso visitar sites da bola, basta conviver com pessoas ou ter pessoas nas redes sociais, para ler um chorrilho de insultos, onde até a alma mais sensata mostra os seus limites (ultrapassados) de bom senso.

No fundo sinto-me triste, atraiçoada, por em tempos ter gostado de seguir alguns jogos de futebol.  Era miúda e gostava da euforia dos jogos, da alegria, da emoção, da energia positiva que emanava de um jogo de futebol. Gostava genuinamente. Do Benfica e do Sporting decorei alguns nomes, seguia os jogos e sentia a euforia.

Hoje incomoda-me a facilidade como se deseja a “morte do gatinho”, a “luz a arder”, como se sujam as paredes dos clubes com tinta rasca, como se pega fogo a cachecóis. Incomoda-me como até um jogo a porta de uma loja de venda de tv por cabo, leve as pessoas a insultar os funcionários – como se isso fosse uma atitude normal e corriqueira. Entristece-me ver pessoas por quem sinto algum respeito a dar-se, a prestar-se a figuras e desejar morte online. Debaixo de um título com a palavra futebol, permite-se tudo.

 

Publicado em Opinião, Texto

Murakami e o fim do mundo

SPOILER * ALERTA * SPOILER * ALERTA

Ao ler um dos livros de Murakami, fiquei presa num pensamento. A consciência da morte é algo que nos persegue enquanto vivemos. Engraçado passar a vida toda com medo da morte – vai acontecer.

No livro o personagem principal acaba por ceder a uma morte física, vivendo para sempre na sua consciência. Seguindo desta forma a linha de pensamento de que se a mente acredita que é verdade, fa-lo ser verdade e a morte deixa de existir. Um minuto de vida no nosso cérebro pode converter-se na eternidade visto que os pensamentos correm em loop de forma desordenada, eles próprios a construir as suas histórias.

Curioso. O que nos assusta não é a inevitabilidade da morte, mas sim a consciência do fim e a dor associada. E se essas duas variáveis desaparecessem da equação e a morte fosse como desligar um televisor?