Porquê Capturar – Esterilizar – Devolver Gatos?

O programa CED é defendido principalmente por associações que promovem o bem-estar animal e se deparam com problemas como colónias de gatos  de populações descontroladas em meio urbano ou limítrofe.

Este é um problema real.

                     COMO É POSSÍVEL???

É possível sim, se uma colónia não for controlada! Os animais não sofrem, são capturados e tratados com os maiores cuidados possíveis e imaginários, tanto para minimizar o stress, como para em pós-operatório recuperarem perfeitamente para poderem voltar ao seu habitat regular.

Capturar-Esterilizar-Devolver é um método humano e eficaz de controlo de colónias de gatos e de redução da população felina silvestre. O processo envolve a captura dos gatos de uma colónia, a sua esterilização, um pequeno corte na orelha esquerda para fins de identificação, desparasitação e, por fim, a devolução do animal de volta ao seu território de origem. Sempre que possível, os animais adultos meigos e e as crias que ainda estejam em idade de sociabilização são retirados das colónias e encaminhados para adopção. Um prestador de cuidados fornece comida e abrigo aos gatos devolvidos, monitoriza a colónia à procura de elementos novos e faz a mediação dos conflitos que possam surgir entre os gatos e a comunidade envolvente.

Mais em Animais de Rua

 

Animais: Seres pensantes ou decisores por instinto

INSIDE THE MINDS OF ANIMALS – O que pensam os animais e nós sobre eles? Eis um TedEx curioso que fala sobre as diferenças de perspectiva entre as espécies e serve como mote para pararmos e meditarmos sobre a forma como encaramos o “outro” em particular, espécies diferentes. Sabemos assim tanto? Estaremos assim tão distantes destes?

ABERTO CURSO CED – FARO

DIVULGAÇÃO: FORMAÇÕES

“FORMAÇÃO TEÓRICO-PRÁTICA – MÉTODO CED (CAPTURAR-ESTERILIZAR-DEVOLVER) EM COLÓNIAS DE GATOS SILVESTRES | FARO

No próximo dia 12 de Março (Domingo), entre as 10 e as 18 horas, a Animais de Rua, em parceria com a Change For Animals Foundation, vai promover uma nova formação sobre o método CED (Capturar-Esterilizar-Devolver), o único método verdadeiramente eficaz e humano de controlo da população felina silvestre.

A formação terá lugar em Faro e será composta por um módulo teórico, durante o qual serão pormenorizadas as diversas etapas do programa CED incluindo a utilização dos materiais de captura, e um módulo prático onde os formandos poderão aplicar os conhecimentos adquiridos numa captura a decorrer numa colónia sinalizada pela Animais de Rua.

As inscrições devem ser feitas até ao dia 9 de Março através do e-mail dora.algarvio@animaisderua.org e têm o valor simbólico de 5€. A transferência deve ser efectuada para o IBAN PT50 0065 0921 0020 1240009 31 e o respectivo comprovativo enviado para o e-mail faro@animaisderua.org.

No final da formação será entregue um Certificado de Formação Profissional, emitido na plataforma SIGO, nos termos da Portaria 474/2010 de 8 de julho. A emissão deste certificado credita as competências adquiridas na Caderneta Individual de Competências (CIC).
Contamos com a sua presença e o seu apoio na construção de uma sociedade mais consciente!”

ced-animais-de-rua

Bicharada de A-Z (Parte 2 – Babesiose e Carraças)

— B —

Babesiose – É uma doença transmitida durante a picada da carraça, onde esta liberta no hospedeiro um parasita chamado Babesia Canis. Este parasita afecta principalmente o cão, destruindo os glóbulos vermelhos (com as esperadas consequências que essa destruição deve adivinhar). Pode suspeitar de babesiose se o seu cão aparentar um cansaço injustificado, tristreza, prostração, mucosas esbranquiçadas (como que anémicas).

Como já referi anteriormente, na dúvida, fale com o seu médico veterinário e usar sempre um desparasitante se costuma passear no campo com o seu cão. As carraças podem ficar agarradas ao cão durante horas/ dias e são um vector muito perigoso de transmissão de doenças.

A Babesiose pode contagiar pessoas e outros animais. No entanto a contaminação nunca acontece através do cão, mas sim da picada da carraça contaminada. O seu cão não é culpado, a carraça sim! Cuide do seu animal de estimação.

Parece divertido? Fonte

 

— C —

Carraça – É uma conhecida da generalidade dos donos de cães e gatos, no entanto nem todos sabem a quantidade de doenças que estas podem transmitir entre animais e humanos. No entanto deixo aqui um filme sobre a vida desta nossa amiga ectoparasita.

…existem em quase todas as regiões zoogeográficas, parasitando uma ampla gama de hospedeiros como mamíferos, aves, répteis, anfíbios e ocasionalmente podem parasitar o Homem. A crescente importância médica atribuída às carraças advém da aptidão que têm para se fixarem ao Homem e serem vetores de agentes de doença com importância em saúde pública.

Dra. Maria Margarida Santos Silva, Aqui

Outra perspectiva mais realista sobre o ciclo de vida das Carraças:

Literatura online:

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(Causa) Animais VS Activismo de sofá (redes sociais)

Os “donos da verdade”, as “pessoas com coração”, aqueles que pensam que por olhar para a imagem de um cachorro e fazer “like” os seus problemas se resolvem como que por magia…Ahhh, as pessoas boas do facebook e da internet.

Ainda existem, algumas, mas essas de certeza que não se incomodam com as minhas palavras porque a consciência não as vai incomodar. São muitas taças de água na rua, cães com pulgas, sarna e outras doenças, dentadas de gato, idas ao vet, brincadeiras, abraços e beijinhos…

Àqueles que comentam nas fotos de outros coisas como: “tão fofo, mas não posso”, “adoptem-no pessoal!”, “não o deixe ser abatido”, “coitadinho tão inocente”, “bestas sem coração, não fazem nada”, “Assassinos”… Para os donos da verdade, tenho algumas palavras…

Não percebem, e se não percebem, deixem-se estar no silêncio, porque quem faz alguma coisa não suporta as críticas, os maus tratos, a falta de consideração e a falta de apoio. É uma vergonha que os ativistas de sofá se queixem do bem ou mau estar dos animais, que insultem voluntários de associações, e quando são convidados a participar, desaparecem… São piores do que os que passam na rua e ignoram os animais.

São piores do que quem não faz nada, porque de facto não fazem nada e ainda criticam quem deixa a família em casa, os amigos, atraza os estudos, adia trabalhos importantes, para dar de si pelo bem estar dos animais.

Não percebem e criticam porque no facebook, nos sites, atrás do computador é tudo mais fácil. Não sentem as dores nas costas, as lágrimas nos momentos dificeis ou a sensação de ficar sempre algo por fazer… São tantos! Quem lhes dá a mão sabe disso… sabe que são muitos e a ajuda nunca é suficiente… mas é sempre mais e melhor do que a crítica.

O mesmo que vos digo agora, direi cara a cara. O meu blogue tem um nome, tem um rosto e eu não tenho problemas em me sentar frente a frente com quem queira discutir os direitos dos animais ou soluções práticas.

Menos insultos, menos ataques, menos mal estar… saiam da sombra e venham ajudar! Venham dar de comer, procurar lares, procurar amor e quem ajude quem precisa (isto é válido para os animais como é para as pessoas). 

Como dizia hoje uma grande amiga dos animais… pra muitos a única coisa que interessa é que o coração bata. E eu acrescento… para outros basta saberem que alguém fez alguma coisa, e isso garante-lhes a consciência tranquila. Navegam qual parasitas de perfil em perfil, a sugar indiscriminadamente tudo o que vão lendo sem sequer ponderar se será ou não verdade, seguem de foto em foto, a comentar com frases úteis como “que lindo”, “ai se eu pudesse”, “pobrezinho, ninguém o ajuda”… sem terem a noção de que muitas das vezes os comentários que interessam ficam perdidos no meio dessa palha! Sim palha! O cão e o gato não vão ler isso.

Quem  partilha essas imagens pede ajuda, mãos, braços, meios de pagar tratamentos, comida para os animais, famílias de acolhimento ou adoptantes… Compaixão em forma de actos! 

Pobres dos animais e pobre de quem lhes olha no focinho e apenas pode dar higiene, comida e amor.

No final do dia, quem lhes deu esses cuidados, deu mais do que qualquer “activista de sofá”.

Os direitos dos animais não se fazem de facebook, comentários ordinários ou cartas insultuosas.

Fazem-se de sair de casa, perder o fim-de-semana, perder a tarde livre, perder o fim do dia para agir. Os direitos dos animais fazem-se de barriguinhas cheias, de esterilizações, de apanhar cócós (no facebook não cheira mas eles fazem cocó… aos baldes). Os direitos dos animais fazem-se de ideias para tentar garantir o bem-estar e a qualidade de vida de mais um. Os direitos dos animais fazem-se de noites em claro a olhar para uma pequena vida e de lutar para que este um dia possa alimentar-se sozinho e andar por si.

A cada frase que escrevo, a cada linha, recordo uma pessoa que deu de si, da sua vida, do seu ordenado, do seu tempo livre, das idas ao cinema, da tarde no café, da sua família para poder ajudar.

Cada comentário ordinário de quem nunca ofereceu um par de mãos para ajudar, é um comentário que atinge quem perde de facto horas, dias e meses a cuidar de animais doentes, abandonados, deixados a sua sorte.

Percebe-se? Eu não percebo.

Com que direito? Com que direito? Crise vivemos todos… em todos os meses que passei em casa, nunca faltou nada aos patudos. Ninguém é obrigado a dar mais do que aquilo que tem, mas todos temos um par de mãos e apenas uma boca.

Se utilizarem as mãos para ajudar e a boca para dar beijocas aos que precisam, estarão a fazer muito mais do que fazem até a data a encher as redes sociais de lixo.

Um dia vou deixar de ver ofensas e ataques gratuitos… espero ter resistência e saúde suficiente para viver até esse dia. Até ao dia em que as pessoas parem para pensar nos próprios actos, ganhem vergonha na cara, e troquem a crítica por trabalho e soluções úteis.

“Um gesto vale mais que mil palavras”… e infelizmente muitos desaparecem quando são convidados a um gesto.

Adopte um preto, um zarolho, um feio… adopte um animal de estimação especial…

Latidos, lambidelas e os outros…


ADOPTAR

Ainda há uns dias falava com uma colega de trabalho sobre o respeito que tenho àquelas pessoas que não têm animais porque sabem que os bichos precisam de atenção, alimentação, cuidados e carinho.

Quem gosta de animais e tem condições para os adoptar deve manter presente a responsabilidade que é ser o “tutor” de mais uma vida. Deixamos de ter o direito de sair de casa durante dias sem qualquer preocupação, deixamos de poder dormir até meio da tarde e comer qualquer porcaria que apareça no frigorífico, porque para além de nós, existe mais um animal que precisa de cuidados e não pode ser descartado.

Ah… mas nada paga a festa que eles fazem ao chegar a casa, os miados traquinhas, as corridas, as surpresas no roupeiro, os latidos, as lambidelas…

 

SER ACTIVISTA

O activista dos direitos dos animais informa-se, zela pela saúde e bem-estar dos mesmos e da comunidade. O Activista procura no dia-a-dia ter uma atitude consistente com os seus valores, e entre outros, não usa produtos que possam ter provocado dor ou sofrimento em animais (e a lista é vasta).

Não é por soltar um animal, não é por resgatar 2, 3, 4, 90 animais de um canil que vamos ser mais activistas. Se os animais não ficam em segurança, protegidos, ao cuidado de alguém RESPONSÁVEL, continuarão a correr riscos de contrair doenças, de sofrer, de mais cedo ou mais tarde voltar para uma cela fria.

Um cão na rua é um cão condenado a uma vida miserável. Pode ser atropelado, adoecer, ser mal tratado por transeuntes, magoar-se quando procura comida no lixo e nessas situações, são poucas as pessoas que se movem para o ajudar…

 

SER VOLUNTÁRIO

O voluntário compromete-se a ter um trabalho ao qual irá comparecer. O voluntariado abdica de vontade própria “de tardes no café, saidas com os amigos e outras festarolas, por comprometimento com a causa que defende. Ser voluntário é sempre uma atitude de enriquecimento pessoal e no meu caso, ajuda-me a ficar de consciência mais tranquila. Dei o que tinha e um pouquinho mais para os fazer felizes.

 

SER FAT (Família de Acolhimento Temporário)

É de longe das tarefas mais dificeis que existem. Ajudamos um e logo a seguir queremos ajudar outro e outro e mais um, e sabemos que em casa só cabe esse primeiro… pelo menos até encontrar um lar definitivo. A FAT acarinha, alimenta e tenta dar ao pequeno a casa que muitas vezes nunca teve. É um trabalho fantástico, muito bonito, e só lamento não o ter começado a fazer antes. É um TRABALHO, com letras grandes. Tira-nos horas de sono, obriga-nos a uma atenção constante porque nem todos os animais são iguais. No final, aquele miado vale tudo. No final, sabemos que vai abandonar-nos e temos toda a responsabilidade em assegurar que seja para melhor.

 

AS REDES SOCIAIS

E há os que divulgam, passam a palavra, apelam a novos adoptantes, tentam salvar animais… Depois há os outros…

Por mais do que uma vez assisti nas redes sociais a actividades a aglomerados de pessoas que mais não fazem do que semear a confusão ou lamentar-se e questionar realidades que não conhecem pessoalmente.

É fácil ser uma geração à rasca depois de enviar 4 cvs e continuar desempregado (eu cheguei a enviar 50 por mês). É fácil ser militante e activista e não perder a paciência a ser FAT de um cão/gato perturbado por maus tratos, por ter vivido demasiado tempo em ambiente inóspito.  É tão fácil ter um cãozinho de raça com pedigree e mais não sei o quê, que faz chichi na rua, que é educado e mimoso… o difícil é tirar carraças de um animal que foi apanhado na rua e cujos olhos desaparecem entre os bichos. É difícil agarrar e acarinhar um gato assustado depois deste nos enterrar as unhas nos braços (e de as marcas serem visíveis a olho nu uma semana depois). Difícil é limpar os olhos a um cão doente e saber que nós próprios podemos apanhar essa doença, e ainda assim ajudar o bicho… difícil é chegar a casa a cheirar a fezes. Difícil é ver questionado o trabalho de colegas que dedicam horas, dias, anos das suas vidas a ajudar quem não se pode ajudar sozinho …

As vezes o difícil é continuar a andar neste mundo de cabeça erguida enquanto uns destroem o que outros com tanto esforço e dedicação constroem. Se realmente se preocupam, se realmente querem bem, ajudem! Larguem o facebook e as redes sociais e metam a mão na massa! Existem muitos animais abandonados, muitas associações a precisar de mais um par de mãos, muita fome neste país (de animais, de pessoas e de valores)…

Bem haja a todos os que tiram os glúteos do sofá.

O que é uma FAT? O que é um Amigo?

O que é uma FAT? O que é um Amigo?

É mais um dos artigos escritos por mim que apela a uma consciencialização sobre a realidade actual das adopções e das Fat’s de animais. Vivem-se momentos dramáticos e morrem animais sem culpa, a pagar um crime que não é deles. Divulguem.

Esta vossa amiga, conhecida, desconhecida, voluntária, comunicadora, agradece!

Vera Inácio

Boas Notícias: “Animais de estimação «não potenciam» alergia em crianças”

Quanto mais cedo a criança começa a conviver com animais de estimação menores são as probabilidades de ela desenvolver alergias, aponta um estudo publicado na revista especializada Clinical & Experimental Allergy.

Realizado ao longo de duas décadas, o estudo acompanhou 565 participantes expostos a cães e gatos desde o nascimento até completarem 18 anos. Os resultados mostraram que a exposição na primeira infância, em especial no primeiro ano de vida, fez com que alguns participantes desenvolvessem anticorpos contra a alergia.

Adultos cujas famílias tinham mantido um cão dentro de casa durante o seu primeiro ano de vida, tinham 50% menos probabilidades de desenvolver alergias quando comparados com aqueles que não tiveram esse contacto. O mesmo vale para quem conviveu com gatos.

In Diario Digital