Porque é que o amor é complicado

Tenho a certeza de que não sou a única pessoa a pensar sobre o assunto. Dá trabalho conquistar, manter, esperar por um futuro que tem limite. Porque sim. E ninguém quer estar sozinho só porque sim. Ninguém quer perder a fé nas borboletas. Ninguém quer ter um espaço vazio e uma casa a fazer eco quando chega depois de um dia de trabalho.

Porque é que o amor é complicado?

Porque é fácil sentir borboletas na barriga quando o sorriso dele se demora em ti. Toda a fé está posta nas loucuras, nos momentos em que o mundo pára e é só vosso! E é maravilhoso!

Esquecemos todas as vezes em que o coração ficou partido e as lágrimas tomaram conta do nosso rosto.

O amor é difícil por isso mesmo, porque não temos certeza mesmo quando pensamos que temos.

Porque é que o amor é complicado?

Porque todo o amor tem uma fase de deslumbramento e todo o amor nos leva a momentos de monotonia e rotina. Saber lidar com isso também é sentir amor. Saber combater e encontrar soluções, também é amor.

Tudo o que temos é o agora e o que queremos fazer com o “agora”. Se não existir fé, se não existir vontade de mais, de ser feliz, pergunto-me o que fazemos cá?

Sei que o meu coração não é feito de uma única peça. Por mais expostas e pessoais que sejam as minhas reflexões, por mais que falem aquilo que é “meu”, sei que é de todas as peças partidas que se faz a fé no amanhã.

Perguntam-me várias vezes porque é que vamos casar?

Se pensar bem ainda não respondi de forma honesta a ninguém. Respondo hoje a quem quiser ler, na certeza de que o amanhã é incerto.  Quero casar com esta pessoa porque quero viver com ele como se fosse o último dia, quero celebrar o tempo que já passou e o tempo que não sei se eu ou ele temos. Quero celebrar com os nossos amigos e família a maior obra de arte e a “coisa” mais bonita que Ele e Deus me deram, que é o nosso rebento.

Quero sentir o coração cheio e viver a alegria de partilhar a nossa família com o mundo porque a única coisa que temos é o hoje e um coração cheio e sobre o amanhã ninguém sabe. F0dam-se os hipócritas, os corações partidos (porque também já parti o meu e voltei a colar e a partir e a colar, tantas vezes que me esqueci de contar)…

Se sonhar e querer mais fizer de mim uma tola ou uma miúda (é só para acompanhar o aspecto físico)… Sonhar é a única coisa que me mantém a mesma pessoa que carregava uma boneca ruiva pela sala da minha mãe. É a única coisa que me continua a ligar aquela pessoa que aparecia em casa com uma caixa cheia de gatos ou até mesmo à pessoa que fez as malas e foi para Braga atrás da felicidade. Apaixono-me todos os dias, por mim a ser feliz, por pessoas, por sítios, por detalhes. Tomei uma grande dose de #f0da-se# até chegar aqui. Desisti tantas vezes que me cansei de desistir.

Amar é difícil, mas não amar é mais.

 

 

Jogo da Baleia (Rosa)

Olá e boa tarde meus amigos.

Quando me deparei sobre os detalhes sobre o jogo de 50 tarefas de automotilação que termina com o suicídio, já a primeira vítima da Baleia Azul tinha surgido em Albufeira. Sim, aqui mesmo, ao lado de casa.

Felizmente, uma agencia de marketing deciciu num laiovo de inspiração e brilhantismo, criar o jogo da #baleia-do-bem a Baleia Rosa.

Gira, não sou? Clica sobre mim e descobre as tarefas que podes fazer para aderir ao jogo da Baleia Rosa. Começa já! Sê feliz!

A baleia rosa é a soldado que luta no sentido inverso do trabalho feito pela Baleia Azul.  Está cheia de ideias e tarefas positivas que ajudam a trabalhar a auto-estima e o bem estar de quem joga e dos envolvidos no jogo.

No facebook ou na aplicação móvel podemos seguir as várias tarefas e ir postando ou guardando para nós.

Por isso eis a minha primeira tarefa – Escrever no braço de outra pessoa o quanto gosto dela.

 

ps. Sobre a outra, façam um favor, não adicionem pessoas que não conhecem, não respondam no watts a numeros compridos e estranhos, não adiram a grupos esquesitos no face… vamos parar com esta brincadeira de mau gosto.

Visitem antes a Baleia Rosa

Be happy!

Mooc’s – Estudar na internet

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A quantidade de informação que podemos encontrar online sobre determinado tema, é infinita, tanto como o espaço sideral que até hoje se considera em expansão. A grande questão aqui é, saber onde procurar e como ser auto-didata nos assuntos que são do nosso interesse pessoal e/ou profissional.

Uma grande ajuda são sítios que em parceria com Universidades por todo o mundo, compilam cursos que podem ir desde a comunicação e marketing, passando por física, nutrição , línguas, ciências de dados e informática… A oferta é vasta! Este é o pró, o contra é que apesar do acesso aos cursos ser livre, existe um elevado nível de desistências por falta de comprometimento dos alunos. Sem julgamento de valores. Estes cursos apesar de serem muitas vezes observados com olhares duvidosos, obrigam a um forte comprometimento por parte do estudante, principalmente se forem realizados numa língua estrangeira. São realizados testes após a matéria ministrada, existe a avaliação de textos (agora experimentem escrever sobre um tipo de cancro de pele sobre o qual nunca ouviram falar, em inglês, mantendo um raciocínio lógico entre o que foi dito num contexto absolutamente novo). Pessoalmente já experimentei o Coursera e o EDX e gosto de ambos. Apesar dos valores para a certificação, deixarem um pouco a desejar, mas se o fruto é retirado da formação, esse está ao acesso de todos.

Por outro lado existe o Duolinguo que também me agrada bastante por ser uma ferramenta que nos desafia à aprendizagem de línguas, recorrendo a um jogo. É divertido. Não sendo académico, começa a ser reconhecido pelas comunidades de alunos online, como uma ferramenta séria (com algumas falhas, mais recorrentes do que o esperado), mas ainda assim uma ferramenta útil e inovadora.

Meus caros, aceito sugestões para sites de aprendizagem online, principalmente associados a Universidades ou a aprendizagem inovadora.

Tenho o blog de “portas abertas a comentários e sugestões”.

Ao meu “Eu” de 15 anos.

Lembram-se? Foi a 18/09/2007

The brick walls are not there to keep us out; the brick walls are there to give us a chance to show how badly we want something.

Randy Pausch

 

Se eu pudesse escrever uma carta ao meu “Eu” de 15 anos…

Olá! Ora viva, dona das certezas!

O que quer que te leve a optar por um determinado caminho, é escolha tua. O dinheiro, o potencial, a paixão, a opinião de terceiros, não os leves tão a sério… num futuro próximo nada disto te vai interessar.

A escolha de um caminho nunca é fácil e ninguém disse que o seria, mas no início das nossas vidas quando nos perguntam o que queremos ser, ou damos uma resposta genérica que pode ser igual amanhã ou não, ou realmente já descobrimos o que nos faz bater o coração mais depressa.

Optei quase sempre por áreas nas quais um eventual fracasso me deixasse confortável. Tive ofertas de trabalho em ambas, mas não o bater do coração e a vontade de mudar tudo.

Um dia vais acordar e perceber que viver com um amor de infância, sobre o qual realizamos em pequenas coisas do quotidiano, só para abafar o sonho, só para acalmar a consciência, mas que assumimos que nunca conseguiremos ter para profissão, chega a ser corrosivo. E vai por mim, é chato!

Hoje que sou mãe (sim vais ser mãe), daria todos os passos da mesma forma para chegar a onde estou, a aprendizagem foi importante. Foi a única forma de conhecer e chegar às pessoas maravilhosas que conheço e à família que é a minha!

Mas… e tinha de vir um “mas”!

Mas não voltes a permitir que te digam que não és capaz, que não é possível, que é difícil demais. Não voltes a evitar um caminho por medo. O medo cresce com o tempo e alimenta-se da ignorância e da dúvida.

Um dia vais precisar de saber como é percorrer para poder dizer que se correr mal, pelo menos tentaste, mas porque haveria de correr mal!?

Um dia vais precisar de percorrer o caminho para poder mostrar à pessoa mais importante da tua vida que os sonhos são importantes e que devemos “Sim” ouvir o coração.

Vais precisar de percorrer o caminho para poder dizer que nada é gratuito e até o sonho mais recente pode exigir muito trabalho, e as “paredes só estão lá para aqueles que não o querem tanto como tu”! É para isso que servem os obstáculos, não são para ti, são para aqueles que não o querem tanto como tu.

Um dia vais perceber que as tuas primeiras memórias felizes são com cães, gatos, galinhas e que foste uma criança muito feliz aí! Permite-te ser criança de novo! Não te leves demasiado a sério!

Ao meu Eu de 15 anos: Um dia todos os teus medos irão resumir-se ao que és para os que amas e à mensagem que deixas no mundo se hoje for o teu último dia.

Ao meu EU de 15 anos: Aos 31 não vais ter uma empresa (até porque não te interessas grandemente por negócios, apesar das aulas e mais aulas de empreendedorismo), passarás mais tempo a trabalhar de graça do que a ganhar para viver (sim, está na lista de coisas a corrigir), terás uma família grande, étnica, de duas e quatro patas. Não vais ser presidente de coisa alguma até porque tiveste a tua parte de associativismo na faculdade.  Aos 31 vais ser uma pessoa em crescimento e vais ter mais dúvidas e medos do que tinhas com 15 anos, porque agora o mundo não és só tu, e o verdadeiro sentido da responsabilidade é seres o mundo de alguém… mas por isso mesmo o teu eu de 31 anos será feliz.

“Deixa lá, não faz mal!”. Faz pois!

“Gravidez não é doença”, da mesma forma que não ir votar é normal, trabalhar a mais sem receber mais e não reclamar é normal ou esperar um serviço público ineficiente, seja algo corriqueiro. Gravidez não é doença, e muitas vezes com a desculpa de não ser doença as grávidas abrem mão dos seus direitos, tentam fazer mais do que os outros só para mostrar que “gravidez não é doença”, ignorando, com o típico “deixa lá, não faz mal!”. Faz sim! Claro que faz!

Existem lugares prioritários, existem direitos laborais, existem regalias ao nível da saúde e do bem estar materno e da criança que não deviam ser ignorados. De facto gravidez não é doença, não é motivo para “frescura” como dizem os irmãos da terra do sol. E há muita frescura, todos conhecemos situações de “frescura”, nas mais diversas situações (mas de fora é sempre mais fácil julgar). Gravidez não é doença, no entanto, “parvo” é quem não luta pelos seus direitos e deixa que estes sejam ignorados, fechando assim a porta a quem o segue, contribuindo para que esses mesmos direitos desapareçam. Todos temos deveres, cada vez mais, o que nos diz respeito e o que não diz, isso e mais qualquer coisinha, em prol quase sempre de um argumento abstracto. É delicioso na sua ironia. Nem para os nossos somos bons, e que raio de exemplo maravilhoso estamos a dar?

Tens direitos e não os usas? “Deixa lá, não faz mal!”. Faz pois!

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Este artigo tem 2 anos e estava “escondido” nos rascunhos do blog… vejam só!

Quando desconfiar – Procura de trabalho

Sempre ouvi dizer, desde miúda que quem não confia, não é de confiança. Os últimos anos levaram-me, com uma série de chapadas em cheio na honestidade, a desenvolver outra teoria… “Quem não abre o jogo, não é de confiança.”

Muitas vezes ouvimos “aquela voz” no fundo das nossas cabeças e ignoramos. A vontade de trabalhar e de ser activo é tão grande, que ignoramos… Eis algumas experiências que me levam a acreditar que temos de facto de ouvir a nossa consciência e abrir os olhos para o óbvio.

1 – O anúncio espectacular de emprego continua a ser renovado no site de empregos (manda currículo, mas desconfia). Se é assim tão bom porque é que ainda está lá, a ser renovado com datas diferentes, ao longo de uma, duas, três semanas… Qualquer técnico de recursos humanos sabe que publicar um anúncio é sinónimo de ter o email cheio de cvs em horas.

2- Durante a entrevista recusam a responder a perguntas básicas sobre as condições laborais. Perguntas como “que tipo de contrato de trabalho irei assinar”, “qual o vencimento”, “quais as regalias com a posição”, “horário fixo ou rotativo”.

3- Começaste a trabalhar, já estás a fazer uma semana de casa e contrato, nem vê-lo. Desconfia.

4- Os teus colegas fazem piadas do género “mais uma”. “Será que esta aguenta?” Não é bom sinal.

5- As referências online sobre a empresa não são as mais positivas. Lês coisas sobre o espaço, sobre os colaboradores, sobre situações específicas e constatas que afinal…

6- Entre o acordado na entrevista e o dia em que te oferecem o emprego, as regras do jogo mudam. Por exemplo, o vencimento é X, limpo… (Ah mas afinal esse X inclui todos os subsídios possíveis e imaginários. E só ouviste falar disso agora. )

7 – Pergunta referências. Pergunta aos teus amigos. Pergunta aos vizinhos. Pergunta a quem conhece o negócio. Pede feedback a clientes. Eles sabem mais do que tu e podes surpreender-te com revelações muito boas… ou das outras.

8- O anúncio de emprego tem mais erros do que um ditado escrito por um miúdo de 6 anos. Falta de brio também não é a melhor carta de apresentação.

Sinto-me confortável porque sei que aí fora existem muitas, imensas, a maioria, felizmente, de entidades patronais que RESPEITAM e sabem que as pessoas não são números. “Números infelizes” não são produtivos, não dão lucro, não se sentem confiantes para dar o litro e mais cedo ou mais tarde acabam por ficar doentes. Nunca antes se viu uma tão grande taxa de doença relacionada com actividade laboral em Portugal. E ninguém pára para pensar.

Um patrão a sério discute números, reconhece o valor do colaborador e agarra com unhas e dentes os bons! Estima, incentiva, reconhece as horas a mais, reconhece um trabalho bem feito, agradece… Muitas vezes este tipo de energia não é perceptível numa entrevista, mas saber onde queremos ir é meio caminho andado para achar o “tal” trabalho. E convínhamos, trabalhar feliz é bom para ambos os lados!

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Ter ou não ter um Pet Exótico

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Chinchila – wikipedia

Como escolher o pet ideal, ou até mesmo, decidir se devemos ter um animal de estimação costuma ser um dilema para os potenciais donos responsáveis. Digo isto porque fácil é comprar um animal e leva-lo para casa. A complicação vem depois quando nos apercebemos dos custos associados, das necessidades de espaço, higiene, alimentação, iteração e até convívio com semelhantes.

É importante estudar o animal antes de o adquirir. Saber se este é afável e cria uma relação empática com crianças e com outros animais, se é diurno ou noturno, se precisa de passear, se gosta de roer coisas, se necessita de um sistema de aquecimento em terrário, assim como os custos associados a uma alimentação adequada à espécie. Descubra um bom veterinário de exóticos perto da sua área de residência e questione-o sobre a melhor escolha para o seu tipo de vida e agregado familiar. Não compre um animal de forma irreflectida.

Pequenos Mamiferos (ex: Ratos, chinchilas, coelhos, ratazana…) – São normalmente escolhidos por serem pequenos e adoráveis. No entanto há que ter em atenção questões como a reprodução e a energia do animal. No primeiro tópico, pode correr o risco de acabar com a casa repleta de pequenos roedores. No segundo ponto, alguns destes animais gostam de correr, escalar, saltar, e sem esse tipo de activiades não são felizes. Será necessário providenciar o espaço adequado à actividade física de cada espécie. Pode não ser um cão ou um gato, no entanto continua a necessitar de atenção e cuidados.

Repteis (cobras, lagartos, osgas…) – Não são os meus favoritos e exigem um investimento e  manutenção relativamente cara. São bons pets porque como todos os animais de estimação, também têm sentimentos e criam uma relação com o dono. Geralmente ficam confinados em terrários e são alimentados com ração de compra, ratos desidratados e insectos, dependendo da espécie. Não é um tema sobre o qual possa aprofundar grandemente o meu conhecimento, mas devo admitir alguma preocupação referente à adopção destes animais e em muitos casos o abandono dos mesmos. O abandono de uma cobra por exemplo pode ser extremamente prejudicial para um ecossistema, principalmente se não for nativa. É uma grande responsabilidade.

Invertebrados (aranhas) – São tarântulas, a regra do terrário e de não libertar o animal levianamente em qualquer lado, continua a aplicar-se. De resto é um a regra que deveria ser aplicada a todos os animais.

 

Por hoje ficamos por aqui de splinters e de tartarugas ninja… vagamente a falar de bicharada… Até ao final da próxima  semana pretendo aprofundar o tema com mais detalhe… me aguardem.

Recém e Futuras Mamãs | “Compras” online

Bem o título não é tão descritivo como deveria… São páginas online de coisas absolutamente ternurentas, feitas por pessoas que colocam nelas o coração para que nós mamãs e futuras mamãs possamos passear e usar pormenores personalizados ao nosso gosto.   🙂

1 – Zitamina – Tem de tudo! Almofadas, elementos decorativos, carteiras, fraldas com relevos, almofadas de amamentação, tudo lindo e personalizavel! Passem por lá e vejam se estou a exagerar!  zitamina

2 – Pipoka Laroka – Sou cliente, já falei dela antes. Faz porta documentos, kits pré mamã, malas para miúdos e graúdos. A mala mais linda que a minha cria tem, foi feita por esta menina. Nunca encontrei nada igual, mas quando vejo na rua (e já vi) alguém com uma parecida, sei que é a mão da “Pipoka“. Muito bonitas, trabalhos doces, cheios de amor… Vejam só!

pipoka

3 – Fazendo a nossa festa – não é um site de vendas, mas dá um apoio fantástico na organização de “chá de bebé” e festas para os mais novos. Tem de tudo ao nível de decorações. Dicas, truques de organização, conjuntos de decorações…

 

4- Handmade with Love – Bijuteria com significado. É outro sítio onde encontro carinho, dedicação e confiança. Resposta pronta, compra segura e de confiança (de resto como com as outras meninas). Esta página oferece um variado leque de lembranças para a mãe, amiga, madrinha ou padrinho, educadoras, enfermeiras, avós, pessoas especiais da nossa vida. É bijuteria muito especial e causa sempre um sorriso no rosto de quem recebe estes miminhos.

Espero que gostem das minhas sugestões… Lembrem-se que comprar a quem faz com amor e personalizado é sempre melhor e mais especial. Vamos apoiar as famílias. O artesanato.  😉

Felicidades ❤

Dois pés nos “intas”.

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Olá Querida I.

Hoje não é sobre ti, é sobre a tua mãe. Que mais ou melhor faria eu nesta minha entrada nos «inta», do que dirigir-te algumas palavras?

Durante algum tempo e na ausência de um nome, foste o «Gremlin», a criatura sem sexo, indefinida. Provavelmente já nos estão a chamar tudo ao ler estas palavras, mas vais chegar a conclusão de que nos teus pais vive um tremendo desleixo sobre a opinião alheia quando se trata de ti. Sabemos a quem recorrer, quando recorrer e nem eu permito que um de nós «emprenhe pelos ouvidos».

Nesta entrada nos «intas» respiro fundo e ganho coragem para nos próximos anos fazer o meu melhor, porque és tu, minha filha, minha fonte de alegrias e stress. Amo-te sem te conhecer, tremo de medo de te perder sem sequer ter visto o teu rosto. Só Deus e uma mãe podem perceber a dualidade da dúvida e a certeza de que ninguém como eu vai saber o que é melhor para ti. Ninguém, nunca, em situação alguma saberá ser mais ou melhor do que uma mãe que ama o seu filho.

Daqui a 30 anos espero sinceramente ter errado o suficiente para fazer de ti uma grande mulher. Espero ter-te ensinado a pensar. Espero estar ao teu lado para te ver fazer o caminho que TU escolheres. Sinto um profundo terror pela possibilidade de um dia ser uma mãe castradora que não deixa os filhos errar e pensar por si. Que não os deixa… e os filhos precisam disso. Precisam de sair, voar, ser obrigados a viver longe e a decidir por si. Espero que os anos não me tragam amnésia sobre este assunto.

Daqui a 30 anos espero estar cá para te ver ser feliz.

Futebol

Debaixo de um título com a palavra futebol permite-se tudo. Desejar a morte, insultar a mãe, insultar o pai, o primo o avô e o cão até à quinta geração.

O Futebol incomoda-me como qualquer outro fanatismo doentio. Incomoda-me porque entra no meu espaço pessoal, no meu sentimento de segurança física, no agradável do meu espaço online. Incomoda-me como ver imagens de animais mal tratados, mas até para esses há esperança. Não visito “sites da bola”. Detesto. Sinto que me é sugada a energia positiva da mesma forma que me é sugada quando recebo uma carta das finanças. Não preciso visitar sites da bola, basta conviver com pessoas ou ter pessoas nas redes sociais, para ler um chorrilho de insultos, onde até a alma mais sensata mostra os seus limites (ultrapassados) de bom senso.

No fundo sinto-me triste, atraiçoada, por em tempos ter gostado de seguir alguns jogos de futebol.  Era miúda e gostava da euforia dos jogos, da alegria, da emoção, da energia positiva que emanava de um jogo de futebol. Gostava genuinamente. Do Benfica e do Sporting decorei alguns nomes, seguia os jogos e sentia a euforia.

Hoje incomoda-me a facilidade como se deseja a “morte do gatinho”, a “luz a arder”, como se sujam as paredes dos clubes com tinta rasca, como se pega fogo a cachecóis. Incomoda-me como até um jogo a porta de uma loja de venda de tv por cabo, leve as pessoas a insultar os funcionários – como se isso fosse uma atitude normal e corriqueira. Entristece-me ver pessoas por quem sinto algum respeito a dar-se, a prestar-se a figuras e desejar morte online. Debaixo de um título com a palavra futebol, permite-se tudo.

 

Murakami e o fim do mundo

SPOILER * ALERTA * SPOILER * ALERTA

Ao ler um dos livros de Murakami, fiquei presa num pensamento. A consciência da morte é algo que nos persegue enquanto vivemos. Engraçado passar a vida toda com medo da morte – vai acontecer.

No livro o personagem principal acaba por ceder a uma morte física, vivendo para sempre na sua consciência. Seguindo desta forma a linha de pensamento de que se a mente acredita que é verdade, fa-lo ser verdade e a morte deixa de existir. Um minuto de vida no nosso cérebro pode converter-se na eternidade visto que os pensamentos correm em loop de forma desordenada, eles próprios a construir as suas histórias.

Curioso. O que nos assusta não é a inevitabilidade da morte, mas sim a consciência do fim e a dor associada. E se essas duas variáveis desaparecessem da equação e a morte fosse como desligar um televisor?

Comer ou não comer…

Vege quê? Para os que me conhecem não é novidade que mais de 80% da minha alimentação é vegetariana. Tem sido um numero alterado gradualmente. Evito o quanto possa o consumo de carne, abrindo algumas excepções para o peixe (também ele reduzido ao longo do tempo). Nos últimos tempos a juntar aos cortes existentes, fui também bastante restringida ao nível do consumo de comida processada e açúcares. Sinto-me melhor, ponto. E então o que se come?

Come-se de tudo um pouco, dá obviamente mais trabalho do que comprar feito, mas surpreendentemente, dá o mesmo trabalho que cozinhar e é largamente mais barato. Salvo os substitutos processados das proteínas, tais como soja, tofu, leites de soja e arroz, tudo o resto é muito mais barato e com um sabor muito mais intenso.

COMPRAR COMO? Comprar castanhas no mercadinho: numa visita ao mercadinho procuravamos uma melhor oferta em comparação com os alimentos tristes e deprimidos de alguns hipers e descobri em comparação directa que as castanhas compradas há uns dias no super-mercado e as compradas ontem no mercado, tinham uma diferença substancial de tamanho e de cor.  Foram submetidas a uma intervenção com papel de prata, sal e salamandra e o resultado foi espantoso… O mesmo acontece com outros legumes, frutas, ervas armáticas…

É mais fácil e mais seguro gastar 1€ em maracujá para saciar a vontade de comer algo diferente e doce, do que gastar esse mesmo euro em chocolate. O grande problema do chocolate, para além do obvio, é que quanto maior for a quantidade de açucar neste, pior o efeito de gula… Quando comemos fruta, legumes, proteinas, a dada altura ficamos satisfeitos. Com o açúcar não é bem assim. Comemos por gula, pura gula. Ninguém compra um chocolate por fome, tenham lá santa paciência! Tens fome comes uma fatia de pão com manteiga e um copo de café, por exemplo.

“PERCA PESO SEM EXERCÍCIO!” Não vás em cantigas. A única forma de perder peso é gastar menos calorias do que as consumidas: o que na prática significa que se andaste a comer como uma lontra nos últimos anos, agora tens de cortar de forma a não sentir uma fome desmedida. Vais comer, não vais ficar de barriga cheia mas vais ficar satisfeito. Vais deixar o açúcar, porque ele duplica ou triplica a tua vontade de comer junk food, e vais comer coisas que levam o dobro do tempo a mastigar… (faz uma salada de vários tipos de couve, crua, depois falamos…)

Dentro das imensas lutas para perder peso, a minha última teve início dia 05/11/2013, o que significa que daqui  a um par de meses talvez possa ousar em contar-vos sobre o meu peso inicial.

Até a data: – 4,5

IDEIAS: COMO CONSERVAR ALIMENTOS FRESCOS (SÁBADO) ;  Comer o mais perto do natural com  – Felt By Heart