Publicado em Crónica de Um dia

Os rapazes mais giros…

Os rapazes mais giros são os da minha aldeia!

Como aposto que em tempos idos, na agenda do Manuel, não falhava um bailarico à porta do fim-de-semana. E o José? O José juntava-se com o António à porta da escola a mirar aquela cachopa enquanto reunia coragem para a convidar para ir dar uma volta na sua Famel. O Ricardo esse pelava-se por uma boa noite de cartas e cerveja com o pessoal.

Não sentiram o tempo passar e hoje não percebem como ontem era dia de baile e hoje pode ser um dia sem amanhã. Tentam não pensar nisso. Já foram imortais! Já sentiram a vida toda pela frente!

Hoje sentam-se à porta da igreja no final do dia, a ver a “banda passar”, ora alegres, sorridentes, ora mais sérios, questionando o porquê do mundo, a última desgraça no correio da manhã ou o estado do Sporting.

Os rapazes da minha aldeia são os mais giros! São profunda e sinceramente uma imagem memorável de histórias de décadas. São o sorriso que via no rosto do meu avô. São o resultado de gerações apuradíssimas de “alentejanos sem travões” a viver por estas bandas.

Já vos disse que os rapazes mais giros são os da minha aldeia? E já vos disse que se sentam à porta da igreja a ver quem passa, com um sorriso escondido para a troca?

 

Aos “rapazes” de Boliqueime, Paderne e da Mexilhoeira Grande. Os mais giros.

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Madrugadas

Deixei de escrever… deixei de ter madrugadas, deixei de escrever. Hoje antes do castigador relógio realizar o seu tilintar matinal, contou com a companhia de um cerebro inqueto que não me deixa dormir. Calma aos dois…

As madrugadas são péssimas alturas do dia para discutir, sendo optimas para escrever e divagar…

Pudesse eu, conseguir alguma paz e silêncio por gritar ao mundo o que movimenta de forma tão intensa o meu pensamento, fosse essa uma forma de o calar, e teria gritado cada palavra com a liberdade de uma criança que corre pelo parque.

No final de contas não o faço, não o farei, porque não iria surtir efeito e acabaria por ser mais uma forma de chamar a atenção sobre algo que sofregamente exige silêncio.

Guardo-me no final, o direito de pensar, de sentir, de achar, de não querer partilhar… deixei de ter madrugadas e deixarei de as ter quando o silêncio regressar. amazing-736877

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Uma geração que se esqueceu de parar

A evolução do ser humano deu-se ao longo da história sem grandes disparidades para os géneros (ahahahaha, piadinha).

A posição da mulher como cuidadora da família e o trabalho do homem como provedor do sustento do lar, formam postos quase históricos… “Só que não!”

Nas últimas décadas assistimos a uma alteração na atitude feminina que foi “parcialmente” acompanhada pelo sexo oposto… parcialmente digo porque da mesma forma que assisto ao aumento de mulheres a frequentar a universidade e a desempenhar cargos de carreira, assisto também ao aumento de situações de ruptura – psicológica, stress, familiar, laboral.

Nínguém aguenta. Nós mudamos!

Em geral o homem continua a ser encarado como “um ajudante”, alguém que se “esforça” para estar lá e desempenhar papeis que outrora seriam exclusivamente femininos.

E o pior é que nós exaltamos as qualidades de um homem que é Pai, trata do seu lar, compra o fornecimento semanal de alimentos para casa, como se isso fosse algo de extraordinário!

Exemplo prático, se o meu marido decidir cozinhar, tratar da roupa ou levar a miúda ao parque, tem todo o meu incentivo! “Vai amor, força nisso!”

A questão não são só eles que gostam de chegar a casa e sentar no sofá, tomar um banho demorado ou sair com os amigos! Nós também, e ninguém os avisou! Ninguém os avisou que queremos construir carreiras, ter filhos, viver em casas limpas e mudar o mundo! Ninguém os programou para isso porque as nossas mães faziam tudo antes sequer dos meninos terem tempo para colocar as meias no cesto da roupa!

A técnologia avançou, as mulheres seguiram um rumo e os homens, por total ausência da necessidade evolutiva, não perceberam que nós já não estamos na cozinha… a mulher saiu de casa e vai governar o mundo, se não hoje, amanhã, mas isso vai acontecer… porque nós somos as geração que se esqueceu de parar.

Pagamos elevado preço por isso mesmo. Pagamos com tudo aquilo que era exclusivamente nosso, pagamos com rótulos e insultos, pagamos com olhares de desdém e acusações de “má mãe”, “ambiciosa”, “egoista”…

Isto tudo para nos obrigar a andar só porque descobriram que não queremos deixar de correr, parece injusto, não parece?

Darwin explica. 😉

Para ler e reflectir…

“Amamos mulheres! Desde que elas se depilem totalmente a ponto de parecerem crianças. Sim, vaginas “infantis” são ovacionadas. Nenhum pêlo! Que nojo mulher com pêlo! Mulher tem pêlo? É sério? Depilação com cera, por favor! E finge que não dói.
Amamos mulheres! Essas divas. Mas parto normal, não. Vai estragar o brinquedinho? Vagina de cocotinha, lembra? Vagina de cocotinha não é capaz de colocar uma criança no mundo. Cirurgia, por favor!

Amamos mulheres! Com peitos durinhos. Põe silicone, ué! Uma cirurgia a mais, uma a menos, não faz diferença. Peitos que jorram leite pra alimentar um bebê? Isso existe? Com tanta latinha na farmácia… Não, amamentar, não. Que pretensão é essa de poder produzir o alimento do seu filho? Seca, leite. Você não consegue. Peito é pra fins sexuais. Apenas. Servidão.

Amamos mulheres! Que nojo de menstruação… Mulher menstrua? Sangue? Ai, vou desmaiar. Esconde esse absorvente. Shhhhh. Ninguém pode saber que sai sangue de você todo mês. Tem jeito de não menstruar. Vai! Faz isso! Que nojo! Hormônio pra dentro. Tá tudo bem.

Amamos mulheres! De barriga chapada: por que a sua não é? Lipoaspiração. Abdominoplastia. Cinta que tira o fôlego. Tudo a seu favor. O que não vale é ter a sua própria barriga. Onde já se viu? Que audácia amar seus pneuzinhos!

Amamos mulheres! Mas essa vagina não é igual ao do filme pornô. Vai lá! Tem cirurgia íntima! O Brasil é recordista mundial em cirurgias íntimas femininas. Uma cirurgia a mais, uma menos… Mais uma dose de cirurgia, por favor. Labioplastia ou ninfoplastia. Ninfo. Aproveita que também existe clareamento anal. Tudo rosinha. Ninfo. Rosinha. Sua vagina não serve. Nem seu ânus.

Amamos mulheres! De sobrancelha feita, cabelo pintado, escovado, maquiada, com esmalte, depilada, vagina e ânus rosadinhos, salto, sem menstruação, sem leite jorrando do peito, sem ver um filho passando em sua vagina. Mulheres… Cirurgias. Protudos pra maquiar. Naturalidade feminina? Nojo!

Amamos mulheres! Doces. Já tomou seu rivotril hoje? Gritou? Tá louca. The mad woman in the attic. Mulheres. Jovens. Eternamente. Um fio de cabelo branco é sinal de desleixo. Compra tinta, maquiagem, faz cirurgia, toma hormônio, rivotril, sinta a dor de cada pelinho sendo arrancado com cera quente. Vai em frente!

Amamos mulheres! Jovens, maquiadas, moldadas, dormentes, lipoaspiradas, siliconadas, alisadas, clareadas, refinadas, “limpas”, de salto – nem sua altura serve! – desumanizadas, anestesiadas para a próxima cirurgia. São tantas Galateas…

Amamos mulheres! Já viu o ‘the perfectv’? Novidade no mercado. Iluminador para a vagina. Rosa. Iluminada. Ninfa. Cocotinha. Depilada. Infantil.

Amamos mulheres! Desde que elas não sejam mulheres. Apenas estátuas moldadas. Apenas Galateas esculpidas por Pygmalion. Sem vida. Estão todas dopadas. Seja por remédios ou pela mídia.

“Gostamos de mulheres femininas”: mentira! Porque vocês odeiam tudo o que é feminino: pêlos, sangue, parto, leite, cheiro natural de vagina, cores e sabores. Vocês não gostam de fêmeas. Vocês gostam que mulheres performem feminilidade. A qualquer custo. Que não sejam elas mesmas. Chora, Galatea. Em silêncio pra não incomodar.”

 

Encontrado aqui (Rodrigo Oliveira)

O texto não é meu, foi partilhado pela Eviling Ferreira (como sempre partilha estes achados maravilhosos), é digno de ser partilha uma e outra e outra vez.

 

Amamos Mulheres

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Inteligência emocional

As pessoas emocionalmente inteligentes escolhem:

– Trabalhar de forma consciente a paz interior (e isso da trabalho e exige disciplina);

– O afastamento de drama desnecessário;

– Admitir que também são seres humanos, com a capacidade de cometer erros e admitir quando os cometem;

– Sabem ouvir o seu corpo quando este lança os devidos alertas;

– Evitar a drenagem da sua energia;

– São naturalmente “problem solvers” – pragmáticos mas com sensibilidade para perceber as capacidades limitações de cada situação;

– Escolhem ser, sentir e viver, porque sabem que o tempo é um recurso finito, sabem que momentos são futuras recordações, estão conscientes de que a vida é um empréstimo.

São pessoas em mutação e crescimento constante.

Inteligência emocional é dos recursos mais dificeis de gerir, porque apesar da consciência de que as emoções não passam de reações químicas, a verdade é que em determinada altura já todos nos perdemos o controlo.

Lembrem-se, é uma construção, um caminho. 😉

Be happy

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Dia 51/367 True colors, Trolls

A música tem alguns anos, o conceito de “Trolls” como criaturas felizes e coloridas de cabelo espetado data da minha infância… 90’s portanto. Não esperava uma surpresa tão agradável, mas a verdade é que os classicos encaixaram muito bem naquill que pode ser para alguns um exagero de cor… Coisas de filmes de animação. Mas como me recuso e ficar “antiga” … Vi na mesma.

É mais um trabalhos simpático da DreamWorks.

Vejam! 😉

“Happiness is inside You!”