Amamentação

Depois de ler um artigo sobre a amamentação, fiquei a pensar no tema do ponto de vista da minha própria vivencia.  Há uns anos, ainda miúda cheguei a olhar para a amamentação como algo que roçava a invasão do meu foro íntimo. Não estava preparada para ser mãe, era uma criança e a minha cabeça não concebia tal acto.

Quando fiquei grávida algo mudou. Algo no instinto, cá dentro na fonte animal da maternidade. Esquecemo-nos que somos bichos. Quando a I nasceu, todo o meu amor, atenção, desejo e vontades se voltaram para o querer ser eu a ajudar aquela criança a crescer, acarinhar e proteger. Fui eu quem a gerou e queria alimenta-la. É instintivo.

Se alguém disser que é natural, que é fácil, que isto e que aquilo… provavelmente irei acenar e sorrir. O que parecia fácil não foi e senti-me muitas vezes sozinha, como ainda me sinto, perante aqueles e principalmente aquelas que me deviam dar a mão e dizer que estão ao meu lado.
A amamentação é um acto de amor que se multiplica. A amamentação pode ser difícil, mas será sempre mais difícil não amamentar (pelo menos pra mim). Será mais difícil se ao invés de termos o apoio dos nossos pares, formos brindadas com desmotivação e constantes incentivos a desistir. Causa uma profunda magoa a arrogância de não ser pensar no que de facto é melhor para mim e para a I. Causa mais magoa ainda o maior apoio e voto de confiança vir de desconhecidos e dos profissionais de saúde.
Escrevo isto não para me queixar, mas porque sei que não estou sozinha e muitas mães podem desistir sem saber disso.
Mamã que queres amamentar:” Nada substitui o teu leite e um biberão nunca será uma maminha”.

Como li há uns dias:” Muitas mulheres gostariam de ter amamentado. Muito poucas mães que amamentam gostariam de ter dado leite artificial.
Procura uma CAM e não desistas que cada dia é uma vitória e um dia vais olhar para trás e ver um longo caminho percorrido. 😉
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