Dois pés nos “intas”.

10407890_10153339700357516_9193090431994266826_n

Olá Querida I.

Hoje não é sobre ti, é sobre a tua mãe. Que mais ou melhor faria eu nesta minha entrada nos «inta», do que dirigir-te algumas palavras?

Durante algum tempo e na ausência de um nome, foste o «Gremlin», a criatura sem sexo, indefinida. Provavelmente já nos estão a chamar tudo ao ler estas palavras, mas vais chegar a conclusão de que nos teus pais vive um tremendo desleixo sobre a opinião alheia quando se trata de ti. Sabemos a quem recorrer, quando recorrer e nem eu permito que um de nós «emprenhe pelos ouvidos».

Nesta entrada nos «intas» respiro fundo e ganho coragem para nos próximos anos fazer o meu melhor, porque és tu, minha filha, minha fonte de alegrias e stress. Amo-te sem te conhecer, tremo de medo de te perder sem sequer ter visto o teu rosto. Só Deus e uma mãe podem perceber a dualidade da dúvida e a certeza de que ninguém como eu vai saber o que é melhor para ti. Ninguém, nunca, em situação alguma saberá ser mais ou melhor do que uma mãe que ama o seu filho.

Daqui a 30 anos espero sinceramente ter errado o suficiente para fazer de ti uma grande mulher. Espero ter-te ensinado a pensar. Espero estar ao teu lado para te ver fazer o caminho que TU escolheres. Sinto um profundo terror pela possibilidade de um dia ser uma mãe castradora que não deixa os filhos errar e pensar por si. Que não os deixa… e os filhos precisam disso. Precisam de sair, voar, ser obrigados a viver longe e a decidir por si. Espero que os anos não me tragam amnésia sobre este assunto.

Daqui a 30 anos espero estar cá para te ver ser feliz.

Anúncios