Amor com bigodes

Num subtil ronronar prendemos os olhos nela. Faz-nos recordar o porquê de seremos tantos. Nos e eles. Tantos aqueles a quem damos amor diariamente.

O que começou por uma siamesa louca, transformou-se no amor incondicional por uma espécie. A Nina foi a última. É doce, endiabrada e surpreendentemente inteligente. Capta as nossas acções e muitas vezes é apanhada em momentos de tentativa de repetição do que nos viu fazer. É doce, observadora e ganha a família toda entre ronrons e curtos miados agudos. É a mais doce. Roça, brinca, conversa quando lhe convém. Beija muito os irmãos. Por vezes beija tanto que parece querer remover todo o pêlo numa lambidela.

É um doce, e angustia-me a quantidade de gatas, Ninas, abandonadas, doces como ela, nas ruas, nos gatís de abate, entregues à sua sorte. É um amor, esteve em fat durante quase um ano, ninguém a quis. É preta, tartaruga, é vulgar. O que as pessoas não sabem é que ela usa rocas, bolas e brinquedos de corda como uma criança de dois anos. Adormece ao nosso lado ou conversa como se discutisse a crise no médio oriente. A Nina e o Jorginho são hoje família.

Nina- gata preta

 

 

O Gata Preta fez ontem 5 anos. Obrigada ❤

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