Publicado em Opinião, Texto

Murakami e o fim do mundo

SPOILER * ALERTA * SPOILER * ALERTA

Ao ler um dos livros de Murakami, fiquei presa num pensamento. A consciência da morte é algo que nos persegue enquanto vivemos. Engraçado passar a vida toda com medo da morte – vai acontecer.

No livro o personagem principal acaba por ceder a uma morte física, vivendo para sempre na sua consciência. Seguindo desta forma a linha de pensamento de que se a mente acredita que é verdade, fa-lo ser verdade e a morte deixa de existir. Um minuto de vida no nosso cérebro pode converter-se na eternidade visto que os pensamentos correm em loop de forma desordenada, eles próprios a construir as suas histórias.

Curioso. O que nos assusta não é a inevitabilidade da morte, mas sim a consciência do fim e a dor associada. E se essas duas variáveis desaparecessem da equação e a morte fosse como desligar um televisor?

Anúncios

Autor:

Eu sou a Vera e tive uma grande amiga que entretanto foi para o céu dos gatos... A ela seguiu-se a Siamesa... agora tenho um casal de pretos e uma tricolor louca que devora decorações de natal e fitas. Como sou criativa, a minha pegada digital começou em finais dos anos 90, ainda o upload de material era um terror e o "Terravista" um Sucesso. Gosto de novas tecnologias em particular de redes sociais. Sou caótica, desconheço o conceito de timming. Não como caracóis, carne e/ou favas. Não faço despedidas.