Vivemos assim

Os políticos com as culpas de que não saímos da zona de conforto (e eu que já me esqueci do que é uma zona, quanto mais de conforto), as escolas que nos pedem um maior esforço económico e a mania do “chico-espertismo” comum no meio disto tudo.

Continua a ser premiado o amiguismo, a cunha, o trabalho medíocre, a falta de respeiro pelo trabalhador, a remuneração abaixo dos mínimos nacionais.

Estamos num estado de desgraça em que o argumento da suposta mais valia que o trabalhador deve trazer para a empresa, passa a ser desculpa para que a empresa em si use e abuse dos direitos do trabalhador, e por caminho ainda os faça sentir como se devessem sentir-se agradecidos por trabalhar a ganhar 300€, num horário de tempo inteiro. É assim que vivemos.

Depois de anos e anos a estudar, depois da constante manutenção para saber mais e para nos mantermos atualizados.

No meio disto tudo os nossos direitos passaram a ficar “tortos”, distorcidos e a tresandar  a marosca.

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