Porquê um gato?

Nascem pequenas bolas de pêlo e transformam-se em filhos de quatro patas que nos seguem e acalmam a irracionalidade do quotidiano. Um gato vai aconchegar-te a alma nos dias de sofrimento e partilhar as alegrias com brincadeiras nos dias de “sol”. É um amigo que como os verdadeiros amigos de duas patas, não se vai dignar a abanar o rabo em todas as situações e não vai temer o confronto.

Um gato insatisfeito ou triste com a tua atitude vai mostrar-te que te “portaste mal”. “Sou um gato! Se querias um amigo sem personalidade, optavas por um peixinho dourado!”

O gato vai sentar-se ao teu lado enquanto trabalhas. De facto é bem provável que se sente ao teu lado, por baixo da cadeira, por cima do computador, em frente aos teus olhos, até que o faças ver que realmente tens de terminar o que estás a fazer. Na pior das hipóteses vais acabar a escrever um documento com uma mão e a massajar o gato com a outra.

O gato vai amar-te sem te idolatrar e vai deprimir e definhar no dia em que o abandonares. O amor é assim.

O gato vai sentir quando algo não estiver bem e vai parar a olhar para ti à espera que fales com ele, ainda que não perceba nada. Deitar-se-á ao teu lado na cama até que estejas pronto para enfrentar o dia, a vida e a luz lá fora…

Tenho 3 gatos! Todos os 3 muito diferentes e todos eles ridiculamente felizes com as suas vidinhas santas.São os actores principais em momentos hilariantes que podem variar entre uma corrida com o rabo insuflado após um susto, uma queda de objectos em dominó ou apenas uma bincadeira com o dono. São amigos fantásticos, companheiros para a vida, aparte das suas asneiras, o seu maior defeito é terem vidinhas tão curtas.

Para os gatos da minha vida.

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