Já não gosto mais de ti

pensamentos catatónicos (253)

já não gosto mais de ti

“Quando somos crianças e nos zangamos com alguém, a primeira ameaça que nos vem à cabeça é dizer-lhe “já não gosto mais de ti”. Parece estúpido, até porque à partida ninguém consegue deixar de gostar de alguém de um momento para o outro e só porque sim. O problema é que consegue, e é o Amor que nos ensina isso. Num dia alguém diz que nos Ama ardentemente, no dia a seguir nem por isso. Temos razão enquanto somos crianças, e quando crescemos escondemos a nossa própria verdade. Talvez por uma questão de defesa da sanidade mental. Alguém não gostar de nós é normal, alguém deixar de gostar de nós é fodido. É por isso que o Amor é difícil e é por isso que é uma luta.”

Diz o Bagaço (IVAR)

 

Não é fácil, nem tão pouco uma ciência e isso ajuda-me a perceber acontecimentos passados e momentos de saturação de outras pessoas. Apaixonamo-nos por uma pessoa e as vezes voltarmos a olhar, numa segunda vez e essa pessoa deixou de ser quem era. O esforço, a luta, a aposta em algo melhor, em evitar a monotonia, em não se deixar afundar é essencial para manter o sentido e o charme do amor. O amor não deve ser aborrecido, deprimido e stressado. Para isso, temos a vida. O amor serve para ser o contrário disso tudo. Para não nos dar certezas, para hoje ter e amanhã não, para sonhar, investir e planear. Nunca para ficar enterrado no sofá dias a fio, sem energia, desleixado e a deprimir. Isso não é amor, é desistência. O amor pode aceitar defeitos, brilhar com as qualidades, viajar o mundo todo à procura do seu par, irritar-se, chorar, ficar feliz… não pode é acomodar-se e deprimir. Isso não é o amor, é desistir.

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