Artur Agostinho

Artur Agostinho | 26.12.1920-22.03.2011

 

Está na prateleira. O livro que comprei e nunca li. Quero dizer, li duas ou três páginas que não me obrigaram a uma captura dos sentidos. Era um policial. Não foi grande escolha. Admirava-o e admiro por partilharmos a mesma área… ele com mais anos, incomparável experiência e qualidade.

Lembro-me dele na escola. Era dia de certame. Falava-se de comunicação, jornalismo e futuro. Naquele dia, fez parte de um dos painéis de convidados. Estávamos quase todos fascinados a ouvi-lo falar. Um misto de avô e modelo para nós, os futuros jornalistas. Uma geração inteira de sonhadores a olhar para quem já havia devorado gerações inteiras de informação, experiências, notícias, choros e sorrisos.

Mais tarde cruzei-me com ele nos bastidores da gala, no cine-teatro… iria ser distinguido com um prémio carreira.

Terá sido em 2006? 2007? Quem sabe 2008? Não me recordo ao certo. Volta-me à memória a imagem calma, serena de Artur Agostinho. Passou-me pela cabeça que na dele moravam inúmeras histórias e experiências… que sorte Artur!

 

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