Desta vez passamos a tabuada

As corridas…

As construções de fim de tarde, as opiniões sobre o espectável e o não espectável. Desta vez passamos a tabuada. O recto e o concreto, as somas e os números, estáticos de quem escreve, conta, de quem lê.

São sempre os números o que me incomoda. Os números do tempo que falta, os números das contas, o números de grãos de areia na ampulheta, o número de quilómetros, o numero de dias, o número de pessoas… falta, sobra… não há tabuada que me console a angustia destes números.

Já em miúda, quando ainda gostava de números, de raciocínios lógicos, de contabilidade de espaços e áreas, os números começavam a dar de si. O tempo que nunca chega e que quando deve cair do cadafalso e declarar o seu fracasso , teima em estender-se e ser elástico… números, é o que vos digo, o problema está nos números.

Proponho a abolição dos números! Quem está comigo?

 

 

PS. Já há muito que não faço a pergunta!

E tu? Já te apaixonaste hoje?

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