saudade que aperta

Em determinadas alturas do ano, o caos está em todo o lado, não há modo de conseguir ordenar o que quer que seja. A juntar a falta de espaço, a roupa, os adereços, as recordações, os livros, apontamentos, folhas, canetas, tigelas… Ela tinha sempre várias tigelas espalhadas pela casa. Na casa em si, no apartamento, nos cantinhos onde gostava de estar. E eu sempre gostei de lhe deixar o espaço em condições para que ela se sentisse bem.

Hoje guardei as últimas tigelas dela. Não quero falar, não há nada a falar. Sinto a falta dela. Não quero outro gato, sinto a falta da Pantera.

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