o antónimo emocional

aquela enervava-me mais. Era morena, cabelo ondulado, bem feita. Simpática? Comigo nem por isso, mas diziam que sim. Trazia-me aliás a ficar intrigado com o facto do seu feitio se deteriorar exactamente quando eu aparecia.
Começava a dar-me bem com toda a gente, já dizia uns disparates bem recebidos e logo a “miúda” que me começava a desregular os triglicéridos é que parecia não simpatizar de todo com a minha pessoa, sem razão aparente ou pelo menos por mim compreendida...”

“Viria mais tarde a explicar-me o motivo da evidente embirração: reagia assim precisamente porque lhe agradava. E depois dizem que nós somos cegos aos sinais…”

“Com uma mulher todas as explicações são possíveis.”

em “cuidado ao abrir”

As vezes o porquê não interessa. A consciencia da realidade também pouco dirá. A soma das partes talvez… Se isto ajudar a explicar a expressão “bulias-me com os nervos”, então parte do objectivo foi cumprido.

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5 thoughts on “o antónimo emocional

  1. As pessoas, em geral, sofrem de problemas de expressão. O principal problema é pensarem que se fazem entender através de reacções parvas completamente antagónicas àquilo que pretendem (raios! eu sei mesmo disto!)

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