Ausência

Nos passos sem a consciência que nunca chegaste a desenvolver, acelerava o compasso sem saber bem porquê.

Durante estes meses, com brincadeiras mais ou menos sérias com outras personagens, nunca me dei ao trabalho de tentar perceber o motivo desse desconforto na sua presença. Não seria de todo “desconforto”, incomodo, mas bulia-me com os nervos. Click! Liga-se o sorriso à corrente da presença. Liga-se a gargalhada a pequenas acções e volto a ter 15 anos.

Hoje, sem mais demoras nem senão, como a menina do café que todos os dias à mesma hora toma a meia de leite e o croissant, hoje não te volto a encontrar no mesmo sítio, tão pouco à mesma hora.

Já não tenho idade para isto, para surpresas e ausências sem mais nem senão! E um dia perco a capacidade de construir castelos no ar disfarçados de timidez. Não sei quanto ao resto, mas dei pela tua ausência.

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