Publicado em OUTROS

Nunca gostei de horários. Marcações, reuniões, datas que delimitam acontecimentos. Devo admitir que o conceito me deixa um pouco angustiada. Cria automáticamente aquela sensação do “falta x para y”. Aumenta a ansiedade e naturalmente a minha propensão para o disparate. Não gosto de horários do mesmo modo que não gosto de despedidas ou de olás muito efusivos (especialmente de pessoas que sei que não sentem a minha ausencia).

O meu “relógio pessoal” faz questão de alertar para a altura em que me devo dignar a fazer o reconhecimento de território alvo dessa saudade desmarcada.

Não gosto de despedidas nem de “Olá” efusivos porque gosto de pensar que a qualquer momento posso encontrar aqueles de quem gosto, nem que tenha de passar seis horas num autocarro fedento  em que os bancos têm mais pastilhas que a calçada da baixa. Não gosto mesmo de despedidas.

(Já tinha falado disto antes, mas apetece-me sublinhar a ideia.)

Seja como for, é só para concluir que já faltou mais para vos reencontrar. Quando menos derem por isso, estou aí a porta com a fézada toda para ir abancar no PT.

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Autor:

Eu sou a Vera e tive uma grande amiga que entretanto foi para o céu dos gatos... A ela seguiu-se a Siamesa... agora tenho um casal de pretos e uma tricolor louca que devora decorações de natal e fitas. Como sou criativa, a minha pegada digital começou em finais dos anos 90, ainda o upload de material era um terror e o "Terravista" um Sucesso. Gosto de novas tecnologias em particular de redes sociais. Sou caótica, desconheço o conceito de timming. Não como caracóis, carne e/ou favas. Não faço despedidas.