Nunca gostei de horários. Marcações, reuniões, datas que delimitam acontecimentos. Devo admitir que o conceito me deixa um pouco angustiada. Cria automáticamente aquela sensação do “falta x para y”. Aumenta a ansiedade e naturalmente a minha propensão para o disparate. Não gosto de horários do mesmo modo que não gosto de despedidas ou de olás muito efusivos (especialmente de pessoas que sei que não sentem a minha ausencia).

O meu “relógio pessoal” faz questão de alertar para a altura em que me devo dignar a fazer o reconhecimento de território alvo dessa saudade desmarcada.

Não gosto de despedidas nem de “Olá” efusivos porque gosto de pensar que a qualquer momento posso encontrar aqueles de quem gosto, nem que tenha de passar seis horas num autocarro fedento  em que os bancos têm mais pastilhas que a calçada da baixa. Não gosto mesmo de despedidas.

(Já tinha falado disto antes, mas apetece-me sublinhar a ideia.)

Seja como for, é só para concluir que já faltou mais para vos reencontrar. Quando menos derem por isso, estou aí a porta com a fézada toda para ir abancar no PT.

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