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Mundo real!?

“Eu sou tudo aquilo que a sociedade dita que eu deveria ser. Uma menina bem comportada. Sou o que supostamente é correcto. Domesticada até mesmo dentro das mais loucas acções de rebeldia. Convenceram-me tão bem de que certo conjunto de regras é o melhor para mim e para o meu bem-estar, que troquei a minha felicidade e os dias com um sorriso na cara, por algo que me deixa até a data a sentir profundamente vazia, desvalorizada e miserável. Pior, não vou mudar nada porque supostamente este é o mundo em que vivemos e para vivermos no mundo real não nos podemos sentir felizes. Quão ridículo é isto?”

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Autor:

Eu sou a Vera e tive uma grande amiga que entretanto foi para o céu dos gatos... A ela seguiu-se a Siamesa... agora tenho um casal de pretos e uma tricolor louca que devora decorações de natal e fitas. Como sou criativa, a minha pegada digital começou em finais dos anos 90, ainda o upload de material era um terror e o "Terravista" um Sucesso. Gosto de novas tecnologias em particular de redes sociais. Sou caótica, desconheço o conceito de timming. Não como caracóis, carne e/ou favas. Não faço despedidas.

2 opiniões sobre “Mundo real!?

  1. Ouve lá, a sintonia está em alta. Vinha no carro, quase a chegar a viana, e em que pensava eu?
    A sociedade dita que devemos ser formadas, e não pode ser num curso qualquer, numa qualquer área; devemos ter aquele peso x, aquela figura y; devemos seguir as tendências da moda e/ou estar na moda; devemos ter uma relação estável, ter filhos dentro dos prazos que consideram ideais ou normais; devemos ter uma carreira assim e assado, bem como uma casa digna de aparecer na Caras ou o raio que nos parta a todos. E quando se faz luz, percebemos que não temos nada do que a sociedade nos dita. Não somos infelizes por isso. O que é mais importante, afinal?

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    1. No final de contas, a pressão é tão grande que mesmo que te aceites como és e que essa trampa toda não tenha assim tanto impacto no teu ser, acaba por ser uma pescadinha de rabo na boca porque as vozes hão-de se insurgir e reclamar que não podes ser feliz se não estás nos padrões…
      Concordo contigo… e quem não concorde, que faça o teste. Namorar um tipo com o 9º ano, ignorar o diploma e abrir um café, fazer trabalho voluntário num canil ou num centro de dia… experimentem… depois contem-me como foi.

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