Publicado em OUTROS

Passei o dia a ler sobre o impacto da morte na vida ou na qualidade de vida e sanidade mental dos idosos. A caminho de casa, num momento estúpido, vejo a vida passar-me a frente. Cheguei. Não fui para casa. Perdi a conta do tempo que fiquei no jardim a pensar em como foi possível? Como? Porquê? Eu tenho tanto cuidado! Estava cansada? Distrai-me? Fui eu? Foi ele? O que é que se passou ali? E se isto me volta a acontecer? Levantei-me do banco de jardim e fui a um sítio onde me sentia em casa e onde caminhava com um sorriso na cara. Não me senti em casa, nem sequer consegui sorrir. Precisei de duas horas para conseguir chorar. Amanhã tenho de passar por aquele sítio de novo e estou apavorada.

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Autor:

Eu sou a Vera e tive uma grande amiga que entretanto foi para o céu dos gatos... A ela seguiu-se a Siamesa... agora tenho um casal de pretos e uma tricolor louca que devora decorações de natal e fitas. Como sou criativa, a minha pegada digital começou em finais dos anos 90, ainda o upload de material era um terror e o "Terravista" um Sucesso. Gosto de novas tecnologias em particular de redes sociais. Sou caótica, desconheço o conceito de timming. Não como caracóis, carne e/ou favas. Não faço despedidas.