Passei o dia a ler sobre o impacto da morte na vida ou na qualidade de vida e sanidade mental dos idosos. A caminho de casa, num momento estúpido, vejo a vida passar-me a frente. Cheguei. Não fui para casa. Perdi a conta do tempo que fiquei no jardim a pensar em como foi possível? Como? Porquê? Eu tenho tanto cuidado! Estava cansada? Distrai-me? Fui eu? Foi ele? O que é que se passou ali? E se isto me volta a acontecer? Levantei-me do banco de jardim e fui a um sítio onde me sentia em casa e onde caminhava com um sorriso na cara. Não me senti em casa, nem sequer consegui sorrir. Precisei de duas horas para conseguir chorar. Amanhã tenho de passar por aquele sítio de novo e estou apavorada.

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