(Not yet) Over my head

Tão perfeitamente organizada e focada… levanta-te e vamos lá fazer de conta que está tudo bem, que está tudo perfeito e oferecer a este mundo o melhor sorriso que tens… e continuo a caminhar e a tentar sair desta apatia e tentar resgatar um sorriso levado pela … falta que sinto de ti. Ora aqui está, disse-o, sinto a tua falta. Onde andas tu? (E tantos “tus” de quem sinto falta.)

Continuo e acelero o passo, o caminho é longo e a música está alta. Neste momento só preciso dos olhos para saber onde por os pés, mas podia bem fazer este caminho sem qualquer luz.

Fecho os olhos. Silêncio, ando, ando, ando, cheiro de ervas, barulho de um rebanho de ovelhas e dos cães, ando, ando, ando, cheiro a terra molhada ao fim da tarde, o cheiro daquela vinha, ando, ando, ando, e volto a pensar nisto.

Só espero chegar a casa suficientemente esgotada para cair na cama e fundir-me com os lençóis para acordar só amanhã. Livre destes pensamentos e da falta que me fazes.

Esgoto-me no alcatrão e sei que amanhã será um novo dia, sempre mais fácil do que o anterior e não há-de ser nada.

Espero que não fiquem deprimidos mas hoje era capaz de tomar um banho de “the Fray” e ficar o dia todo enterrada em mantas, baldes de gelado e granizados de vodka com morango (Morangoskas). Era uma pessoa tão feliz se assim fosse!

“I never knew
I never knew
that everything was falling through
That everyone I knew was waiting on a queue
To turn and run
when all I needed was the truth
But that’s how it’s got to be
It’s coming down to nothing more than apathy
I’d rather run the other way than stay and see
The smoke and who’s still standing when it clears

When everyone knows I’m in
Over my head
Over my head
With eight seconds left in overtime
She’s on your mind
She’s on your mind”

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