Fecho os sorrisos num livro, pequenos contos, histórias de fadas, de falas, de farsas, acordadas entre suspiros de primavera.

Sento-me, sinto-me e olho o horizonte a espera de uma qualquer revelação, uma qualquer verdade empírica.

A praia está vazia, pintada de amarelos torrados, verdes secos, céu e mar em cinzas desconcertantes. Espumas.

Um vazio. Esse vazio! O mesmo vazio que é irmão daqueles silencio ensurdecedores que nos deixam à beira da loucura.

São estas bermas. Estes barulhos que me fizeram uma falta imensa. A falta e a saudade que só quem nasce perto do mar jamais irá perceber.

No melhor dia do ano. No pior dia do ano.

Não fico muito tempo. Fico o tempo suficiente para me certificar que a ordem natural das coisas se manteve. Sempre se mantém.

Até ao dia.

Vera Inácio

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One thought on “

  1. Li este texto no outro dia, mas não comentei na altura…
    Posso dizer-te agora que adorei. A descrição de um sentimento… que partilho. E conheço tão bem. Podia dizer tanto, mas remeto-me ao silêncio.

    Isto vai roubado daqui… não há forma de colocar nos meus favoritos, mas há forma de o registar.

    Beijo, VI.

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