Dia do Pai (II)

Isto do ser Pai é uma ciência muito complexa. Não que ser mãe seja fácil, não que eu saiba como é ser mãe ou pai, por motivos óbvios.

Naturalmente as mulheres têm nove meses de vantagem perante os homens para construir uma relação com as meninas e com os meninos. Quando a criança vem ao mundo, grande parte do trabalho da mãe está feito e vai sendo consolidado com aqueles actos rotineiros como a alimentação, os banhinhos, as idas ao médico. Que quer queiram quer não, aparte da amamentação, existem biberões e muitos pais pura e simplesmente passam essas funções para as mães – quando não são elas que monopolizam a coisa (o que não é desculpa para aqueles pais que “deixam andar”).

Os Papas servem para muita coisa, e fazem muita falta, a todos.

Faz falta a presença do papá nas audições de piano, nas saídas para o estrangeiro, no início/fim do primeiro namoro, um incentivo, uma palavra, a segurança…

Existem bons, existem os maus e os que pura e simplesmente não existem para além da partilha de ADN.

Uma coisa é certa, na hora “H”, no dia, o tal dia em que aqui a menina esteja a suar as estopinhas para por o cachopo no mundo, ái! Ái do desgraçado do pai da criança que não esteja lá ao lado para ver o criance aparecer ao mundo. A querer cumprir uma tradição ancestral de família, alguém tem de ficar com as marcas e desta vez não pode ser o médico.

Agora a sério.

Estou farta daquela frase do: “Nascemos sozinhos e morremos sozinhos.”

Ninguém nasce sozinho. Ninguém devia morrer sozinho. É por isso que existem as famílias.

Hoje é dia do Pai. Hoje o meu Pai acordou-me com um telefonema. Hoje acho que levou vinte e tal anos a aprender mas que finalmente aprendeu alguma coisa.

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