Caixa de Pandora

Há uns anos lí um texto publicado por uma mãe, á socapa do conhecimento do filho (penso eu). Nesse texto esse rapaz, que espero que hoje seja um homem ou que tenha crescido (e não estou a falar de altura, que disso ele tem para dar e vender).. onde ia eu? Ah! Nesse texto ele falava do caminho que ainda tinha a percorrer e das pessoas, em especial, das mulheres da sua vida. De todos aqueles seres que de um modo ou de outro tinham tocado a sua vida e feito dele uma pessoa, em algumas situações melhor, em outras, mais maduro… nem sei. Sobre isso não comento.

Um conjunto de factores levaram-me hoje a pensar nessa recordação. Não tenho grandes memórias, nem fotográficas que sejam da pessoa em questão, mas continuo a desejar que finalmente seja feliz.

A televisão e o raio da música de uma nova telenovela fizeram-me lembrar de outra recordação que deve estar mais ou menos na mesma gaveta dessa… ou no mesmo armário.

O raio deste armário tem tanta traça e tanta recordação manhosa, que mesmo enquanto dava uma volta, encontrei mais uma das pontas dessa meada.

Hoje abri a caixa de pandora e podia fazer uma “última seia” com esses fantasmas todos porque agora são apenas figuras congeladas no tempo.

As vezes penso que cada uma dessas situações foi construtiva do seu modo muito particular (quanto mais não seja porque consigo fazer uma história de humor idiota com todas elas).

… era só isto. Por hoje.

Adenda:

Diz que tenho sal…

Não me deixes mal…

Não me deixes…

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2 thoughts on “Caixa de Pandora

  1. Pois, as caixas de pandora por vezes trazem-nos isso mesmo! A minha já foi deitada ao arquivo morto! Ao definitivo! Pois essas histórias nem eram muito de humor! Eram mais de lembranças que tinham a ver com a tal situação das mulheres que me iam passando pela vida! E nessa minha tarefa de deitar tudo fora, e fotografia a fotografia, fui relembrando de tudo o que passei até aquele ponto em que foi tirada a foto! E senti-me bem quando arderam!!! São lembranças que não quero mais ter!!!

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    1. Está resolvida. As vezes sinto saudades dos momentos bons. Não de uma pessoa em particular, mas daquelas situações que me fizeram ser melhor, e rir, e estar de bem com o mundo de um modo fora do vulgar…
      Sobretudo, sinto saudades daqueles dias em que se sai a rua e te sentes uma pena… leve, leve… 🙂

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