Tascaville

Plantamos vegetais virtuais, ordenhamos vacas virtuais, fazemos pratos culinários cheios de requinte, virtuais… temos pets virtuais… E muitos de nós nunca tocaram as mamas de uma vaca, fizeram uma espetada de peixe com pimentos vermelhos ou sequer sabe estrelar um ovo sem ferir a gema. Quanto aos pets…bem, aparte dos asmáticos, penso que todos sabem o que é um gato e o que são festinhas e arranhadelas de gato!? Certo?

Falo disto tudo porque as aplicações do facebook chegaram a matar, com uma funcionalidade que só posso categorizar como “de básica para o lado de lá” e que apesar de serem jogos extremamente intuitivos, são inúteis! Garanto-vos (pelo menos aos que não sabem) que uma bananeira não dá bananas nem uma oliveira dá azeitonas á mesma velocidade a que as mamócas da vaquinha se enchem de leite. E que se for ao galinheiro, certo é que não vou encontrar ovos de oferta, ou que as arvores crescem consoante o número de prendas que nelas se coloca.

A ser verdade isto tudo, já alguém teria inventado um Tascaville em que o objectivo seria algo como tentar embebedar o maior número de estudantes e velhotes. Nasciam grades no chão. Arrotar dava pontos. Peidolas e piropos ranhosos levariam o jogador a um nível bónus. Até parece que tou a imaginar o senhor António ali da tasca a roncar ao fundo do jogo, enquanto alguém grita “é uma mini” e se vê uma nuvem verde de mau cheiro a sair dos wc’s porque alguém se lembrou de lá ir “libertar o demo”.

Os níveis então, seriam um mimo. Nível 2 – serve refeições sem cabelos… nível 7 – já pode comprar cadeiras sem pregos nem farpas nos acentos… nível 10- é possivel comer sem encontrar “surpresas” no prato… e por aí até chegar ao nível em que em vez de termos uma tasca tínhamos algo como uma Kadoc ou uma Lux.

Será que é melhor registar a patente da ideia!? Hum?

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2 thoughts on “Tascaville

  1. Parece-me uma ideia interessante, gostei da parte de arrotar e crescerem grades do chão. Aposto nisso como inovação! 🙂
    Mas o que seria da “tasca” do senhor antónio sem aquele trago tão característico?! A magia do local perdia-se! LOL!
    A jeito de anúncio …
    Se podia viver sem o cheiro característico da tasca do sr.António?
    Poder podia! Mas não era a mesma coisa 🙂

    Bjola grande e viva a gata preta

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