Making of: loucuras por amor

No outro dia estava p’rali a ler um blogue, o da amiga Belota, em que a dita menina questionava qual teria sido “a maior loucura que os leitores teriam feito por amor”. Deprimi um bocado ao pensar que “nunca fiz nada que realmente possa chamar de loucura”. Aparte de deixar ir uma pessoa de quem “gostava bastante”, porque sejamos honestos, juntos não éramos felizes e nisso não tive propriamente escolha (lol), tirando isso, não cometi loucuras. O que faz de mim uma fraude! Eu falo, falo, falo e não faço nada!

Nunca subi muros, nunca gritei amo-te em alto em bom som, nunca saltei de para quedas, nunca grafitei, nunca fiz uma serenata … Bem, quanto a serenata … não penso em faze-lo! Chamem-me preconceituosa mas isso é coisa de gajo! Lindo, bimbo e humilhante (se o tipo cantar mal, o que o faz subir uns bons pontos– sinal de que “os tem no sítio”) mas coisa para os homens!

Continuando… Já não se cometem loucuras, que tristeza! E falo por mim que sou uma cobardolas de todo o tamanho, para mover uma unha, já me borrei p’ra lá de uma meia dúzia de vezes… Por isso, se um dia saltar de um para quedas, entrar numa piscina de tubarões, pegar em osgas, mexer em pés ou até mesmo casar, é porque estou em estado crítico e possivelmente incurável. Principalmente no que concerne à “C word” que é o “Ultimate madness proof”, isso e a fantástica e admirável capacidade de conseguir enfrentar de cabeça erguida que as pessoas são diferentes e que nem todos os dias são perfeitos… mas mudando de conversa…

Voltando a estória das loucuras, nem todagente é cobardolas. Tenho uma pergunta.

  1. E se um/a perfeito/a estranho/a te encontrar na rua e se perder de amores pelos teus lindos olhos? Se o tipo cometer a “loucura ” de se declarar? corres dalí ou ficas e esperas para ouvir o que tem para te dizer?

Não, tenho mais algumas perguntas…

  1. O que faz alguém quando se apaixona pelo melhor amigo/a?
  2. E se o amor da tua vida te disser que vai partir para a Austrália para estudar os Cangurus? perdes o medo a aranhas gigantes e vais? deixas família, carreira, uma vida e mesmo que não percebas puto daquele inglês embrulhado, vais?
  3. Qual a solução para uma situação “azeite /água”, em que nada encaixa quando visto de fora, mas que de outro ponto de vista tudo faz sentido de um modo tão perfeito?
  4. De onde nasce a coragem das pessoas para desenvolverem um relacionamento com desconhecidos que nunca viram e irem viver juntos ou casarem (isto é culpa das tardes da Júlia e de um casal que se casou uma semana depois de se terem conhecido – nota, ela era do Brasil e ele era e é, Tuga – corajosos). Pronto, eu juro que deixo de ver TV.
  5. Estou a ficar chatinha com esta estória dos porquês, não estou? Mas é só mais uma pergunta… Este tema faz-me confusão, talvez o “final feliz” traga respostas, mas fica a questão: Será possivel amar a mesma pessoa uma vida inteira?

Beijo de gato para todos**

beijo_de_gato

 

ps. Mentira! Já fiz uma coisa por amor (e não era bem amor, era mais um conceito idiota de construção de futuro, mas siga)… Aprendi a ser pendura numa mota. Detestava-as! Hoje, sobrevivi a concentrações motard onde a palavra banho é uma miragem, conduzi uma honda cbr 900 ( note-se que tenho 1,58m de altura), tirei a carta de mota – com direito a exame a fazer 8’s e tudo, e não como se faz agora… que tiram a carta de carro e a de mota sai como brinde. E um dia destes ainda vou ter uma Virago. Sobre ele? Desejo que tenha muita saúde e que não se esqueça de que para a frente é que é caminho. Que eu não me esqueci.

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2 thoughts on “Making of: loucuras por amor

  1. Como sempre, too many fucking questions, mas, nevertheless (hoje deu-me para a poliglotice), respondo somente a esta pergunta que acho que é o santo graal de todas as restantes:

    “Será possivel amar a mesma pessoa uma vida inteira?”

    É!Dificil? É! Porque depende da conjugação de vários factores. Se a conjugação resultar, aí temos o Nirvana e sim, é possível. A vida inteira não diria, mas o resto da vida, sim.

    Have faith in you

    Beijocas repenicadissimas 😉

    Beijocas repenicadas Vi

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    1. Eu tenho fé, toda a fé do mundo… até porque parece-me que esta última falha de saúde foi mesmo culpa da pressão e stress da falta de fé. Mas não interessa…
      Mas as vezes dá-se-me pra isto da idade dos porquês… e tu sabes disso… e nem todos são os porquês são coerentes… tenho momentos altos e coerentes e outros que pronto … but i have a dream… 😉
      E no final de contas é disso que tratam os meus porquês… de sonhos…

      Beijoca Enormes***

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