Felicidades

Subia a rua, tocaram os sinos da igreja, apesar de os ouvir, não os ouvi. Não percebi. Apetecia-me rever o castelo, o jardim. Gosto do jardim. É calmo. Gosto da vista, é altiva mas ao mesmo tempo portadora de uma paz sem igual.

Passava um carro. Podia ser um carro qualquer, não fosse o pormenor de consigo carregar a felicidade de uma família. Vi a menina. A “menina” e o seu vestido branco. Foram breves segundos.

Fiquei a pensar. É bom que alguém no meio de toda esta confusão e descrença ainda acredite no significado daquele vestido branco e do badalar dos sinos da igreja.

A entrada do jardim, vi-os e eles… Os amigos e família do “menino”. Soltavam gargalhadas leves e sorrisos agradáveis. Era um momento só deles. Retirei-me. O jardim naquele dia era deles, mereciam, é um sítio perfeito para celebrar tão grandioso acto de coragem.

Felicidades 🙂

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