Procura-se carro…

 Esta coisa dos stands de automóveis anda a dar-me a volta à cabeça. É verdade, tenho de o admitir! Já vi mais carros no espaço de um mês do que durante todo o meu rico quarto de século. Do mal o menos, acabei sempre a rir-me com qualquer coisa.

Ou é porque quando dou por mim, estou no carro com dois casais (ou quase, pelo menos até a Marisa ou a Cátia aceitarem casar comigo) porque a troca de apalpadelas e gestos carinhosos entre os machos do grupo, deixam as miúdas com aquele olhar do: “será que estamos aqui a mais?”

Okay, já me estou a esticar outra vez e a sexualidade dos meus amigos não voltará a ser referida (só porque falar disso é tão agradável como passar uma hora a olhar para o quadro do menino da lágrima). Siga…

Ia onde? Ah, nos motivos para me rir quando procuro o meu “bolinhas de sonho”… Para além dos meus companheiros, aconteceram uns episódios giros ainda esta semana. Nem vou mais longe, depois de entrar num stand aqui da “terrióla” ao lado e constatar que o suposto proprietário circulava de desnudado da cintura para cima e não se intimidou ao ponto de continuar a coçar as zonas pudibundas mesmo em frente das 3 jovens.

O próprio espaço em si, assemelhava-se mais a um cemitério de carros do que a um stand de venda de veículos em segunda mão. A moldura feita por uma acelera cujo apoio dos pés tinha uma carpete verde e uma vespa 50 forrada a autocolante, devia ter-nos alertado para a qualidade do espaço.

Aparte dos veículos apoiados em tijolo, das ervas daninhas a saírem pela grelha de um dos carros e da promoção “leve a carrinha de caixa aberta por 950€ e receba como oferta a arca refrigerante que pertencia a uma pastelaria”… Só lamento ter-me esquecido do telemóvel no carro. Eram molduras ilustrativas, únicas.

É muito gira  a teoria do “keep it simple”, à pois, mas quando toca a hora da verdade fico a pensar… será que agora é a tal hora para aplicar a teoria, ou mais me vale continuar a procurar uma coisa melhorzita?

Fico com este carro (que daqui a  um par de anos passa a ser um clássico, mas que tem um motor de guerra e uma bagageira que chega e sobra para carregar a mala, a televisão, o aquário de 90litros, a gata e ainda sobra espaço para o contra-baixo da tuna)?!

Ou escolho um carrito todo “xpto”, que pertenceu a uma velhinha que só o usava para se deslocar da sua casinha (no centro da cidade, aquele carro nunca viu monte) para ir a casa do filho que morava a 100 metros!?

Nota: 90% dos carros em stands de automóveis pertenceram a velhotas ou donas de casa que mal os usavam.

Quem muito procura pouco acha, já dizia o meu rico avô António (meu ídolo, meu anjo, você é que a sabia toda).

Fica aqui a nota, se encontrarem este  mini smart a venda, por tudo o que é mais sagrado! Liguem-me! Sinais de fumo também servem. Sms. Mail… sei lá!

Juntar o coleccionismo ao meu carro de sonho, era p’ra lá de uma maravilha. Se não o encontrarem, mas se souberem de um veiculo assim a modos que para o “quase dado”, com um motor á prova de bala e pouco sequioso… avisem-me. Okay!

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4 thoughts on “Procura-se carro…

    • Duh, até parece que não conheces os meus dotes para a dislexia.
      Sociologia: sistema de parentesco=família
      Queres o k? Só se começar a viver com uma coleira de choques é que isto me passa. Cada vez que trocar uma palavra, levo um choque…dzz… dzzz

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  1. E já pensaste na hipótese Dois Cavalos? Mas mesmo cavalos, mais uma charrete, só tinhas de gastar dinheiro em feno! Pronto, mais uma ou outra ida ao veterinário, mas no fim da vida útil ainda enchias a tal arca frigorifica! 😉

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    • Ora bolas Rafeiro… Espera aí! Piedade desta pobre alma!
      … primeiro, onde raio “armazeno” eu os 2 cavalos? Tanto em Abrantes como em Albufeira, aparte do porche do vizinho, cavalos no quintal ou até mesmo na garagem não era p’raí grande ideia… e onde é que eu punha o feno? Vá lá, cá em casa temos o feno da porca da índia, mas a tirar pela amostra da bicha que come como uma égua…não sei se me safava.
      E … agora que me ocorre… eles comem muito… até parece que me estou a imaginar a passear de “charrete” pelo centro histórico, a parar e a descer-me, esvoaçante de fronha ao vento… com um saco do lixo preto e mascara de gás para ir apanhar os cocós ainda fumegantes … não fosse alguém tropeçar e dar de fronha no morno preparado. (Neste momento tive uma imagem deliciosa que mete cocós, sacos de papel, isqueiro e algumas portas de algumas casas…)
      Okay, eu tenho mesmo de ir dormir… o fusível está quase no ponto.
      Mas olha, quanto muito roubava os cães da caça do “patrocinador masculino” e a matilha de quintal da “patrocinadora feminina” (o que totaliza qualquer coisa como 9 indivíduos 8 indivíduos no activo ), açaimava-os ligados a um trenó e lá ia eu. Energia a granulado.
      Campos de pasto não tenho por perto, mas os hipermercados não falham!

      Sem qualquer tipo de problemas contra canídeos! Muito plo contrário!

      Até uma próxima…

      Ps. Ainda ‘tou para perceber de onde raio veio a ideia dos 2 cavalos? E porquê 2!?

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