Felicidade Eterna (Teoria I)

Abrantes é um micro-clima estranho. Existe nesta cidade um magnetismo que faz com que se junte por cá o maior número de cromos, palermas e gente estranha por metro quadrado. Antes que me comecem a insultar, vou resumir-me aquele grupo de amigos e conhecidos e dissecar umas poucas teorias.

Por cá (não sei como é por outras bandas, e praticamente já só me vejo a comer migas e a falar Ribatejano. No dia em que for para uma pega, alguém atire em mim, por favor. Pode ser que reste algo em bom estado.) Continuando… Por cá existe mais uma daquelas teorias manhosas sobre a sazonalidade da felicidade.

As miúdas juntam-se um dia no café e é perfeito. Todagente feliz, com trabalho, projectos, namorados e noivos, casa nova/velha, viagens… ái e tal a paz no mundo e os passarinhos no céu… perfeito.

Dois ou três meses depois, passa a maldita da nuvem das 6 Baygon. Passo a explicar: a nuvem das 6 Baygon (5 neste momento), é um efeito térmico, qualquer coisa muito semelhante ao El Niño, mas versão Abrantes. Vem, leva tudo e todos e só deixa um rasto de miséria e repelente, em que nada nem ninguém se aproxima das pessoa que estavam na tempestade – os efeitos podem ser devastadores e durar anos. E sim, é sazonal! Quem não teve tempo para curar a coisa, limita-se a aceitar os desígnios do destino e a sua triste sorte. E sim, vê-se a nuvem cinzenta a chover sobre  cabeças e a trovejar… Durante meses, garantido que não acontece nada de nada nas vidas das vítimas. Nada, mesmo. Nem 100$ na raspadinha. A sorte parece que imigra.

Para verem a gravidade da coisa, ainda ontem me tentaram vender o Borda D’agua! Alguém tem noção de para que serve o borda D’agua? E de que estamos em Julho praticamente? Todos os dias sou cravada pelos mitras cá do beco (ao menos só levam o tabaco) que me perguntam sempre: “então? Passas este ano?” Mais uma sem comentários.

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Graças a Deus o pessoal que está para se casar já saiu da cidade e ficou imune a esta vaga.

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5 thoughts on “Felicidade Eterna (Teoria I)

  1. As fotos estão muito pequeninas nem da para ver quem sao as pessoas… va a kika e tu percebe-se bem 🙂

    acho que estavam a dar o borda d’agua na FICA… estavam-te a enganar

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  2. Abrantes…conheci um gajo de Abrantes quando andava na tropa…conduzia um fiat 127 (já na altura uma reliquia de carro) como se fosse um Maseratti. Passei aí algumas vezes, com os olhos esbugalhados, os cabelos no ar e o ritmo cardíaco a 500. Enfim, sobrevivi…

    As fotos obrigaram-me a um exercicio complexo de photoshop 😉 mas cheguei lá…

    Oláááá Veraaaaaa! 😉

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    1. Olha lá, ou tens olho para puzzles ou então n sei. E mm que consigas perceber algo das fotos, até chegares a Vera tens ali mto gajedo! Não tá assim tão obvio!

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