Até já…

Cheguei. Apoio-me nas recordações de uma infância que parece nunca ter acontecido. Talvez um episódio remoto me relembre estórias e peripécias, no entanto, muito vagamente. Passei pelo tasco do moinho, a quem começaram a chamar de “A  Vigia” e lembrei-me dos tempos em que corria as ruas de bicicleta e das pessoas que ficavam a tarde na explanada que já não existe. Da eira e das camas feitas de erva-azeda (trevos).

 

Foram só duas semanas de ausência, mas o sentimento de distância voltou e voltei a sentir-me fora de casa. Voltei a sentir que preciso de mais. No final de contas, não sei o prazo que me foi dado, nem tão pouco o que me compete fazer. Sou o melhor que posso ser. É humanamente impossível ser-se mais do que isso. Tenho nos olhos de alguém o meu porto de abrigo. De alguns.

O fim do próximo capítulo está perto. O limite é o céu para quem não desiste, e um dia eu volto. Volto e finalmente vou estar em casa.

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