Qualquer coisa sobre praxes

 

ESTA.IPT Claustros

 

Foi no ano de 2003, no mês de Novembro que ingressei no ensino superior (para minha alegria, como é obvio). Depois do que vi no noticiário da SIC, fiquei surpreendida com a quantidade surpreendente de disparates que ainda se falam sobre o assunto.

A praxe é uma tradição, sim. E sim, a integração é uma desculpa para a praxe. Sim, existem abusos.

Sim, já fui praxada, já praxei e continuo a praxar (pelo menos até terminar os últimos exames que me faltam). Mas nunca faltei ao respeito a ninguém, e sou a primeira pessoa a agir no que concerne a abusos e faltas de respeito.

Digo aqui o mesmo que digo aos “meus” caloiros. O caloiro está na praxe por opção própria. O caloiro tem deveres, mas ao contrário do que as vezes se ironiza, também tem direitos. Como em qualquer instituição que siga um código de regras interno, as pessoas devem respeitar estatutos, devem respeitar o traje ou farda, devem respeitar insígnias e a própria instituição onde se encontram inseridos.

Neste caso, qualquer um é livre de se recusar a praxe ou de sair da academia, sem represálias.

Embora eu própria já tenha convencido pessoas a continuar na praxe, não obrigo ninguém. Em algumas situações, as pessoas com quem falei e que se quiseram declarar anti-praxe, tomaram essa atitude com base em boatos e “filmes” criados fora das academias. As pessoas com quem falei e conversei sobre o ser “anti-praxe”, continuaram na mesma a sentir-se livres de aderir ou não as tradições da academia por perceberem que a escola onde me encontro não alinha em faltas de respeito.

Cada um é livre de encarar a praxe com um espírito mais divertido ou de se sentir ofendido com determinadas situações.

A praxe não deve ser o sítio onde alguns libertam as suas frustrações e humilham por simples prazer. A praxe deve ser uma ajuda a integração e a consciencialização de um respeito que deve existir dentro da academia. O ser universitário, usar um traje, é motivo de orgulho mas também de respeito.

Aos caloiros: Conheçam os vossos direitos, conheçam os códigos, falem com os vossos padrinhos, com as comissões, conselhos de veteranos, divirtam-se, aproveitem o melhor ano da vossa vida. Saibam proteger-se de abusos.

Aos Doutores e Engenheiros: Tenham consciência e bom senso. Se não for por vós ou pelos caloiros, que seja por tudo o resto. Pelo respeito, pela consciência, pela vossa família, pela academia, pela instituição universidade. Apesar de responder e a um código interno, se mais nada convence, não se esqueça que no final de contas, continua a ser cidadão português e a responder pela mesma lei que todos os outros.

Já diz o ditado, opiniões… todos temos uma. E esta é a minha. Não admito de forma alguma, ser julgada em rebanho por causa de meia dúzia de ovelhas tresmalhadas.

Saudações académicas a todos.

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4 thoughts on “Qualquer coisa sobre praxes

  1. Oh Vi, isto tem tudo mas tudo a ver com bom-senso. Já praxei e fui praxado. No liceu, nas artes marciais, no ensino superior, no trabalho, na praia…é tudo uma questão de bom-senso.
    Vjokas ***

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  2. Ora bem! O problema é que o bom-senso anda de mãos dadas com alguns valores que também estão em vias de extinção.
    (e se isso de dizeres que andaste nas artes marciais é para impor respeito… meu amigo, tarde demais…. 😉 )
    Xuak**

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  3. pfff pfff…. até parece… já são mtos posts e mtos osculos e asteriscos…
    Mas isso da praxe na praia é que me ficou aqui…. explica lá isso! Eu que sou da borda de água não conheço disso 😛

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