Internet * Abuso e chantagem – para miúdos e graúdos

Nunca conhecemos realmente uma pessoa.” A frase que pode muitas vezes parecer assustadora, não é mais do que a pura realidade. Hoje estou n’uma de ser uma menina bem comportada e de falar de assuntos sérios.
Li, esta semana (5 a 11 de Fevereiro de 2009 – para elucidar os mais distraídos), naquela que para mim é “A” revista, cujo nome não vou revelar, mas que tem cinco letras, a primeira é um “V” e a sua terminação rima com “cão”… um artigo “daqueles”.

 

telemovel

Fala sobre “aquelas” coisas com as quais nos identificamos e reconhecemos. Ainda não chegamos á banca das revistas e já percebemos que esta semana não é para poupar os quase três euros (sim!!! pode ser uma renda)… Siga…
O excelente artigo de Isabel Nery, sobre “Pedófilos on-line”, chamou-me a atenção porque eu mesma já fui uma criança com “a janela aberta” para falar com muita gente que desconhecia…

Ainda hoje sou uma criança… a janela é que já está mais pequena (11 anos depois).
O problema não esta no falar com pessoas que desconhecemos, ou no facto de ter 14 anos, mais, ou até menos. O problema, está no quão alertas estamos para os perigos existentes na rede.
O artigo fala de uma jovem que no seguimento desses contactos na rede, descobriu uma suposta amizade, que mais tarde revelou ser tudo menos uma amizade. Felizmente, a jovem tomou a atitude certa e falou com a progenitora e o “conto” teve um final feliz.
O mesmo não acontece com outras dezenas e quem sabe centenas de jovens que desaparecem, são violados/as, mal-tratados…
Temos de aprender a ouvir, falar e a ler as nossas crianças. Ninguém está livre deste tipo de riscos e o drama pode acontecer mesmo debaixo da supervisão dos pais, amigos ou tutores. Ensina-los a agir e a descobrir por eles a linha que delimita o bom do mau. Parece fácil falar, tudo muito bonito e cor de rosa… Agora dirijo-me á uma miúda  de 12 anos e digo-lhe para não dar o número de telefone na Internet, para não enviar fotografias ou dados pessoais – as mais recentes versões do Messenger, redes, comunidades e de sites de encontros já o fazem.
Estas são crianças que possivelmente dominam melhor qualquer aparelho electrónico do que muitos de nós, por altura da idade deles.

Aos adultos (Pai, Mãe, avós, tia, tio, professores, tutores….)São idades em que a curiosidade leva a procurar, descobrir… Fale, discuta com o seu filho, filha, sobrinho, filho da melhor amiga, fale com os seus amigos. Explique-lhes que esta situação é mais do que uma teoria da conspiração e que se tratam de perigos reais.
Para os mais novos pode sempre usar filtros para sites que considere inadequados, esteja com eles on-line…
Se está a ler este artigo, possivelmente conhece ou usa o msn, hi5, orkut, meetyourmessenger e outros tantos espaços que nos permitem conhecer pessoas. Familiarize-se com eles e fale sobre eles com os mais novos. É uma maneira de ter conversa mas também de perceber o que os “malandrecos” andam a fazer.
Para a juventude, quase meus colegas de geração… Conto-vos que não é agradável apanhar sustos e que nem sempre as pessoas que encontramos no “mundo real”, são a miúda gira ou o gajo simpático que estava na foto.
Evitem estabelecer contacto por telemóvel. Nunca, mas nunca, marquem encontros em espaços que não sejam públicos ou desprovidos de alguém que vos possa socorrer. Não entrem em carros, não venham a casas particulares, sítios que desconhecem… em suma, se e estejam com o pé atrás. O ideal seria levar alguém convosco ou avisar onde vão. Se correr bem – Fantástico, continuam a ter um amigo/a… Se não for o que estavam a espera, é bom ter um plano B-  e “pernas para que vos quero”.
Quanto às conversas e segundo o que é aconselhado no artigo que li… Qualquer conversa desviante, ou fora do normal, deve ser guardada, registada e ser apresentada queixa na PJ. Sejam compreensivos e tentem tomar o lugar do nosso jovem cibernauta. È todo um mundo de curiosidades e desafios, e os jogos não são excepção, mesmo quando de tratam de jogos perigosos. Daí a importância de alertar sem aquele tom moralista do “não vás para a estrada”…
Falo deste assunto não apenas pelo artigo mas também porque ainda a moda era o mIRC, Scoop entre outros – programas utilizados para chat- e já o número de indivíduos que entravam em chat privado para ter conversas de caris sexual, era alto. Se o nick/alcunha da pessoa era qualquer coisa como “rosa14” ou “jane16”, e o meu andava lá perto, era certo e sabido que a pesca ao “tarado” estava aberta. Não querendo fazer publicidade á tal revista, mas já fazendo, leiam o artigo. Está muito bem conseguido.

 Opinião/ilustração:

Vera Inácio

 

NOTA (09.08.09):.

Fica a ligação para o blog das alunas/trabalho que foram entrevistadas na “tal” revista.

http://queremossersegurosnanet.blogspot.com/

 

publicado a 06 February 2009 23:37  em verainacio.fotosblogue.com o 1.0 deste espaço.

Anúncios