Publicado em Música, OUTROS

49/365 Iris, City of Angels

Faz hoje 20 anos que o single foi lançado e roubou o coração de milhares de românticos por esse mundo.

Parte da banda sonora de “Cidade dos Anjos”, com Nicolas Cage e Mega Ryan… A história de um Anjo que desiste de tudo e “cai” no vazio, numa metáfora sobre o amor, perda, crescimento e aceitação.

20 anos… Calma relógio, calma!

Letra de Iris, Go Go Dolls

And I’d give up forever to touch you
Cause I know that you feel me somehow
You’re the closest to heaven that I’ll ever be
And I don’t want to go home right now
And all I can taste is this moment
And all I can breathe is your life
‘Cause sooner or later, it’s over
I just don’t want to miss you tonight
And I don’t want the world to see me
‘Cause I don’t think that they’d understand
When everything’s made to be broken
I just want you to know who I am

And you can’t fight the tears that ain’t coming
Or the moment of truth in your lies
When everything feels like the movies
Yeah, you bleed just to know you’re alive
And I don’t want the world to see me
‘Cause I don’t think that they’d understand
When everything’s made to be broken
I just want you to know who I am

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Publicado em As Causas, Opinião, OUTROS, Quase científico, Texto

O que é “o” Algoritmo?

Adam do facebook explica como funciona uma parte significativa da nossa navegação na rede social.

Algoritmo é uma formula, um código usado para fazer aquilo que se faria por exemplo numa triagem da informação. Por isso é que é tão dificil para os gestores de redes sociais acompanhar esta realidade (tendo em conta que diferentes redes, com diferentes algoritmos estão cada vez mais a condicionar o acesso de páginas aos consumidores, confiando que mais cedo ou mais tarde todos iremos ceder e pagar para anunciar o nosso serviço.)

A seguir, e a seu tempo falaremos do nonio e das cookies… Porque é que nada é apenas benefício, tal como se apreaenta neste momento?

Be smart antes da bolha fechar.

Publicado em Crónica de Um dia, OUTROS

Nas muralhas do castelo

Só sabe o valor da calma quem já conheceu a tormenta. 

Sentei-me durante anos nas muradas do castelo a olhar de cima para baixo e a pensar na pouca vontade que tinha de regressar. Ainda hoje tenho pouca vontade de regressar, mas de outra perspectiva.

É tudo demasiado visceral, demasiado terreno e demasiado “eu” para ser vivido no quotidiano. Foi tudo vivido muito depressa com uma intensidade que deverá sempre algo por mais severa que seja a palavra para a descrever.

Enfio de novo a cabeça no livro e perco-me de novo a pensar nas muralhas do castelo, no nascer das magnólias a esta época do ano, no trinar das cordas em finais de Abril. Será que fica para sempre ou será que um dia me sentarei nas muralhas sem recordação, sem memória de percorrer a calçada com lugares elevados e veredas estreitas no caminho?

Receio o dia em que me esqueça.

Pensei que teria sempre saudades do Tejo. Não tenho. Não sinto a sua falta, o seu apelo, nem tão pouco a vontade de apresentar a minha prole aos cisnes do jardim. Ficou lá longe, não sei porquê. Ao contrário do que achava… ficou lá longe. Mesmo quando regresso, nunca regresso. Está lá longe. Eu sou outra pessoa e a cidade é outra cidade. Costumava pensar em todas aquelas caras que um dia partiram e não voltaram, ou que surgiam anos depois, do nada, já descontextualizadas e sem perceber o que se havia passado, ou o motivo pelo qual o mundo não havia parado na sua ausência.

Fiz as pazes comigo e com o mundo. Deixei de ter saudades de algumas pessoas, perdoei outras, perdoei-me a mim, perdoei a cidade, perdoei o que me castigou, perdoei quem castiguei por não me perdoar.

Eu não sou daqui. Não sou de lá. Sou de mim e é disso mesmo que preciso. Descalço os pés, coloco-os na areia e respiro fundo a brisa gélida que me cristaliza no caminho os pulmões. Expiro e enterro um pouco mais os pés.

Volto a olhar para o livro e liberto em desabafo:” Demoraste. Foi muito tempo, demoraste…”

Sinto uma mão no ombro, como que apaziguando esta consciência inquieta.

O que restou da minha ligação à cidade florida, está guardado no sorriso dos meus sobrinhos e nos braços das minhas irmãs de coração… o resto de mim,  despede-se e entrega a inexistente saudade ao perdão.

Quando voltar, que seja por amor àqueles que “são daqui“… o resto, o tempo levará a outras gerações que em meia década se irão cruzar com imagens e rostos que nunca conheceram e histórias que não farão ideia de aonde os levaram.