Panleucopénia Felina

Doenças em Felinos - Informação da responsabilidade do European Board on Cat Disease.

O que é a panleucopenia felina?

O parvovírus da panleucopenia felina (FPV) infecta todos os felídeos assim como guaxinins, martas e raposas. Pode levar à extinção de populações inteiras de gatos suceptíveis. O FPV pode sobreviver no meio durante vários meses e é altamente resistente à maioria dos desinfectantes.

Infecção

Gatos doentes excretam FPV em elevadas concentrações nas fezes e a transmissão ocorre por via orofecal. O contacto indirecto é a via de contacto mais comum de infecção e o FPV pode ser transportado através de ”veículos” ou fomites (calçado, vestuário), o que significa que gatos que não saiam de casa também estão em risco. Também ocorre transmissão intra-uterina do vírus e infecção dos recém-nascidos.

Sinais clínicos

O FPV afecta gatos de todas as idades. Os juvenis são mais susceptíveis.

Taxas de mortalidade elevadas, >90% nas crias Dependendo dos tipos de células infectadas, os sinais de doença incluem :

  •  diarreia
  •  linfopenia, neutropenia, seguida de trombocitopénia e anemia
  •  imunossupressão (transitória, em gatos adultos)
  •  ataxia devido a hipoplasia do cerebelo (em crias apenas)
  •  aborto

FONTE E Documento para leitura detalhada

Fale com o seu veterinário se suspeitar que o seu animal tem sinais clínicos de FPV. É importante que face a determinados sinais clínicos o animal seja sempre consultado por um médico com conhecimentos para avaliar o estado de saúde do animal.

Bicharada de A-Z (Parte 5) Flebótomos & Giardia

— F —

Flebótomo (“Espécie de mosquito” vector de várias doenças, inclusive algumas zoonoses) 

A Leishmaniose canina é uma zoonose de grande importância e de impacto na saúde pública. Todos os anos registam-se em Portugal entre 10 a 15 casos de Leishmaniose em Humanos, especialmente nas pessoas imunocomprometidas e crianças. A doença atinge todas as raças de cães, em todas as idades, e com uma elevada taxa de morbilidade e mortalidade. [1]

Os flebótomos são insectos vectores de vários agentes patogénicos, dos quais se destacam os protozoários do Género Leishmania. Em Portugal, as leishmanioses, canina e humana, são causadas por L. infantum, sendo o cão o principal reservatório e Phlebotomus perniciosus e P. ariasi os vectores comprovados do parasita. São conhecidos três focos de doença, mas casos de leishmaniose canina têm sido reportados em outras regiões nas quais se desconhecem as espécies flebotomínicas presentes e respectivas taxas de infecção.[2]

Origem: Bayer

Origem: Bayer

Mais informações AQUI, AQUI, AQUI e AQUI.

Referências: [1] Zoonoses transmitidas por insectos vectores

[2] Estudo dos flebótomos (Diptera, Phlebotominae), vectores de Leishmania sp, por Sofia Isabel Martins Branco.

— G —

Giardia /Giardiase / Giardiose

Giárdia (Giardia lamblia) causa diarreia e dificuldades na absorção intestinal, por aderir e diminuir as microvilosidades do intestino, dificultando a absorção de nutrientes; e por possuir proteases que agem em glicoproteína, levando lesões à mucosa, desencadeando também uma resposta inflamatória.

A giardiose é uma doença que pode surgir no humano ou nos mamiferos e que é contraída através do consumo de alimentos ou água contaminados. A melhor atitude a ter para com este tipo de parasitas é a prevenção e desparasitação tanto de humanos como de animais de estimação. Cuide da sua alimentação de forma cuidada e higiénica, o mesmo para os seus animais. Caso desconfie de alguma contaminação do seu animal, fale com o seu veterinário, e caso exista a possibilidade de também ter sido contaminado, fale com o seu médico.

Mais informação sobre a Giadiose AQUIAQUI e AQUI.😉

Compêndio de Vídeos sobre práticas básicas de suporte veterinário/enfermagem

 TODOS OS VÍDEOS AQUI APRESENTADOS FORAM REALIZADOS POR PROFISSIONAIS E NÃO DEVEM SER REPLICADOS SEM A PRESENÇA E ACOMPANHAMENTO DE UM MÉDICO OU ENFERMEIRO VETERINÁRIO EXPERIENTE. QUE É O MESMO QUE DIZER, NÃO FAÇAM ISTO EM CASA PORQUE PODE MATAR OS ANIMAIS!

O blog Gata Preta declara-se alheio a todas as consequências de qualquer tentativa de utilização destas técnicas fora ou dentro do ambiente clínico.

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Colocação de catéter e garrote – A colocação de cateter por intra venosa (IV) é uma prática comum em toda a medicina,  no entanto exige alguma experiência e muito cuidado para não colapsar veias.

Extracção de Sangue pela Jugular – Pode parecer uma técnica “agressiva”, mas em muitos casos é mais rápida, eficaz e o animal não sofre. O humano durante este tipo de procedimento tem consciência do que se passa e fica naturalmente imóvel para que lhe seja extraído o sangue necessário, já os animais não costumam facilitar tanto o procedimento… ainda assim o sujeito deste vídeo é muito calmo e simpático, e as profissionais mostram também bastante segurança e calma.

Destartarização de Cães/Gatos – O grande problema do tártaro nos cães e nos gatos é o facto de para além de deteriorar os dentes do animal, posteriormente iniciar o seu ataque à gengiva (gum). Isto fragiliza o dente, cria inflamações na gengiva e é um sofrimento que poderá levar a perda de dentes ou remoção cirurgica. A destartarização dos dentes de um animal é um processo breve, não invasivo, acompanhado de uma ligeira sedação e que não exige cuidados no pós.