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“Queria ser jornalista de guerra”

Um dia achei que queria ser jornalista de guerra. No final do secundário geria um pequeno jornal de parede na Agostinho Roseta em Faro.

Gostava de escrever, queria viajar e conhecer novas culturas e contextos sociais diferentes, queria viver no fio da navalha… (Sabe de nada inocente…)

Pouco tempo depois de começar o curso em comunicação social, apercebi-me que me destacava dos meus colegas não pelo brilhantismo jornalistico, mas pelo meu interesse em estar envolvida em tudo o que era actividade extra currícular… nos primeiros 3 anos de faculdade, a única associação de que não fiz parte era exclusiva dos cursos de engenharia… Foi assim que acabei a realizar estágio no saudoso “Primeira Linha”, de Abrantes. Pelas mãos do então director fiz a minha primeira capa, o único artigo que recordarei com um gosto amargo e doce. Apesar de ter continuado a escrever e de ter colecionado os meus pequenos sucessos, pouco tempo depois decidi que a comunicação empresarial seria mais simpática… especialmente no despertar dos “digitais”.

Não me enganei. Hoje seria uma péssima jornalista com fraco estômago para assistir ao sofrimento de terceiros.

Decisões… algumas certas, outras nem tanto.

Para quem possa ter curiosidade, o artigo foi o que se encontra partilhado no blog “Por Abrantes”, abaixo linkado.

https://porabrantes.blogs.sapo.pt/o-centenario-da-cidade-em-crimes-3-2668599

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“ADEUS” e o resto é “Estória”

Quando o trabalho, a amizade e o sonho dão frutos, acontecem coisas como estes “Barbante”… Quatro rapazes ligados pela distância de casa e pelo gosto pela música.

Façam atenção a esta rapaziada… Atenção e like no facebook para poderem seguir as novidades!

>>>Barbante no Facebook

Publicado em livros, Opinião, OUTROS

7 livros sem explicação

Aceito o desafio da Raquel Meira , durante 7 dias vou postar a capa de um livro de que gostei ou que me marcou, sem dar qualquer explicação. Por cada capa de livro irei nomear um amigo/a e desafiá-lo/a a fazer o mesmo. (Por cada dia foi nomeada uma pessoa que reapondeu com um dos seus livros.)

Dia 01

Dia 02

Dia 03

Dia 04

Dia 05

Dia 06

Dia 07

Cada um conta uma história, cada história está ligada a um momento especial da minha vida. Algumas acompanham-me ao longo do tempo e é por isso que um livro é um amigo. 🙂

Publicado em Documentário/Filme

Voilà, ma petite Amélie

Voilà, ma petite Amélie, vous n’avez pas des os en verre. Vous pouvez vous cogner à la vie. Si vous laissez passer cette chance, alors avec le temps, c’est votre cœur qui va devenir aussi sec et cassant que mon squelette.

Publicado em Crónica de Um dia

Os rapazes mais giros…

Os rapazes mais giros são os da minha aldeia!

Como aposto que em tempos idos, na agenda do Manuel, não falhava um bailarico à porta do fim-de-semana. E o José? O José juntava-se com o António à porta da escola a mirar aquela cachopa enquanto reunia coragem para a convidar para ir dar uma volta na sua Famel. O Ricardo esse pelava-se por uma boa noite de cartas e cerveja com o pessoal.

Não sentiram o tempo passar e hoje não percebem como ontem era dia de baile e hoje pode ser um dia sem amanhã. Tentam não pensar nisso. Já foram imortais! Já sentiram a vida toda pela frente!

Hoje sentam-se à porta da igreja no final do dia, a ver a “banda passar”, ora alegres, sorridentes, ora mais sérios, questionando o porquê do mundo, a última desgraça no correio da manhã ou o estado do Sporting.

Os rapazes da minha aldeia são os mais giros! São profunda e sinceramente uma imagem memorável de histórias de décadas. São o sorriso que via no rosto do meu avô. São o resultado de gerações apuradíssimas de “alentejanos sem travões” a viver por estas bandas.

Já vos disse que os rapazes mais giros são os da minha aldeia? E já vos disse que se sentam à porta da igreja a ver quem passa, com um sorriso escondido para a troca?

 

Aos “rapazes” de Boliqueime, Paderne e da Mexilhoeira Grande. Os mais giros.