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Arquivo da Categoria: Opinião

“Se eu fosse humano…” (Publicidade Campofrio – Goza o prato)

Durante o mês de Fevereiro surgiu na televisão pública um vídeo que muito me admira que ainda não se tenha tornado viral. Chama-se “goza o prato” e é uma publicidade da produtora de produtos de charcutaria Campofrio. O que tem este anúncio de especial? Tudo! É cómico, inteligente, bem humorado e o primeiro impacto da pemsagem é ficarmos de boca aberta a pensar que os criativos se passaram! Sabem que mais? RESULTA! Há semanas que ando a cantar isto. Não é por aí que vou comer fiambre, já que é algo que tenho retirado gradualmente da minha alimentação, no entanto, força para os fãs… O spot pulicitário está brilhantemente pensado…

Fica o filme e o texto com a música maravilhosa cantada pelo Rui Unas (sim, o gajo está em todas).

” (Dois sapos a conversar)

- Moscaaa!!! (glup)

- Moscas, que nojo.

- Que queres? Somos sapos!

- Sapo és tu! Eu tive o azar de reencarnar nisto, mas antes era director financeiro.

-  Ai é? E como era isso? Ser humano?

-  Trabalhava 12 horas por dia, muitas noitadas, sexo aos sábados com sorte, contava as calorias, bífidos, radicais livres…

- Que panhonha!

Se eu fosse humanooooo! Trocava as patas por chuteiras e chamava-me Special One! Fazia um palácio à beira mar e as seychelles ia comprar (e mudava o nome pra Seixal).

Fazia orgias na praia, viagens, caril, salsinhas e jacuzzi pra aviar. Vivia na borga sem parar!

ADEUSSSS (atira-se para a frente de um camião)

(Cenário de escritório com um tipo a enfardar fatias de fiambre e a arrotar com um som semelhante ao coachar de um sapo.)

Voz off: “Nunca se sabe o que vais ser na próxima vida. Aproveita bem esta. Forno de lenha Campofrio. Goza o prato.

(E o pombo na janela suicida-se a dizer: “Se eu fosse humano..” puff)

 
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Publicado por em 01/03/2012 in Opinião

 

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Os desapaixonados

Às vezes tenho pena dos desapaixonados.

Muito provavelmente é deles a culpa de boa parte dos nossos males. Os desapaixonados endurecem e secam a cada dia que passa, e em relação a isso só posso sentir pena e desejar muito sinceramente que apaguem o “Des” da palavra.

Tenho pena daquelas pessoas que publicam posts idiotas no facebook a pregar contra uma suposta figura masculina ou feminina inexistente, só porque algum dia as coisas correram mal. Tenho pena dos que fogem do casamento. Tenho pena dos que se separam à primeira contrariedade e tenho ainda mais pena dos que tentaram tudo e não conseguiram (a esses, os meus pêsames).

Cada dia é menos um, e até à data essa é a minha maior angustia. Fico horas a olhar aqueles com quem partilho o meu espaço… O meu companheiro de horas felizes e de momentos menos auspiciosos… Os meus animais de estimação… a família e os amigos… e bolas, é tão bom parar e poder sentir que todos os dias nos apaixonamos por aqueles que nos rodeiam! Palavras pirosas, mimos diários, troca de olhares, conversas de horas ou simples mensagens… amo o meu companheiro, amo os meus amigos, amo a minha simples vidinha que não é perfeita, mas que me apaixona… mesmo quando estou aborrecida.

Já estive aí, “on your shoes”… viver desapaixonado é fácil. Fazemos cara neutra ou cara feia na maioria do tempo, criam-se paixões platónicas pelas quais não se luta, cria-se uma rotina tão rica como um aquário redondo, e daí é mais fácil… duro é ter tudo e correr o risco de perder…

Apaixonem-se meus amigos… a primavera chega mais dia menos dia… uma musica alegre no carro a caminho de casa, um sorriso nem que seja para estimular os músculos do rosto e alegria “meu irmão”…

 
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Publicado por em 17/01/2012 in Opinião

 

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Steve Jobs é…

… para muitos um sacana arrogante e empertigado. Para mim, é um tipo fascinante, com um discurso cativante, com ideias inovadoras capazes de mudar a forma como uma geração encara o mundo. Sou absolutamente apaixonada pela Pixar e recentemente descobri o mundo das iThings, com os tablets, iphone, Macs e têm de admitir, é brilhante!

Um dos maiores génios e motivadores dos nossos tempos está doente e deixou ontem o cargo de CEO na Apple para ocupar um cargo que exija menos esforço presencial e prático. Estrategicamente é uma acção bastante inteligente para poder dedicar todas as suas forças a combater o monstro do cancro ressurgido.

“Steve Jobs foi desde sempre uma das imagens de marca da Apple e um dos grandes impulsionadores da geração “i”. O e co-Fundador da Apple, renunciou às funções de CEO da empresa por motivos de saúde no passado dia 24 de Agosto. Em carta dirigida à direcção e à comunidade Apple, clarifica as suas motivações e sugere o novo nome para o substituir na chefia daquela que é uma das mais poderosas companhias de tecnologia do mundo. Assim sendo, Tim Cook, actualmente já substituto de Jobs em situações de ausência, irá tomar permanentemente o lugar de CEO.

Steve Jobs, de 56 anos, luta contra um cancro pancreático que o tem debilitado nos últimos anos. Jobs passará a realizar funções como presidente do conselho de administração, um cargo que significa um afastamento estratégico das exigentes operações quotidianas na empresa.

Ler mais aqui...”

Notícia publicada em http://www.putadaloucura.com

Good Luck Steve Jobs.

Stay hungry, stay fool… Stay strong.

 
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Publicado por em 26/08/2011 in Opinião, OUTROS, Texto

 

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Acorda geração: “não há almoços grátis”

Acho fantástico ler mensagens do género: “Eu mereço, eu tenho direito, eu não me vou privar de nada porque sou a pessoa mais importante”… vindo de quem sempre dependeu de terceiros e nem por um minuto correu sérios riscos ou passou necessidade.

Acho fantástico que alguém tenha esta capacidade alucinante de viver alheado(a) da realidade quando famílias inteiras passam fome e inclusive quando um dos seus pais se encontra no desemprego… Acho fantástico uma pessoa achar-se no direito de dizer “eu mereço”, sem nunca ter feito nada para poder e ter direito de pronunciar essas palavras…

Culpas? Não sei de quem são. Talvez dos pais que tentam oferecer o que não tiveram quando mais novos. Talvez da pouca exigência da escola que evita reprovar os meninos para não causar traumas aos pobrezinhos… Talvez da sociedade e deste novo conjunto distorcido de valores. Não sei.
Sei que em momentos mais do que suficientes senti vergonha destes discursos.

Aos mais velhos, aos meus pais, aos meus avós com quem já não posso contar, à quem me criou e à geração entre a minha e a deles, peço desculpa porque sinto uma profunda vergonha destas pessoas que falam assim e que na sua maioria pertencem à minha geração e a geração mais nova… Sinto orgulho por pessoas como a minha melhor amiga Raquel Ferreira que estudou e trabalhou em simultâneo, e o curso que tirou é mesmo dela e não dos papás.

Sinto pena e esperança nos colegas que não encontraram trabalho na área mas que ainda assim continuam a esforçar-se e em muitos dos casos trabalham em áreas que nada têm a ver com o que estudaram. Ao menos sabem dar valor ao esforço e sabem que esse esforço não é sinónimo de derrota. Sabem que tudo o que vem de bandeja tem um preço. Sabem o valor das coisas.

Espero francamente que toda esta gente alienada acorde um dia, ganhe vergonha na cara, sangue na guelra, vontade de mudar o mundo e perceba que o futuro só depende deles.
A mudança não vai aparecer numa saqueta prateada que se verte para uma taça e se mistura com água. Acabou o facilitismo extremo. Tenham orgulho em procurar as próprias soluções. Sintam orgulho e façam questão de encontrar um rumo e orgulhar os vossos pais.

Aos meus pais um enorme, imenso e eterno obrigada por custearem os meus estudos até à licenciatura e pelo esforço para ajudar a comprar o velhinho carro. O resto ficará por minha conta. Espero poder um dia compensá-los com o maior conforto possível quando os anos assim o pedirem.

 
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Publicado por em 30/07/2011 in Crónica de Um dia, Opinião, Texto

 

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“Geração à rasca” (1)

CRÓNICA DE UM DIA


Este e-mail (ler abaixo) leva-me a mais um conjunto de pensamentos baseados em alguma observação e trocas de ideias.
Em conversa com o R, formado em psicologia, observávamos algumas crianças que corriam num supermercado sem que no horizonte se observasse qualquer supervisão dos pais. “Algumas pessoas acham que criar um filho é como plantar uma semente, deitar água, e deixar crescer… essas mesmasA luva usada para a chapada é a mesma que pode ser usada para fazer magia. A escolha é tua... pessoas entram mais tarde em consultórios de psicologia com os filhos a lamentarem-se das atitudes menos correctas dos seus rebentos e de não compreenderem os motivos para tais actos”.
Ter um gato num apartamento, exige alguma disciplina e educação do animal. Alimentação correcta, satisfação das necessidades de espaço. Quando falamos de um cão, acresce-lhe a necessidade quase diária de desgaste de energia com exercícios e caminhadas.  Em ambos os casos a atenção e amor são importantes, vitais. 
Algumas vezes ouvi e senti a comparação de crianças com animais. (riso) Pois. Ainda não existem canis para deixar os miúdos.
Fiquei a pensar nisto e no modo como tem sido duro, sem que de facto seja doloroso, encontrar um caminho.
Tive sorte. Não me foi negado o essencial, mas a casa da barbie que nunca tive, os patins em linha que a minha mãe não me comprou e a acelera que os meus pais não me deixaram adquirir, ensinaram-me a ouvir um não e a perceber que as vezes mais vale passar por uma pequena frustração e crescer do que viver a tabefes da vida.
De facto a única coisa que me continua a frustrar profundamente é não compreender o que se passa a minha volta… uma falta de senso comum indescritível.

Um dia, isto tinha de acontecer. Existe uma geração à rasca? Existe mais do que uma! Certamente! Está à rasca a geração dos pais que educaram os seus meninos numa abastança caprichosa, protegendo-os de dificuldades e escondendo-lhes as agruras da vida. Está à rasca a geração dos filhos que nunca foram ensinados a lidar com frustrações. A ironia de tudo isto é que os jovens que agora se dizem (e também estão) à rasca são os que mais tiveram tudo. Nunca nenhuma geração foi, como esta, tão privilegiada na sua infância e na sua adolescência. E nunca a sociedade exigiu tão pouco aos seus jovens como lhes tem sido exigido nos últimos anos. Deslumbradas com a melhoria significativa das condições de vida, a minha geração e as seguintes (actualmente entre os 30 e os 50 anos) vingaram-se das dificuldades em que foram criadas, no antes ou no pós 1974, e quiseram dar aos seus filhos o melhor. Ansiosos por sublimar as suas próprias frustrações, os pais investiram nos seus descendentes: proporcionaram-lhes os estudos que fazem deles a geração mais qualificada de sempre (já lá vamos…), mas também lhes deram uma vida desafogada, mimos e mordomias, entradas nos locais de diversão, cartas de condução e 1º automóvel, depósitos de combustível cheios, dinheiro no bolso para que nada lhes faltasse. Mesmo quando as expectativas de primeiro emprego saíram goradas, a família continuou presente, a garantir aos filhos cama, mesa e roupa lavada. Durante anos, acreditaram estes pais e estas mães estar a fazer o melhor; o dinheiro ia chegando para comprar (quase) tudo, quantas vezes em substituição de princípios e de uma educação para a qual não havia tempo, já que ele era todo para o trabalho, garante do ordenado com que se compra (quase) tudo. E éramos (quase) todos felizes. Depois, veio a crise, o aumento do custo de vida, o desemprego, … A vaquinha emagreceu, feneceu, secou. Foi então que os pais ficaram à rasca. Os pais à rasca não vão a um concerto, mas os seus rebentos enchem Pavilhões Atlânticos e festivais de música e bares e discotecas onde não se entra à borla nem se consome fiado. Os pais à rasca deixaram de ir ao restaurante, para poderem continuar a pagar restaurante aos filhos, num país onde uma festa de aniversário de adolescente que se preza é no restaurante e vedada a pais. São pais que contam os cêntimos para pagar à rasca as contas da água e da luz e do resto, e que abdicam dos seus pequenos prazeres para que os filhos não prescindam da internet de banda larga a alta velocidade, nem dos qualquercoisaphones ou pads, sempre de última geração. São estes pais mesmo à rasca, que já não aguentam, que começam a ter de dizer “não”. É um “não” que nunca ensinaram os filhos a ouvir, e que por isso eles não suportam, nem compreendem, porque eles têm direitos, porque eles têm necessidades, porque eles têm expectativas, porque lhes disseram que eles são muito bons e eles querem, e querem, querem o que já ninguém lhes pode dar! A sociedade colhe assim hoje os frutos do que semeou durante pelo menos duas décadas. Eis agora uma geração de pais impotentes e frustrados. Eis agora uma geração jovem altamente qualificada, que andou muito por escolas e universidades mas que estudou pouco e que aprendeu e sabe na proporção do que estudou. Uma geração que colecciona diplomas com que o país lhes alimenta o ego insuflado, mas que são uma ilusão, pois correspondem a pouco conhecimento teórico e a duvidosa capacidade operacional. Eis uma geração que vai a toda a parte, mas que não sabe estar em sítio nenhum. Uma geração que tem acesso a informação sem que isso signifique que é informada; uma geração dotada de trôpegas competências de leitura e interpretação da realidade em que se insere. Eis uma geração habituada a comunicar por abreviaturas e frustrada por não poder abreviar do mesmo modo o caminho para o sucesso. Uma geração que deseja saltar as etapas da ascensão social à mesma velocidade que queimou etapas de crescimento. Uma geração que distingue mal a diferença entre emprego e trabalho, ambicionando mais aquele do que este, num tempo em que nem um nem outro abundam. Eis uma geração que, de repente, se apercebeu que não manda no mundo como mandou nos pais e que agora quer ditar regras à sociedade como as foi ditando à escola, alarvemente e sem maneiras. Eis uma geração tão habituada ao muito e ao supérfluo que o pouco não lhe chega e o acessório se lhe tornou indispensável. Eis uma geração consumista, insaciável e completamente desorientada. Eis uma geração preparadinha para ser arrastada, para servir de montada a quem é exímio na arte de cavalgar demagogicamente sobre o desespero alheio. Há talento e cultura e capacidade e competência e solidariedade e inteligência nesta geração? Claro que há. Conheço uns bons e valentes punhados de exemplos! Os jovens que detêm estas capacidades-características não encaixam no retrato colectivo, pouco se identificam com os seus contemporâneos, e nem são esses que se queixam assim (embora estejam à rasca, como todos nós). Chego a ter a impressão de que, se alguns jovens mais inflamados pudessem, atirariam ao tapete os seus contemporâneos que trabalham bem, os que são empreendedores, os que conseguem bons resultados académicos, porque, que inveja!, que chatice!, são betinhos, cromos que só estorvam os outros (como se viu no último Prós e Contras) e, oh, injustiça!, já estão a ser capazes de abarbatar bons ordenados e a subir na vida. E nós, os mais velhos, estaremos em vias de ser caçados à entrada dos nossos locais de trabalho, para deixarmos livres os invejados lugares a que alguns acham ter direito e que pelos vistos – e a acreditar no que ultimamente ouvimos de algumas almas – ocupamos injusta, imerecida e indevidamente?!!! Novos e velhos, todos estamos à rasca. Apesar do tom desta minha prosa, o que eu tenho mesmo é pena destes jovens. Tudo o que atrás escrevi serve apenas para demonstrar a minha firme convicção de que a culpa não é deles. A culpa de tudo isto é nossa, que não soubemos formar nem educar, nem fazer melhor, mas é uma culpa que morre solteira, porque é de todos, e a sociedade não consegue, não quer, não pode assumi-la. Curiosamente, não é desta culpa maior que os jovens agora nos acusam. Haverá mais triste prova do nosso falhanço? Pode ser que tudo isto não passe de alarmismo, de um exagero meu, de uma generalização injusta. Pode ser que nada/ninguém seja assim.

Recebido por email, enviado por R. Ferreira
Desconheço o autor.
 
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Publicado por em 23/03/2011 in Crónica de Um dia, Opinião

 

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Artur Agostinho

Artur Agostinho | 26.12.1920-22.03.2011

 

Está na prateleira. O livro que comprei e nunca li. Quero dizer, li duas ou três páginas que não me obrigaram a uma captura dos sentidos. Era um policial. Não foi grande escolha. Admirava-o e admiro por partilharmos a mesma área… ele com mais anos, incomparável experiência e qualidade.

Lembro-me dele na escola. Era dia de certame. Falava-se de comunicação, jornalismo e futuro. Naquele dia, fez parte de um dos painéis de convidados. Estávamos quase todos fascinados a ouvi-lo falar. Um misto de avô e modelo para nós, os futuros jornalistas. Uma geração inteira de sonhadores a olhar para quem já havia devorado gerações inteiras de informação, experiências, notícias, choros e sorrisos.

Mais tarde cruzei-me com ele nos bastidores da gala, no cine-teatro… iria ser distinguido com um prémio carreira.

Terá sido em 2006? 2007? Quem sabe 2008? Não me recordo ao certo. Volta-me à memória a imagem calma, serena de Artur Agostinho. Passou-me pela cabeça que na dele moravam inúmeras histórias e experiências… que sorte Artur!

 

 
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Publicado por em 22/03/2011 in Opinião, Texto

 

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Um futuro nas mãos

Pertenço a uma nova geração. Uma geração cheia de energia que nasceu com o futuro nas mãos. A u ma geração com vontade de criar, de ser, de construir mais e melhor. Nascemos com teclas e comandos nas mãos, e comandamos de facto as nossas vidas. Comandam aqueles que tem arrojo, ideias e vontade. Os que não se dignam a ficar a espera de respostas que podem nunca chegar. Precisamos de energia, de virar o mundo do avesso e de querer, desde o mais profundo do nosso ser, desde o mais ínfimo átomo, querer. Querer ser mais, melhor, errar e aprender, evoluir e ser melhor, muito melhor.

Mais e melhor e calar essas bocas que dizem que somos a geração dos apanhados, dos acomodados a casa dos pais, dos que esperam pelas respostas e deprimem sem mais. Somos capazes e somos muitos e podemos de facto alterar o rumo deste rio.

Venham daí os nativos digitais, os meninos e meninas das teclas, das redes sociais, das opiniões que movimentam massas e fazem valer os seus direitos. Venham daí os informados, os educados e os que continuam a ter sede de aprender um pouco mais a cada dia sem saber se querem algum dia cessar esta procura.

Venham daí, gente viva, malta verde com o futuro nos olhos e vontade no coração. Acordem porque o futuro é hoje.

 
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Publicado por em 01/03/2011 in Opinião

 

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Paralelismos filosóficos – ou simplesmente uma maneira de dizer coisa nenhuma.

“Na base de um discurso fluentemente elaborado com indícios de alguma precisão quer seja ela matemática, quer seja apenas de origem espiritual e organizacional, confluem ideias e linhas de pensamento que muitas vezes dispersas levam a um mesmo paralelismo filosófico.”

 

Vêem, como é que se faz um paragrafo de absolutamente nada? Desafio e mudança procura-se! Urgentemente! Sei que é uma corrente de pensamento bastante actual, essa do comodismo e do aguenta-que-assim-vais-bem… mas devo admitir que a hipótese de fazer da minha vida um paragrafo como o anterior, deixou de ser uma hipótese, para ontem! Desafiem-se sffv.

 
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Publicado por em 29/10/2010 in Opinião

 

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É só um blog?

Chato é quando deixam de nos dar o devido crédito para passar a atribui-lo ao blog. Na maioria das vezes, não está ninguém desse lado, mas o contador continua a rolar. Opiniões, feedback, tenho os de sempre… vivo bem com isso, apesar de saber que alguns, ao fim de me conhecerem já vai para uns bons anos, pensam que me conhecem melhor por lerem o blog. Isto tudo para dizer que há coisas que me aborrecem. Ver pessoas a deixar de escrever porque passam a ser vistas pelo filtro do blog e não por aquilo que são no dia-a-dia, chateia-me. A sério! Chateia-me.

Porque raio, dito da boca de quem o escreve, este é só um blog. Na boca de terceiros, ganha uma dimensão e imagem assustadoras, e muitas vezes, distorcidas. É pena.

 
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Publicado por em 26/10/2010 in As Causas, Opinião, OUTROS

 

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Sem ciência (para ele e para ela) 1

Vinha a menina a ouvir a antena 3 e ficou-me uma história na cabeça. A um senhor que vivia uma época conturbada no seu relacionamento e que previa o final do mesmo, isto ia ele em Janeiro, foi perguntado o que ia oferecer á mulher no dia dos namorados. Ao que o dito responde que não ia oferecer nada. Raio dos homens, nunca aprendem. Foi então que o desafiaram para enumerar 40 possibilidades. Lá a muito custo enumerou as tais possibilidades… e vai daí, nada. O tipo ficou a pensar naquilo. No dia dos namorados, romântico como só ele, leva a mulher ao ikea. Sim… (E é nesta altura que eu vou a conduzir e largo uma gargalhada monumental… para me calar logo a serguir…) Dizia eu, leva a sua senhora ao ikea para escolher uma arvore, pega em ambas e vai plantar a arvorezita no sítio onde tinham trocado o primeiro beijo.

Meus senhores… não é o dinheiro! São estas coisas de fazer uma gaja ficar quente e fria por dentro e com as borboletas a dar a dar na barriga! Pura e simplesmente lindo.

A antítese disto será a roupa interior, e leia-se: cueca padrão, boxer com o buraquinho ou muitos buraquinhos, meia com buraquinho, meia branca, meia da raquete… em suma o descuido.

Pecado das meninas: dormir com a t-shirt, os calções debotados (e eu peco nesta como se não houvesse amanha – tenho de fazer uma queimada), dormir com maquilhagem e acordar de manhã como a tipa do filme “the ring” pronta para a sequela.

 
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Publicado por em 06/10/2010 in As Causas, Idade dos Porquês, Opinião, Texto

 

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Se fossemos eternos não havia problema nenhum…

“O problema do amor é vir com a idade. A idade estraga sempre tudo porque nos faz pensar na morte. Não na morte como uma tragédia iminente mas pelo menos como uma inevitabilidade. É por causa desse fim que achamos que está sempre qualquer coisa mal. Se fossemos eternos não havia problema nenhum porque podíamos tentar sempre outra vez até que o Amor saísse perfeito. Só que não podemos, por isso é que as vicissitudes do Amor nos irritam tanto.”

Bagaço Amarelo

Não está tudo dito, mas muito do que foi por mim pensado nos últimos dias, está, concentrado neste pensamento do amigo Ivar.

 
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Publicado por em 30/08/2010 in Opinião, Texto

 

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Slogan

O slogan, para quem não sabe, é uma “espécie de assinatura” da uma empresa, entidade, marca, produto… and so on…

A maior dificuldade na criação e um slogan está na fórmula. Sim! Cada elemento do mesmo deve ser pensado de modo a reflectir em breves palavras a filosofia da marca/entidade/produto (já passamos por isto lá em cima)…

Quando pensar num slogan pense em algo curto, que fique no ouvido e que possa despertar a curiosidade de quem o ouve ou lê. O desejo de saber mais vai levar o público a procurar mais informações. Isso implica que o slogan fique na cabeça, que seja de fácil memorização. Consoante o objectivo do slogan, assim deve ser desenvolvido. Fui pouco clara, eu sei, mas explico já.

Vejamos por exemplo a marca de pulseiras “Pandora”. Aparte de existirem inúmeras marcas concorrentes, a Pandora continua a ser a marca “top of the mind” (pelo menos em Portugal, parece ser e corrijam-me se estiver enganada). Isto porque a sua mensagem de singularidade foi tão eficaz e teve tanto impacto no público-alvo que em pouco tempo as Pulseiras Pandora passaram de um simples elemento de joalharia para um “must have”. “A vida está cheia de momentos inesquecíveis” é um dos slogan usado pela Pandora. Esta mensagem remete para a singularidade de cada peça, pulseira ou outro elemento de joalharia, tocando no íntimo das compradoras. E isto é importante porquê? Nos dias de hoje, a singularidade, a diferenciação é quase inexistente! A possibilidade de criar e ser proprietária de algo que é “apenas nosso”, único, é um chamariz tão forte como o açúcar para as formiguinhas. Chega a ser cruel o jogo da publicidade, porque mesmo sabendo como esta funciona, se o jogo for bem jogado, esta será uma luta renhida.

Vejamos outros exemplos:

-”TMN - Até já“, este é tão obvio, num misto de simpatia e afirmação de que precisamos deles, da marca, que me deixa pessoalmente entre o riso irónico e o inevitavel curvar perante o brilhantismo com que esta mensagem foi trabalhada. Eles estão aqui, alí, lá, em todo o lado, e mesmo que sejamos clientes de outra operadora, não há volta a dar porque algum amigo, família, chefe será cliente da marca, é inevitavel um “até já”!

-”Pingo Doce – Venha cá“, este slogan por si só, é um convite. Um reforço. A marca em questão já era bastante conhecida no mercado. Toda a campanha que foi realizada em torno desta mensagem mostrou ser direccionada com intuito de “convidar” o cliente a essa visita a um sítio já familiar. Verdade seja dita: curta, simples e eficaz. A exposição á mensagem, o modo como foi tratada (outdoors, músicas, lojas) também foi responsável pela sua quota parte de sucesso.

“Optimus – Do que é que precisas?”… outro muito giro… podiamos ficar aqui o resto do dia…

Lembrem, o slogan deve representar o que a empresa faz, e numa frase breve, sintetizar o posicionamento, da marca ou produto.

Diz-se também que a receita passa pelas palavras mais usadas em slogans. Segundo o Banco de dados da ADSlogans Unlimited, as 20 mais são: Você; seu; nós; mundo; melhor; mais; bom; melhor que; novo; experimente; pessoas; nosso; primeiro; parecido com; não; o mais; somente; qualidade; grande; escolha.

Pessoalmente acho que devemos fugir a estas e tentar jogar com a originalidade, mas muitas vezes o obvio funciona sem igual! Confuso? 

Ninguém disse que seria fácil. Tente ser original, apresentar a sua empresa, pedir opiniões, fazer testes. Tente o mais obvio e o mais disparatado! Nunca sabemos de que caminho podem vir os melhores resultados!

*Nota: Não tenho contrato com nenhuma das marcas referidas sendo que estas são apenas exemplos. Post agendado

 
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Publicado por em 15/08/2010 in Opinião, Quase científico, Texto

 

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